Mostrando postagens com marcador Eventos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eventos. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 21 de julho de 2016
We will rock you
We will rock you é um musical baseado nas composições do Queen e isso todo mundo já sabe. Outra coisa que se sabe é a total falta de tradição do brasileiro para com os musicais (passando por esse que vos escreve) e o que acontece é que talvez, até por esse preconceito, o brasileiro perca esse excepcional espetáculo.
Se não temos dúvidas da qualidade da trilha, os músicos que participam do espetáculo se esmeraram em fazer um trabalho primoroso. A busca de referências visuais e sonoras pode deixar algum espectador menos atento pensar que trabalha-se com playback dado a qualidade sonora. E olha que isso não é uma tarefa nada fácil com a quantidade de cantores e instrumentos que se tem em cena e daí temos que credenciar também o Teatro Santander como uma sala de tratamento acústico invejável e técnicos de som que realmente souberam fazer seus trabalhos.
O Musical é composto de dois atos de cerca de hora e meia cada com um intervalo de 15 minutos. Nele, uma fábula sobre o iplanet é encenada mostrando como querem manter os jovens sobre controle e por isso o rock deve ser banido para que não se desperte o espírito da liberdade. Entre as cenas que despejam humor na medida certa com várias citações de músicos atuais e da música pop, as canções do Queen são interpretadas.
Os arranjos não são cem por cento fiéis aos originais, mas por uma opção estética, mas se aproxima muito quando necessário.
Na platéia se vê desde pessoas contemporâneas à banda rememorando os hits do quarteto inglês quanto pessoas mais novas descobrindo o Queen dentro de um primor de espetáculo.
Definitivamente uma ótima pedida. Mesmo que você não goste de musicais, se arrisque nessa viagem sonora.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Uma São Silvestre em minha vida
Cerca de meia-noite e acabo de falar com Marina, me despeço dela para dormir bem para a São Silvestre (o que no meu caso representa 4 ou 5 horas). Acordaria 5:00. Estava tudo bem dentro do meu planejamento. A última passada na cozinha, banheiro e me deito. Uma mensagem no celular e uma amiga em uma noite não muito feliz e talvez tenha levado 2 horas conversando com ela, afinal de contas, eu não era um corredor profissional e preferia ajudar uma amiga do que ter um tempo ligeiramente melhor. Meu tempo para dormir havia caído e agora estava abaixo do ideal e isso talvez tenha despertado a famigerada ansiedade. Empurrei o despertador para 5:45h mas demorei para dormir. Última vez que olhei ao relógio, ele apontava 3:50h
5:45h e o despertador toca e com 45 minutos a menos, não tinha tempo para fazer as coisas lentamente como inicialmente pensei. Comi, me vesti (havia tomado banho antes de deitar) e fui. Desço de elevador e ao chegar no carro, última vistoria de todo o apetrecho necessário que incluía desde o chip para corredores, quanto barra de cereal para comer durante a prova, passando por número do atleta (atleta? Eu? Produção?) e fones de ouvido para escutar o aplicativo que uso para correr. Havia esquecido o fone. Titubeei. Posso correr sem ele... não quis alterar o que sempre faço e perco alguns preciosos minutos indo buscar o fone.
De volta, pego o carro. Iria dirigir até o metrô Vila Madalena, mas nessas resoluções ansiosas que você não sabe se fato melhora alguma coisa, vou até a estação Sumaré e paro o carro. Desço na estação e quando passo na catraca do metrô... não passo. Não havia saldo no bilhete único e lá vai eu carregar o tal. Embora as 6:43h não houvesse fila, o bilhete único do qual uso por 11 anos teima em dar problema justo dessa vez. O que costuma levar uns 25 segundos não se concretiza em alguns minutos. A ansiedade toma cara de impaciência e desisto. Peço meu dinheiro de volta e em vez dela apenas me devolver R$10,00, ela faz questão de me dar a nota de R$20,00 dada para que eu devolva o troco que já estava solto dentro da carteira naquelas tradicionais sacolas de corredores onde você não encontra nada a não ser se praticamente virar a carteira inteira. Achei que não conseguiria chegar a tempo no ponto de apoio da 4any1 que estava marcado para 7:00h. 7:03h é atraso?
Largada seria apenas 9:00h, então estava eu ali comendo mais alguma coisa e após as últimas palavras com os treinadores Aulus e Edmilson, fui munido de uma pequena garrafa de água e duas barras de cereal para o vão libre do Masp onde me encontraria com Bruno de Almeida para instruções sobre a entrevista que daria ao vivo na corrida. A melhor parte na verdade foi ser colocado no pelotão elite b, onde encontrei para a minha surpresa Zélia Duncan.
– Hey querida, onde vai passar a virada?
– Em casa no Rio, termino a prova e vou para o aeroporto. Cansei de ficar abraçando quem nem conheço.
– Provavelmente o cara que te xingou meio-dia no trânsito né? – Risos de todos que estavam próximo.
Havia gente se aquecendo por quase uma hora. Fiz o de sempre. Uns dez minutos apenas e conversando com Zélia, Vander de 65 anos que pagaria sua promessa depois de 50 anos e sua filha Janaína, que tornou-se treinadora de corridas e viabilizou o sonho do próprio pai.
Dada a largada e os poucos metros da elite fez diferença para eu ter uma largada correndo e não caminhando, mas logo, em questão de segundos, uma multidão já atropelava-me. Na saída da Paulista para o acesso da Dr. Arnaldo, seria impossível dizer que larguei em tal pelotão, mas eu corria e corria bem. Nem senti a primeira subida. Vi Zélia e tentei me concentrar. Exatamente enquanto pegava o primeiro trecho de subida considerada, o fone de ouvido me da o tempo (de cinco em cinco minutos), com a distância percorrida e percebi que entrei no ritmo de "estouro da boiada". Estava com o ritmo muito mais acelerado e ainda em subida. Isso poderia comprometer a minha corrida. Bendito fone.
Pequeno trecho da Dr. Arnaldo e a descida mais íngreme, o que é uma tentação de largar o pé e deixar a gravidade fazer sua parte, mas é um erro básico inicial de corredores. Dessa forma, muita gente me ultrapassa com velocidade absurda e eu tentando diminuir a velocidade segundo meu aplicativo. Foi difícil. Quando o relógio marcou dez minutos, eu havia baixado muito pouco desse tempo na verdade e então deixando já o estádio para trás sou encontrado pela equipe da Globo que tentaria uma entrevista comigo durante a corrida. Uma equipe contendo 4 pessoas da Globo correndo em minha volta e para efeito de garantia, a entrevista foi feita correndo duas vezes ao repórter Alexandre Oliveira. Dois minutos talvez tenha levado tudo? Qual o estado físico da equipe para acompanhar-me? Só sei que finalmente estava solitário na multidão e senti o quanto a entrevista quebrou minha concentração e ritmo. Senti que tinha que me concentrar para conseguir concluir.
Sim, correr é solitário e leva tanto tempo que o mundo passa por sua cabeça e muita coisa acontece ali. Na reta da Pacaembu eu serenei o coração e a alma e corri em direção a minha casa, entrei para o lado da Barra Funda e contornei o memorial da América latina. Locais que eu já havia corrido e que faz diferença para quem corre. Quando ele finalmente pega o viaduto Pacaembu, relativamente longo e pesado, ainda não senti, mas a temperatura também ia subindo e olhava a cada relógio de rua a temperatura. Tinha como estratégia não perder um só ponto de hidratação, afinal não consigo beber muito água enquanto corro. Basicamente molho a boca seca e tomo literalmente um gole. Despejo parte da água sobre o próprio corpo para diminuir a temperatura corporal e sigo em frente. Esse acabou sendo o trecho mais tranquilo, em compensação meu calvário começou no viaduto Eng. Orlando Murgel com mesmo nível de dificuldade técnica da Pacaembu.
Aquelas coisas que nunca acontecem acontecia de novo. O famoso pênis resolve se acomodar de um jeito incômodo dentro da bermuda. Correr incomodado por mais 7 km? Não, mãozona para dentro do short para reacomodar o garotão sob o risco de uma câmera registrar o corredor com a mão dentro das calças e um meme estourando logo no primeiro dia de 2015.
Agora eu entrava na avenida Rio Branco para pegar a Ipiranga e entrar na av. São João. Pô Caetano, eu pensei que alguma coisa aconteceria em meu coração, mas aconteceu no meu psicológico querendo me derrubar. Não sabia eu que o percurso forma um coração nesse trecho e que passaria pelo cruzamento de volta vendo uma multidão impressionante de corredores. Já corria por uma hora, mas o corpo sentia ter largado com velocidade acima da minha média.
Pouco mais de 12 km. Viaduto do chá. Logo mais estaria chegando na destemida av. Brigadeiro Luis Antônio e algo que nunca me aconteceu. Não fazia um calor tão forte assim visto os dias anteriores e já corri com temperaturas mais elevadas, mas sim, fazia calor e muito, mas eu, senti um calafrio rasgar minha coluna e senti frio. Um frio esquisito por cerca de 250 metros. Justo eu que não sinto frio, mas passou. Era apenas o psicológico. Eu que sou acostumado a gerenciar isso tendo que tocar em palcos por anos e anos estava agora fora da minha zona de conforto.
A Brigadeiro enfim chega. Olhar para aquela reta de 1,8 km subindo rumo a Paulista e gente gritando coisas de todos os tipos sendo para se encorajar, encorajar os outros ou sei lá o que, era visto. Também foi a hora que mais vi gente estirada no chão, gente desistindo, sentada nas calçadas, recebendo ajuda médica ou mesmo chorando. Também vi Zélia novamente e a danada me deixou para trás na Brigadeiro. Confesso que ao fim de escalar o temeroso trecho, mandei um – Chupa Brigadeiro (embora apenas mental),
Virei a direita e avistava a chegada. Voltando ao plano e já tão perto do fim, não senti mais esse final. Pelo contrário, entrei na efusão dos populares que incentivavam os corredores e correria mais 2 km fácil no plano se preciso fosse.
A medalha que tem uma representatividade muito mais simbólica do que real, estava em minhas mãos e voltei ao posto da 4any1. Só quem se aventura a correr algo do tipo sabe o quanto isso é algo de superação física e sabia que várias pessoas que havia conhecido nos últimos meses terminariam a prova. Entre eles, destaco Rita, Luiz e Viviane que sabia que terminariam a prova cada um com suas histórias, tempos e dificuldades, mas eu só iria embora depois que Flávia chegasse. A maior distância que ela havia feito até hoje era 12 km e embora nunca nem tenhamos conversado muito, vibrei internamente quando a vi chegando com a medalha e agora podia ir embora.
Entrei no carro, sentei e chorei. Não sei se foi de alegria, mas de tristeza não foi. Era um alívio e era bom. Das coisas que me propus a fazer na vida, a São Silvestre foi cumprida...
P.S.: Meu tempo foi de 1:37:33. Apesar das dificuldades, tempo ainda abaixo do que projetei.
5:45h e o despertador toca e com 45 minutos a menos, não tinha tempo para fazer as coisas lentamente como inicialmente pensei. Comi, me vesti (havia tomado banho antes de deitar) e fui. Desço de elevador e ao chegar no carro, última vistoria de todo o apetrecho necessário que incluía desde o chip para corredores, quanto barra de cereal para comer durante a prova, passando por número do atleta (atleta? Eu? Produção?) e fones de ouvido para escutar o aplicativo que uso para correr. Havia esquecido o fone. Titubeei. Posso correr sem ele... não quis alterar o que sempre faço e perco alguns preciosos minutos indo buscar o fone.
De volta, pego o carro. Iria dirigir até o metrô Vila Madalena, mas nessas resoluções ansiosas que você não sabe se fato melhora alguma coisa, vou até a estação Sumaré e paro o carro. Desço na estação e quando passo na catraca do metrô... não passo. Não havia saldo no bilhete único e lá vai eu carregar o tal. Embora as 6:43h não houvesse fila, o bilhete único do qual uso por 11 anos teima em dar problema justo dessa vez. O que costuma levar uns 25 segundos não se concretiza em alguns minutos. A ansiedade toma cara de impaciência e desisto. Peço meu dinheiro de volta e em vez dela apenas me devolver R$10,00, ela faz questão de me dar a nota de R$20,00 dada para que eu devolva o troco que já estava solto dentro da carteira naquelas tradicionais sacolas de corredores onde você não encontra nada a não ser se praticamente virar a carteira inteira. Achei que não conseguiria chegar a tempo no ponto de apoio da 4any1 que estava marcado para 7:00h. 7:03h é atraso?
Largada seria apenas 9:00h, então estava eu ali comendo mais alguma coisa e após as últimas palavras com os treinadores Aulus e Edmilson, fui munido de uma pequena garrafa de água e duas barras de cereal para o vão libre do Masp onde me encontraria com Bruno de Almeida para instruções sobre a entrevista que daria ao vivo na corrida. A melhor parte na verdade foi ser colocado no pelotão elite b, onde encontrei para a minha surpresa Zélia Duncan.
– Hey querida, onde vai passar a virada?
– Em casa no Rio, termino a prova e vou para o aeroporto. Cansei de ficar abraçando quem nem conheço.
– Provavelmente o cara que te xingou meio-dia no trânsito né? – Risos de todos que estavam próximo.
Demétrius e Zélia
Havia gente se aquecendo por quase uma hora. Fiz o de sempre. Uns dez minutos apenas e conversando com Zélia, Vander de 65 anos que pagaria sua promessa depois de 50 anos e sua filha Janaína, que tornou-se treinadora de corridas e viabilizou o sonho do próprio pai.
Vander, o repórter Alexandre Oliveira e eu
Dada a largada e os poucos metros da elite fez diferença para eu ter uma largada correndo e não caminhando, mas logo, em questão de segundos, uma multidão já atropelava-me. Na saída da Paulista para o acesso da Dr. Arnaldo, seria impossível dizer que larguei em tal pelotão, mas eu corria e corria bem. Nem senti a primeira subida. Vi Zélia e tentei me concentrar. Exatamente enquanto pegava o primeiro trecho de subida considerada, o fone de ouvido me da o tempo (de cinco em cinco minutos), com a distância percorrida e percebi que entrei no ritmo de "estouro da boiada". Estava com o ritmo muito mais acelerado e ainda em subida. Isso poderia comprometer a minha corrida. Bendito fone.
Pequeno trecho da Dr. Arnaldo e a descida mais íngreme, o que é uma tentação de largar o pé e deixar a gravidade fazer sua parte, mas é um erro básico inicial de corredores. Dessa forma, muita gente me ultrapassa com velocidade absurda e eu tentando diminuir a velocidade segundo meu aplicativo. Foi difícil. Quando o relógio marcou dez minutos, eu havia baixado muito pouco desse tempo na verdade e então deixando já o estádio para trás sou encontrado pela equipe da Globo que tentaria uma entrevista comigo durante a corrida. Uma equipe contendo 4 pessoas da Globo correndo em minha volta e para efeito de garantia, a entrevista foi feita correndo duas vezes ao repórter Alexandre Oliveira. Dois minutos talvez tenha levado tudo? Qual o estado físico da equipe para acompanhar-me? Só sei que finalmente estava solitário na multidão e senti o quanto a entrevista quebrou minha concentração e ritmo. Senti que tinha que me concentrar para conseguir concluir.
Sim, correr é solitário e leva tanto tempo que o mundo passa por sua cabeça e muita coisa acontece ali. Na reta da Pacaembu eu serenei o coração e a alma e corri em direção a minha casa, entrei para o lado da Barra Funda e contornei o memorial da América latina. Locais que eu já havia corrido e que faz diferença para quem corre. Quando ele finalmente pega o viaduto Pacaembu, relativamente longo e pesado, ainda não senti, mas a temperatura também ia subindo e olhava a cada relógio de rua a temperatura. Tinha como estratégia não perder um só ponto de hidratação, afinal não consigo beber muito água enquanto corro. Basicamente molho a boca seca e tomo literalmente um gole. Despejo parte da água sobre o próprio corpo para diminuir a temperatura corporal e sigo em frente. Esse acabou sendo o trecho mais tranquilo, em compensação meu calvário começou no viaduto Eng. Orlando Murgel com mesmo nível de dificuldade técnica da Pacaembu.
Aquelas coisas que nunca acontecem acontecia de novo. O famoso pênis resolve se acomodar de um jeito incômodo dentro da bermuda. Correr incomodado por mais 7 km? Não, mãozona para dentro do short para reacomodar o garotão sob o risco de uma câmera registrar o corredor com a mão dentro das calças e um meme estourando logo no primeiro dia de 2015.
Agora eu entrava na avenida Rio Branco para pegar a Ipiranga e entrar na av. São João. Pô Caetano, eu pensei que alguma coisa aconteceria em meu coração, mas aconteceu no meu psicológico querendo me derrubar. Não sabia eu que o percurso forma um coração nesse trecho e que passaria pelo cruzamento de volta vendo uma multidão impressionante de corredores. Já corria por uma hora, mas o corpo sentia ter largado com velocidade acima da minha média.
Pouco mais de 12 km. Viaduto do chá. Logo mais estaria chegando na destemida av. Brigadeiro Luis Antônio e algo que nunca me aconteceu. Não fazia um calor tão forte assim visto os dias anteriores e já corri com temperaturas mais elevadas, mas sim, fazia calor e muito, mas eu, senti um calafrio rasgar minha coluna e senti frio. Um frio esquisito por cerca de 250 metros. Justo eu que não sinto frio, mas passou. Era apenas o psicológico. Eu que sou acostumado a gerenciar isso tendo que tocar em palcos por anos e anos estava agora fora da minha zona de conforto.
A Brigadeiro enfim chega. Olhar para aquela reta de 1,8 km subindo rumo a Paulista e gente gritando coisas de todos os tipos sendo para se encorajar, encorajar os outros ou sei lá o que, era visto. Também foi a hora que mais vi gente estirada no chão, gente desistindo, sentada nas calçadas, recebendo ajuda médica ou mesmo chorando. Também vi Zélia novamente e a danada me deixou para trás na Brigadeiro. Confesso que ao fim de escalar o temeroso trecho, mandei um – Chupa Brigadeiro (embora apenas mental),
Virei a direita e avistava a chegada. Voltando ao plano e já tão perto do fim, não senti mais esse final. Pelo contrário, entrei na efusão dos populares que incentivavam os corredores e correria mais 2 km fácil no plano se preciso fosse.
A medalha que tem uma representatividade muito mais simbólica do que real, estava em minhas mãos e voltei ao posto da 4any1. Só quem se aventura a correr algo do tipo sabe o quanto isso é algo de superação física e sabia que várias pessoas que havia conhecido nos últimos meses terminariam a prova. Entre eles, destaco Rita, Luiz e Viviane que sabia que terminariam a prova cada um com suas histórias, tempos e dificuldades, mas eu só iria embora depois que Flávia chegasse. A maior distância que ela havia feito até hoje era 12 km e embora nunca nem tenhamos conversado muito, vibrei internamente quando a vi chegando com a medalha e agora podia ir embora.
Entrei no carro, sentei e chorei. Não sei se foi de alegria, mas de tristeza não foi. Era um alívio e era bom. Das coisas que me propus a fazer na vida, a São Silvestre foi cumprida...
P.S.: Meu tempo foi de 1:37:33. Apesar das dificuldades, tempo ainda abaixo do que projetei.
Marcadores:
Corrida de Rua,
Esportes,
Eventos
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Traçando outros caminhos II
Poucos dias atrás, escrevi sobre Lígia Oki que tornou-se estlista obedecendo a paixão de seu coração. Hoje veremos uma nova retomada de vida, dessa vez vivida por Elias Mendes. Ele tinha um caminho devidamente traçado dentro dos caminhos habituais de nossa sociedade. Cursava agrononmia e era só seguir em frente. Já estava com 2 anos de curso e vivências práticas em sua nova profissão, mas a preocupação pelo ser humano, o chamou em outras direções. Preoucupações estas despertadas por volta de seus 14 anos quando realmente se interessou por astrologia. Essa inquietação e busca pelo próximo o levaram ao curso de psicologia. Ele sanaria suas inquietações e estaria ainda dentro dos caminhos tomados e aceitos pela sociedade. Foram mais 2 anos e o sentimento não passava. Paralelamente a astrologia ganhava dimensões maiores e mais profundas.
A grande e definitiva virada foi em 2007 quando a própria psicologia foi deixada de lado para finalmente Elias encontrar seus caminhos e respostas. Desde então, a astrologia passou a ser a coisa mais importante de sua vida e sua profissão ajudando tanto a si quanto ao próximo. Escreve para o www.megastrologia.com desde 2007 para este que é um dos maiores sites sobre o assunto.
Como sua vida migrou em definitivo para a astrologia, ele faz questão de lembrar que é um sargitariano com Ascendente em Gêmeos, cujo mapa é formado basicamente por signos mutáveis, todos eles, em grande quantidade.
Elias mora em Florianópolis e faz consultas astrológicas via internet ou presencial e nesse momento se encontra em São Paulo onde ministrará um curso com mais dois palestrantes nesse sábado 20 de dezembro. Se deseja saber um pouco mais sobre esse encontro, clique aqui para saber sobre o evento que tem ainda poucas vagas.
Ou mesmo dar uma conferida sobre a página criada para o encontro no Facebook.
Para quem gosta de mudanças e novas direções no final de cada ano, pode ser uma boa pedida.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Festa garantida
Junte no mesmo dia e na mesma hora uma das melhores festas de São Paulo de resgate da cultura popular (Batbacumba), uma das casas mais badaladas da cultura musical (Puxadinho da Praça) e uma das bandas mais dançantes da atualidade (Bonjour Pará) e você pode apostar que a noite vai ser daquelas.
Batbacumba se consolida em sua 14ª edição sempre apresentando muita cultura brasileira, cores e gente bonita e sorridente afim de dançar.
Puxadinho da Praça por outro lado é uma daquelas casas que você vai para lá sem sequer saber quem está tocando acreditando que o que toca ali tem qualidade.
Bonjour Pará é uma banda onde o carimbó e a guitarrada é o ponto de partida, podendo passar por clássicos do Beto Barbosa, chegando à lambada do Kaoma. Resumindo. Você vai dançar muito.
Ainda vai ter João Laion comandando o som
A casa abre 23H com show previsto para meia-noite.
R$20,00 até meia-noite e R$ 25,00 depois de meia-noite
Se você quiser, pode antecipar seu ingresso por aqui.
O Puxadinho da Praça fica no coração da Vila Madalena na rua Bel,iro Braga, 216
quinta-feira, 3 de julho de 2014
É tudo ou nada!
Por incrível que possa parecer, faltam apenas 8 jogos para acabar a copa do mundo, dos quais 7 realmente decide quem levanta a taça (um dos jogos é a disputa pelo terceiro lugar). Como diria o velho lobo, faltam apenas 3 jogos para o Brasil sagrar-se hexa.
E a copa é isso. 48 jogos na primeira fase onde você pode perder uma partida e acertar para chegar nas oitavas de final, daí para frente, é o chamado mata-mata (para mim, mata-mata é ida e volta), que eu chamo de matar ou morrer.
Se na primeira fase tivemos uma chuva de gols, nas oitavas os jogos foram muito mais equilibrados, mas temos um dado que tem passado despercebido pela maioria das pessoas. Temos confrontos entre primeiros de um grupo contra os segundos de outros nas oitavas não é? Diga-me sem pestanejar quantos primeiros e quantos segundos passaram? Eu te respondo: 8 primeiros. Ou seja, a performance da primeira fase parece demonstrar quem tem mais condições. O primeiro Brasil tirou o segundo (e grande time) do Chile, mas aí é que os números começam a jogar contra a seleção canarinha.
Dos oito times que restam, O Brasil tem a 7ª campanha. Frente apenas ao selecionado da Costa Rica. Qual a parte ruim dessa conclusão? Vamos jogar com o melhor time dos que sobraram. Colômbia com 12 pontos e que fez o difícil jogo das oitavas contra o Uruguai se tornar fácil. 2x0 sem sofrimento. Foi o único time que virou do primeiro para o segundo tempo já a frente do marcador.
A parte boa? Brasil estava "favorito" demais para essa copa e toda vez que isso acontece, sabemos o fim. Em contrapartida, quando não dão nada por nós, costumamos levar o caneco e tudo foi se complicando ao longo da copa. Até acho que Felipão vai morder a beira do campo. Deve promover alguma mudança no time e não me surpreenderia se ele inclusive alterar o padrão tático do Brasil.
No fundo, quero que a Colômbia acredite e venha para cima do Brasil. Em termos estatísticos isso da tão certo para o Brasil. Fora isso, preparem os seus desfibriladores...
E a copa é isso. 48 jogos na primeira fase onde você pode perder uma partida e acertar para chegar nas oitavas de final, daí para frente, é o chamado mata-mata (para mim, mata-mata é ida e volta), que eu chamo de matar ou morrer.
Se na primeira fase tivemos uma chuva de gols, nas oitavas os jogos foram muito mais equilibrados, mas temos um dado que tem passado despercebido pela maioria das pessoas. Temos confrontos entre primeiros de um grupo contra os segundos de outros nas oitavas não é? Diga-me sem pestanejar quantos primeiros e quantos segundos passaram? Eu te respondo: 8 primeiros. Ou seja, a performance da primeira fase parece demonstrar quem tem mais condições. O primeiro Brasil tirou o segundo (e grande time) do Chile, mas aí é que os números começam a jogar contra a seleção canarinha.
Dos oito times que restam, O Brasil tem a 7ª campanha. Frente apenas ao selecionado da Costa Rica. Qual a parte ruim dessa conclusão? Vamos jogar com o melhor time dos que sobraram. Colômbia com 12 pontos e que fez o difícil jogo das oitavas contra o Uruguai se tornar fácil. 2x0 sem sofrimento. Foi o único time que virou do primeiro para o segundo tempo já a frente do marcador.
A parte boa? Brasil estava "favorito" demais para essa copa e toda vez que isso acontece, sabemos o fim. Em contrapartida, quando não dão nada por nós, costumamos levar o caneco e tudo foi se complicando ao longo da copa. Até acho que Felipão vai morder a beira do campo. Deve promover alguma mudança no time e não me surpreenderia se ele inclusive alterar o padrão tático do Brasil.
No fundo, quero que a Colômbia acredite e venha para cima do Brasil. Em termos estatísticos isso da tão certo para o Brasil. Fora isso, preparem os seus desfibriladores...
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Para bom entendedor, meio minuto basta
Foto: Ivan Silva
O evento? Copa do mundo. Ibope garantido. O jogo? Irã x Bósnia-Herzegovina. Certamente um jogo que não será lembrado já no final do ano. Última rodada começando com a Argentina com 6 pontos, Nigéria 2 e os dois times em questão com apenas 1. Ambos empataram com a Nigéria que decepcionou no mundial.
– O Josimar está realmente interessado nesse jogo.
– Eu diria que mais do que os do Brasil.
– Mas que interesse se pode ter nesse jogo? Ambos já estão eliminados. Estão apenas cumprindo tabela.
– Lembra do Josué? O filho dele?
– Sim, claro. Fazia Ed. física.
– Pois é, ele é um dos bandeirinhas do jogo.
– Que légal isso. Ele deve estar muito orgulhoso.
– Acho que deve sim estar, mas está 1 x 0 para a Bósnia com um gol ligeiramente impedido não assinalado por ele.
– Hum… entendi…
Fim do primeiro tempo e Josimar sente-se aliviado por que todos os comentaristas falam que foi por poucos centímetros e muito rápido o lance. Um erro completamente normal. A questão que atormentava Josimar era como classificar erros "completamente normais" para os "completamente anormais". Haveria os só "normais"? "Minimamente normais"? " Erroneamente normais"? Ele por hora sentia apenas "aflitivamente anormal se passando por normal". Restava-lhe torcer pela virada do Irã para que ficasse "despercebidamente normal".
Pressão do Irã desde o começo da segunda etapa. O goleiro bósnio já havia feito duas defesas consideráveis no segundo tempo quando aos 18 minutos acontece a penalidade para os iranianos. Josimar já não disfarça mais sua torcida pelo Irã e vai se levantando praticamente junto com o cobrador do pênalti. Se sua torcida não era mais disfarçada, menos ainda a frustração quando vê a bola raspar a trave direita do goleiro que sequer chegou perto. Numa tentativa de adivinhar onde o cobrador colocaria, ele escolhe o outro lado. Não sairia nem na foto. A questão é que o jogo era bem morno. Dois países sem a menor tradição no futebol, jogando distantes de suas torcidas. Parecia que o público dali estava muito mais pelo evento em si do que pelo jogo. Para Josimar não. Era um jogo importantíssimo. O mais importante que ele já havia visto na vida na verdade. Fez questão de saber do outro jogo. 1 x 0 Nigéria e assim, ela fazia 5 pontos. Não alterava em nada o resultado do jogo. Passariam Argentina e Nigéria e o erro seria esquecido.
Jogo esquenta. Mesmo com um jogador expulso, os asiáticos pressionam os europeus. O goleiro continua pegando tudo. O Irã desperdiça chance atrás de chance. O centro-avante iraniano perde um gol feito dentro da pequena área. Duas bolas mandadas na trave, mas Josimar começa a relaxar com o todo. Ninguém sequer comenta o erro de Josué. A Nigéria que não ganhou de ninguém até agora aprontando uma zebra para cima da Argentina e minimizando o erro de seu filho. Com tanta pressão e um jogador a menos, começam a sentir o cansaço e o jogo fica meio morno. A Bósnia-Herzegovina até começa a sair para o jogo. Já são 5 minutos em que não sofrem mais pressão. Pelo contrário, passam a imprimir pressão pelo vigor físico e um homem a mais.
42 minutos do segundo tempo. Não parece mais um jogo de futebol e sim uma batalha medieval quando o centro-avante se redime do erro e recebe uma bola em lançamento em um contra-ataque. Ele que de bate pronto afunda para dentro das redes recebeu um lançamento em profundidade e embora tivesse cerca de um metro e meio de desvantagem do zagueiro, chegou na frente e empurrou para o fundo. O estádio inteiro comemora o gol pelo fator Davi-Golias. Josimar então, gritou como se fosse um gol seu, mas algo em campo aconteceu. Jogadores Iranianos se revoltam. Confusão, cercam juiz, depois correm para cima do bandeirinha. Aquele mesmo batizado Josué. O erro foi tão bisonho que ninguém entendia direito. O técnico do time persa, assim como outros dois jogadores fora expulsos. Agora eram 11 contra 8 e o replay mostrava claramente que o centro-avante tinha cerca de metro e meio de desvantagem quando o lançamento foi feito. Erro grotesco diziam os comentaristas. Os amigos de Josimar preferiram ficar calados.
Fim de jogo e a tv passa a transmitir o fim de Argentina 0 x 1 Nigéria.
– Meu Deus, meu filho errou nos dois gol, sendo que esse foi inacreditável. Irã deveria sair de campo vencedor.
– Cara, isso não muda nada. Argentina 6 pontos, Nigéria 5, Bósnia 4 e Irã 1….
Relógio de aproximando de 49 do segundo tempo. Falta na entrada da área. Messi. Sempre ele para decidir o jogo bate uma falta com perfeição. O goleiro nigeriano feito uma águia voa e coloca para escanteio. O jogador mais próximo vai cobrar. Meio minuto basta para a Nigéria se classificar. A bola é alçada na área e Agüero afunda de cabeça para desespero dos africanos que voltam a levar um empate. Terminam a primeira fase da copa com 3 pontos. A tv volta ao estádio da Fonte Nova na Bahia. Bósnia com 4 pontos se classifica, os jogadores comemoram como se fossem campeões do mundo enquanto vários iranianos são mostrados desolados ao chão. Josimar faz as contas. Aquelas que todos devem ter feito mas que ninguém teve coragem de comentar. Sem os dois erros de Josué, Irã 1 x 0 Bósnia-Herzegovina…
domingo, 17 de junho de 2012
Coletivo Urbano
Sabe quando você encontra um projeto nascido já vencedor? Pois é exatamente esse o caso do Coletivo Urbano. Sua primeira impressão é um cd do qual se tem vontade de ter em mãos nos atuais dias de mp3. Arte impecável. Aliás, arte é resumir a capa do trabalho que é uma verdadeira obra de arte.
Mas se o projeto é de música, desde ontem o Sesc Pompéia apresenta a trupe sonora ao paulistano em um show com as 9 apresentações envolvidas em um show com duas músicas de cada grupo. O resultado é um show dinâmico e bem variado, O único talvez é uma já saudade no meio da segunda música quando você sabe que a banda vigente já vai deixar o palco, mas se o objetivo do coletivo urbano era apenas abrir o leque de novos artistas, conseguiu com cem por cento do resultado esperado.
E como nasceu o projeto? Os músicos Thiago Rabello e Rafa Barreto tiveram uma ideia simples. Escolheram uma série de músicos que, em comum, buscaram a cidade de São Paulo como morada onde falam sobre o cotidiano deles na metrópole e suas dificuldades de adaptação, a saudade, os novos amores, amizades, a favela, tudo em diferentes perspectivas.
"O que todos têm em comum é a necessidade de se expressar", explica Rabello. "A ideia de falar sobre São Paulo surgiu naturalmente. Não foi nada previsto".
Mas se o projeto é de música, desde ontem o Sesc Pompéia apresenta a trupe sonora ao paulistano em um show com as 9 apresentações envolvidas em um show com duas músicas de cada grupo. O resultado é um show dinâmico e bem variado, O único talvez é uma já saudade no meio da segunda música quando você sabe que a banda vigente já vai deixar o palco, mas se o objetivo do coletivo urbano era apenas abrir o leque de novos artistas, conseguiu com cem por cento do resultado esperado.
E como nasceu o projeto? Os músicos Thiago Rabello e Rafa Barreto tiveram uma ideia simples. Escolheram uma série de músicos que, em comum, buscaram a cidade de São Paulo como morada onde falam sobre o cotidiano deles na metrópole e suas dificuldades de adaptação, a saudade, os novos amores, amizades, a favela, tudo em diferentes perspectivas.
"O que todos têm em comum é a necessidade de se expressar", explica Rabello. "A ideia de falar sobre São Paulo surgiu naturalmente. Não foi nada previsto".
O próprio Coletivo Urbano disponibilizou o download do resultado, mas se você correr, pode acompanhar ainda hoje o resultado no Sesc Pompéia 19 horas. Ótima pedida para se ter uma amostra do novo em São Paulo.
domingo, 11 de julho de 2010
Espanha ingressa seleto clube
Quanto a nossa inédita final, vale lembrar que me pareceu uma copa final. Foi a primeira que não tinha Brasil, Argentina, Alemanha ou Itália
Escrevi um tempo atrás que as copas de 66 e 98 foram copas "estranhas". Por hora, essa copa me pareceu uma copa estranha. Só o tempo nos dirá. Uma copa com final pouco provável, uma copa com Jabulanis ao invés de bolas (toda copa as bolas tem nome) e que ainda mudou de nome para Jobulani no jogo final. Uma copa onde não se ouvia os cantos das torcidas e sim vuvuzelas. Uma copa onde pela primeira vez o país sede não passou da primeira fase. Uma copa em que uma selação que não consegue vencer ninguém foi a única a vencer a campeã (Suiça na primeira 1ª rodada da 1ª fase). Uma copa que não teve um artilheiro e sim um grupo com 5 gols (Müller, Forlán, Villa e Sneijder). O melhor jogador da copa (Forlan) sequer esteve na final e se procurar vai ter mais. Apenas um certo polvo sabia de tudo.
Quanto ao jogo em si, existem inúmeros comentaristas, matérias, programas e postagens do tipo e procurei observar algo além. Parabéns ao selecionado espanhol e talvez a Holanda fique marcada para a história com a Tchecoslováquia e Hungria que mereciam, mas não levaram o título.
Quanto ao jogo em si, existem inúmeros comentaristas, matérias, programas e postagens do tipo e procurei observar algo além. Parabéns ao selecionado espanhol e talvez a Holanda fique marcada para a história com a Tchecoslováquia e Hungria que mereciam, mas não levaram o título.
Umas das graças das copas é que elas tem o poder de alterar os compromissos de milhões de pessoas ao redor do mundo a cada 4 anos. Daqui a 4 anos poderemos ter uma sensação melhor dessa copa e agora podemos começar a contagem regressiva para a copa do mundo de 2014. Sendo país sede, já estamos automaticamente classificados, sem passar pelas eliminatórias. Espero que alguém em 2014 possa falar que ainda lembra dessa postagem como se fosse ontem. Obviamente que este blog não tem um respaldo de um grande meio de comunicação e provavelmente ninguém dirá...é apenas o que eu acho...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Campeã inédita
Apenas mais um jogo nos separa da seleção que ostentará por 4 anos a faixa de atual campeã mundial. A última vez que duas seleções sem títulos decidiram a copa, foi em 1978 onde a mesma Holanda cedeu frente o time Argentino. Aliás, o "Carrossel holandês" revolucionou o futebol na década de 70 chegando na final de 1974 também. Já a "Fúria" que é como é conhecida a seleção espanhola chega em sua primeira final, apesar de sempre vir credenciada com um bom time.
De antemão, sabemos que a Europa terá agora dez títulos frente os nove da América do sul visto que ambas as seleções são do velho continente. Segunda final consecutiva entre os europeus. Fato acontecido apenas nas copas de 34 e 38. Sul-americanos decidiram já, mas não por duas vezes seguidas como agora.
Uma outra particularidade dessa copa é que teremos um campeão de fora do continente. Fato alcançado apenas pelo Brasil em 58 na Suécia e 2002 com a copa asiática.
A verdade é que a lógica do futebol parece ser a de não privilegiar a lógica. Por mais entendido que alguém possa ser, não vi ninguém prever Holanda e Espanha na final. Um ou outro sim, mas os dois não. Raramente por sinal, o melhor ganha e tirando o patriotismo numa análise apaixonada por um futebol vistoso de se ver, digo que teríamos a Alemanha em primeiro, seguido de Holanda, Argentina e o Brasil apenas em quarto lugar. No entanto, não é a minha opinião que vai entrar para a história.
Queria apenas ressaltar que o que me alegra ao final dessa copa é que excetuando o time do Chile que jogava pra frente e caiu nas oitavas e o Paraguai que jogou baseado na defesa e passou até as quartas, privilegiou-se os times com propostas ofensivas. Até a Alemanha que sempre mostrou um futebol de resultados mostrou-nos um futebol com desenvoltura. Pela primeira vez na história gostei de ver um time germânico jogando e sentindo a sua eliminação pelo futebol jogado. No final, sou um romântico e gosto sempre do futebol mais poético. Talvez por isso eu torça para a "Laranja mecânica". Que a minha vó (espanhola) não veja essa postagem...
terça-feira, 6 de julho de 2010
Agenda cultural
*Quarta-feira, 07 de julho de 2010
Les Responsables no Tapas Club - São Paulo - 22 horas
Rua Augusta, 1246
R$10,00 consumíveis
Tonanni e Lavorato no Nine - São Paulo - 21 horas
Alameda Itú com Consolação
Valor não informado
*Quinta-feira, 08 de julho de 2010
Kafka show no Inferno Club - São Paulo - Meia-noite
R. Augusta, 501 - Consolação
R$15 lista R$20 sem lista e mulher grátis
Priscila Lavorato no Brooklyn Restaurant - São Paulo -21 horas
Rua Baltazar Fernandes, 54 - Brooklin - CEP: 04583-020 - São Paulo - SP - Tel: (11) 5533-4999
Valor não informado
R$10,00 consumíveis
Tonanni e Lavorato no Nine - São Paulo - 21 horas
Alameda Itú com Consolação
Valor não informado
*Quinta-feira, 08 de julho de 2010
Kafka show no Inferno Club - São Paulo - Meia-noite
R. Augusta, 501 - Consolação
R$15 lista R$20 sem lista e mulher grátis
Priscila Lavorato no Brooklyn Restaurant - São Paulo -21 horas
Rua Baltazar Fernandes, 54 - Brooklin - CEP: 04583-020 - São Paulo - SP - Tel: (11) 5533-4999
Valor não informado
*Sexta-feira, 09 de julho de 2010
Cérebro Eletrônico no Oi Futuro Ipanema – Rio de Janeiro - 21 horas
Rua Visconde de Piraja, 54
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
*Sábado, 10 de julho de 2010
Cérebro Eletrônico no Oi Futuro Ipanema – Rio de Janeiro - 21 horas
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Priscila Lavorato no Brooklyn Restaurant - São Paulo -21 horas
Rua Baltazar Fernandes, 54 - Brooklin - CEP: 04583-020 - São Paulo - SP - Tel: (11) 5533-4999
Valor não informado
Valor não informado
*Sábado, 10 de julho de 2010
Cérebro Eletrônico no Oi Futuro Ipanema – Rio de Janeiro - 21 horas
Rua Visconde de Piraja, 54
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Felipe Cazaux no Santuário bar e restô - Fortaleza
Rua Joaquim Nabuco, 1263
Lista - R$5,00 (vale capirinha)
Porta - R$7,00
Lista - R$5,00 (vale capirinha)
Porta - R$7,00
Priscila Lavorato no Brooklyn Restaurant - São Paulo -21 horas
Rua Baltazar Fernandes, 54 - Brooklin - CEP: 04583-020 - São Paulo - SP - Tel: (11) 5533-4999
Valor não informado
Valor não informado
*Domingo, 11 de julho de 2010
Cérebro Eletrônico no Oi Futuro Ipanema – Rio de Janeiro - 21 horas
Part. especial de Lucas Santana
Rua Visconde de Piraja, 54
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
*Terça, 13 de julho de 2010
Jorge Sampaio Tupiniquim- Stúdio SP - São Paulo - 22 horas
Rua Augusta, 591
Grátis
Dudu Tsuda - Stúdio SP - São Paulo - 00 horas
Rua Augusta, 591
Grátis
Dudu Tsuda - Stúdio SP - São Paulo - 00 horas
Part. especial Tatá Aeroplano
Rua Augusta, 591
Grátis
CONSULTE ANTES SE NÃO HOUVE ALTERAÇÃO NA PROGRAMAÇÃO
terça-feira, 29 de junho de 2010
Chegou a hora

Até então, foram 56 jogos (dos quais consegui ver 54 para manter a tradição), mas agora é a famosa hora da verdade. Na primeira fase, existe a possibilidade de dar uma escorregada, mas manter-se vivo. Se o Brasil empatou uma, Gana e as favoritas Alemanha e Espanha chegaram a perder partidas na primeira fase e aí estão. Agora, simplesmente não existe mais essa possibilidade e copa tem a particularidade de não ser exatamente o melhor a vencer. Agora, cada jogo é tudo ou nada. Simplesmente não interessa toda a história de Dunga nesses quase 4 anos frente a seleção canarinha. É ganhar e continuar sonhando, ou fazer as malas de volta para casa.
Copas acabam quase que em sua totalidade com os mesmos campeões de sempre. Das 18 já disputadas, 16 ficaram com apenas 5 equipes. Dessas 5, apenas a Itália com pífia campanha não pode ajudar na escrita. Das 4 que ficam, somam 12 títulos. Duas copas apenas quebra essa escrita com Inglaterra em 1966 e França em 1988. Toda copa no entanto, tem um time chegando entre as 4 para tentar entrar nesse seleto clube. Seleções de Estados Unidos, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Áustria, Hungria, Suécia, Espanha, Chile, Portugal, União Soviética, Holanda, Polônia, Bélgica, Bulgária, Croácia, Turquia e Coréia do Sul já bateram na "trave". Alguns países nem existem mais e mesmo a Croácia é um país dissidente da antiga Iugoslávia. Ou seja, a lógica não é algo associado ao futebol, lógico, inclusive a lógica pode acontecer dessa vez.
É apenas o que eu acho...
É apenas o que eu acho...
segunda-feira, 22 de março de 2010
Dream Theater
Segunda vez que via ao vivo a performance da banda e sendo assim, eu tinha um referencial do segundo show de 2005 do qual fizeram um show de 3 horas, no qual tocaram o aclamado "Scenes from a memory" por completo no bis.
Abriram a noite com "A nightmare to remember" e a massa veio abaixo. " A rite of passage", "Hollow years". Chega o momento solo de Jordan Rudes que foi avassalador como sempre. O cara consegue se destacar e evoluir constantemente.
O set por sinal ficou assim:
A nightmare to remember
A rite of passage
Hollow years
Solo de Jordan
Prophets of war
Wither
The dance of eternity
One las time
The spirit carries on
Pull me under/Metropolis pt.1
The count of Tuscany
Tecnicamente, como sempre, afiados. Provavelmente melhores. O homem das teclas continua surpreendendo. Ainda teve outra vez Portnoy com a camisa brasileira, mas confesso que com um aumento de 50% de 2005 para 2010 e com um show de 2 horas (33,33% menor que o anterior), somado ao som da casa que longe de ser o melhor e os transtornos para se chegar aquele lugar e vou achar que foi bom...mas podia ser melhor...
Vi muita gente sair do show dizendo que foi o melhor show que haviam visto na vida e coisas do tipo. De fato deve ter sido para eles. Para mim, foi realmente muito bom, mas a tal da expectativa me fazia esperar por um pouquinho mais...
The count of Tuscany
Tecnicamente, como sempre, afiados. Provavelmente melhores. O homem das teclas continua surpreendendo. Ainda teve outra vez Portnoy com a camisa brasileira, mas confesso que com um aumento de 50% de 2005 para 2010 e com um show de 2 horas (33,33% menor que o anterior), somado ao som da casa que longe de ser o melhor e os transtornos para se chegar aquele lugar e vou achar que foi bom...mas podia ser melhor...
Vi muita gente sair do show dizendo que foi o melhor show que haviam visto na vida e coisas do tipo. De fato deve ter sido para eles. Para mim, foi realmente muito bom, mas a tal da expectativa me fazia esperar por um pouquinho mais...
Quinteto ovacionado ao fim do show
É apenas o que eu acho...
segunda-feira, 15 de março de 2010
You know where you are?
You´re in the jungle baby
Bom, vamos lá. A primeira coisa é que Axl Rose continua um "malinha". Se já não contássemos com o atraso provocado pelas bandas anteriores (e no P.S. falarei de Sebastian Bach). Finalizado o show do ex Skid Row e obviamente existe um tempo mínimo necessário para a mudança de palco, mas já havia no mínimo meia hora em que nenhum roadie se manifestava no palco. Ele estava pronto apenas esperando a boa vontade do Guns, ou do Axl se preferir.
Alguns minutos depois de 0:30H e a banda adentra o palco entoando Chinese Democracy e no meio da música alguém atira alguma coisa da platéia. Ao melhor estilo "bad boy" Axl parou a música e desafiou o seu agressor. Se isso fosse combinado com a produção, seria perfeito por que o estádio do Palmeiras quase veio abaixo com a clássica Welcome to the jungle. O cenário era irretocável com telões que interagiam com a banda, uma iluminação bárbara, fogos de artifício e toda a pirotecnia possível.
O show foi se desenrolando e as não menos clássicas "It's So Easy" e "Mr. Brownstone" mantinham a peteca no ar. A antiga trupe de Axl fazia falta. Ter Slash ao lado ajuda e muito. Matt Sorum (então substituto de Steven Adler) era um baterista muito consistente. Duff Mckagan era um baixista que não se resumia a dobrar as guitarras, não errava nunca e tinha um timbre peculiar e Izzy Stradlin já havia sido inclusive remanejado dentro dessa explosiva banda, mas era também um excelente guitarrista. Axl que não é bobo tratou de cercar-se de 3 guitarristas muito bons que acabavam dividindo os solos (e brilhando menos do que brilharia Slash), mantendo por mais tempo os holofotes centrados em si. Aliás, algumas coisas parecem ter sido detalhadamente estudadas. Um dos guitarristas tinha uma espécie de gorro enterrada na cabeça com uma quase imperceptível citação de Slash. Outro, lembrava Izzy em suas vestimentas e o terceiro parecia o meio termo dos dois (sem contar que tocava com uma guitarra de dois braços da qual uma era sem trastes e que utilizada com o wah-wah dava uma sonoridade extremamente melódica na hora de seus solos). Não precisa dizer também que os 3 eram muito bons. O baixista era magro e loiro como Duff e até a posição do baixo e seu timbre condizia com o antigo "bass man". O baterista se bem diferente fisionomicamente de Matt, era corpulento como ele e tinha uma pegada aproximada dele ao tocar. Dizzy Reed é remanescente da formação de 1991 e havia um outro membro multi funções no palco. Aparentemente o grupo se assume como um Octeto.
Com todas essas novas armas, Axl brindou-nos com suas rosas. Brincou com a platéia, ameaçou um streap tease, declarou amor ao Brasil e apresentou-nos um show que sinceramente não acreditava que fosse tão bom. Faltou-lhe gás alguns momentos e claramente tentou poupar a voz para chegar ao fim do show, mas continuou (tentando pelo menos) correr de um lado para o outro do palco e se melhorar o preparo físico e derem continuidade, pode até rolar mais coisa desse que já está na galeria do rock mundial.
É apenas o que eu acho...
P.S.:O show de Sebastian teve mais ou menos uma hora de duração e isso causou uma certa irritação da platéia que queria o prato principal, mas não deve ser fácil ter que fazer um show tentando levantar um defunto (assim como o próprio Axl).
Infelizmente nem as pistas desses shows estão confortáveis com tanta gente. Eu do alto de meus 1,87cm até que consegui ver, mas tenho certeza que muita gente pouca coisa viu. A inflação acontece mesmo em eventos com ambulantes cadastrados que circulavam com camisetas com os preços de água em R$3,00, mas que meio ao show já estavam sendo vendidas por R$5,00.
Outra coisa que me ocorreu, onde fica a lei do Psiu nessas horas?
P.S.II: Assim o malinha vai continuar com muitos fãs...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Metallica
Existem grandes bandas. Algumas se tornam com o passar do tempo, o que não é o caso do Metallica que já nasceu grande. No entanto esse novo trabalho e atual momento da banda coloca-os no patamar de ícones ao lado de nomes como Beatles, Elvis Presley, Led Zeppelin,
Michael Jackson ou artistas de tal grandeza.
Metallica durante apresentação em São Paulo tocando para 68 mil pessoas no dia 30/01
Primeira coisa. O número de hits de tal banda, faz com que eles "joguem um jogo ganho". E pode-se sim perder um jogo ganho (vide o Fla x Flu do final de semana). O que os faz jogar um jogo ganho? Primeiro, eles não são uma banda e sim religião com seguidores fervorosos. Basta ver o número de pessoas que vieram de outras cidades apenas para ver esse show. Segundo, fazia 11 anos que não aportavam em terras tupiniquins, e terceiro, eles estão melhores. Pelo menos é o que eu acho.
Com o quarteto americano beirando os 50 anos, fica para trás a rebeldia juvenil que pode ser sim fundamentada (e basta pesquisar um pouco sobre a relação que James teve com sua família, a perda de sua mãe com câncer por negar tratamentos médicos convencionais, já que Deus a curaria). Essa relação foi explicitada em algumas músicas, mas para cair na rebeldia gratuita é definitivamente fácil quando se é de uma banda desse porte.
Acredito que a maioria das pessoas acreditem que o Metallica tenha derrapado em sua carreira musical após a saída de Jason Newsted, mas dar a volta por cima não é característica dos grandes? Também não sou fã de tal época, mas respeito demais o momento de cada pessoa (ou grupo como no caso). Penso que para uma análise que tente ser justa e imparcial, deve-se sempre pesquisar cenário e contexto histórico e dessa forma, pode-se dizer que o Metallica criou um novo estilo de música: O trash metal e já fui vorazmente atacado por minha opinião, mas vamos lá ao que penso:
No começo da década de oitenta, "a nova geração do metal britânico" já não trazia novos elementos para a música por mais que estivessem na ativa e a todo vapor, mas em 83 eles lançam "Kill'em All". Fistful of Metal (Anthrax) seria lançado apenas no final do ano. Show No Mercy (Slayer) em 84 e Bonded By Blood (Exodus) apenas dois anos depois. O que colocar contra esses argumentos?
Acredito que a maioria das pessoas acreditem que o Metallica tenha derrapado em sua carreira musical após a saída de Jason Newsted, mas dar a volta por cima não é característica dos grandes? Também não sou fã de tal época, mas respeito demais o momento de cada pessoa (ou grupo como no caso). Penso que para uma análise que tente ser justa e imparcial, deve-se sempre pesquisar cenário e contexto histórico e dessa forma, pode-se dizer que o Metallica criou um novo estilo de música: O trash metal e já fui vorazmente atacado por minha opinião, mas vamos lá ao que penso:
No começo da década de oitenta, "a nova geração do metal britânico" já não trazia novos elementos para a música por mais que estivessem na ativa e a todo vapor, mas em 83 eles lançam "Kill'em All". Fistful of Metal (Anthrax) seria lançado apenas no final do ano. Show No Mercy (Slayer) em 84 e Bonded By Blood (Exodus) apenas dois anos depois. O que colocar contra esses argumentos?
Melhor voltarmos ao show. A banda que cultua hábitos bem mais saudáveis como yoga ou viajar com a família nas excursões tornou-se uma banda com um carisma impressionante. James tornou-se um mestre de cerimônia de mão cheia, regendo a platéia com uma facilidade inesperada para um frontman de uma banda do gênero.
Setlist da segunda noite de apresentação do Metallica em São Paulo:
Creeping Death
Ride The Lightning
Fuel
Sad But True
The Unforgiven
That Was Just Your Life
The End Of The Line
Welcome Home (Sanitarium)
Cyanide
My Apocalypse
One
Master Of Puppets
Fight Fire With Fire
Nothing Else Matters
Enter Sandman
- - - - - - - -
Helpless
Hit The Lights
Seek and Destroy
Creeping Death
Ride The Lightning
Fuel
Sad But True
The Unforgiven
That Was Just Your Life
The End Of The Line
Welcome Home (Sanitarium)
Cyanide
My Apocalypse
One
Master Of Puppets
Fight Fire With Fire
Nothing Else Matters
Enter Sandman
- - - - - - - -
Helpless
Hit The Lights
Seek and Destroy
Como sempre, ver dispensa maiores comentários, mas vale a ressalva que é uma gravação amadora e o áudio sempre perde qualidade por não ser o som da mesa quando se tem uma gravação profissional.
Ao contrário do que ouvi essa semana, penso que a trajetória, longevidade da banda, a quantidade de fãs, o legado musical deixado e o profissionalismo mostra que eles não passaram despercebidos ao longo da história. Goste ou não, eles marcaram. Tem quem discorde, muitos concordam e hoje acho que não...
É apenas o que eu acho...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Unidos pela música.
Bárbara Eugênia, Juliana R. e Edgard Scandurra unidos em suas diferenças em prol da música.
Houve-se tempos em que as tribos eram muito mais radicais. Se você pertencia à um nicho específico, teria dificuldade de transitar por outros e lembro-me por experiência própria o quanto sofria e sofro (bem menos hoje em dia) com esse tipo de comportamento. Para quem não me conhece, fiz faculdade de música e estava interessado apenas em estudar música e por isso transitava entre os jazzistas, eruditos, rockeiros e da mpb. Se por um lado isso me trouxe uma bagagem musical muito grande, trazia também a crítica de todos os segmentos por considerarem o seu o melhor. Graças a Deus, isso é um pouco mais comum hoje em dia e é o que vemos nessa sexta.
Bárbara Eugênia que já falei por aqui (veja matéria anterior) é uma carioca radicada em São Paulo que está em processo de finalização de seu cd de estréia, recheada de participações para lá de especiais. Fica aí mais uma amostra dela com Scandurra para ver se você se anima:
Scandurra dispensa comentários. Nosso verdadeiro guitar hero tupiniquim que mostra que tem ainda muito vigor para suas produções. Sempre se reinventando e mostrando novas direções musicais. Tem um DVD recém-lançado de sua carreira solo e vem fechar com chave de ouro o trabalho de nossas belas.
Acho que você pode gostar da junção dessas preciosidades, mas,
É apenas o que eu acho...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Na faixa...
Ok. Isso seria ótimo...Beatles na faixa (de pedestre?)...mas não é isso que venho hoje dizer. Na faixa costuma ser a expressão usada para dizer que algo é de graça. Pois bem, uma programação para você que nunca foi em um museu, justificando os valores cobrados. Mesmo se você procurar nos museus e exposições cobradas, existem alguns dias em que a visitação é gratuita. E pode apostar, mesmo que você não esteja acostumado e estranhe essa "arte moderna", é questão de começar a freqüentar e entender um pouquinho do ponto de vista dos artistas e você começa a se acostumar. O ser humano se acostuma até com coisa ruim, como no caso da nossa cambaleante política brasileira.
14/01 Quinta - Museu do futebol - Pacaembu
15/01 Sexta - Acervo do MAM - Museu de Arte Moderna
16/01 Sábado - Pinacoteca - Estação da Luz
17/01 Domingo - Eternamente Agora - Instituto Tomie Ohtake
18/01 Segunda - Abelardo da Hora - Masp (vão livre)
19/01 terça - Graphias - Memorial da América Latina
20/01 Quarta - Paradas em movimento - Centro Cultural São Paulo
Obs.: Programações sujeita a alterações. Sempre bom entrar em contato e conferir.
Isso é apenas uma pequena amostra do que podemos encontrar se tivermos um pouquinho de paciência para procurar. Uma semana inteirinha para só para você. Quer dizer, pra mim também...diria para todos, mas o que interessa é que é na faixa. Vai vacilar? Queria ir em todos, mas infelizmente não dá. Fui em alguns e irei em outros, mas não ir em nenhum para você que nunca foi ou não conhece os espaços é um pequeno vacilo. Vai em pelo menos um....please.
Mas se você achava que na faixa era outra coisa, fica aí as minhas opções para você.
Playmobil na faixa
Red Hot Chili Peppers na faixa
Star wars na faixa
Simpsons na faixa
Você e sua família na faixa?
E lembre-se de prestar sempre muita atenção. Passe sempre na faixa e preste atenção se uma dessas pessoas não está atravessando também. Na pior das hipóteses, prestar atenção na faixa pode salvar a sua vida.
E se salvar a sua vida, essa matéria pode ter sido útil....É apenas o que eu acho...
Assinar:
Postagens (Atom)



























