terça-feira, 31 de maio de 2011

Jethro Tull








Comumente citado como uma banda de rock progressivo, o Jethro Tull é fechado em um rótulo que pode afastar um novo ouvinte. Antes do clássico Aqualung, que é tido como um disco obrigatório em qualquer enciclopédia do rock, a banda lançou 3 discos (This Was, Stand Up e Benefit), além de um single (Jethro Toe). Falar de um clássico como Aqualung é "chover no molhado". E embora ache Stand Up um dos melhores álbuns do final dos anos 60, quero falar de Benefit que muito me influenciou, abrindo-me perspectivas ao rock, mostrando-me uma até então impensável flauta nesse cenário, além de inúmeras influências que passam pela banda.

Em outras palavras. Para quem não conhece e não quer ser levada por "chavões" de uma banda progressiva e também não quer conhecer uma banda por seus trabalhos mais conhecidos, vai aí o meu raio-x de Benefit. O terceiro álbum da banda.


1. With You There To Help Me: Flauta, seu tradicional efeito vocal, violão de aço e piano abrem o disco em uma composição em 3/4. Embora baixo e  bateria entre logo nos primeiros segundos, a tradicional guitarra aparece apenas aos 59 segundos. Se você ouvir no fone, percebe-se uma voz em cada canal, dobrada pelo mago da flauta.


2. Nothing To Say: Um riff dobrado abre a canção, mas estão ali presentes novamente os violões, piano. Agora estão eles no 4/4 e sem a flauta para quem acha que eles são apenas flauta no meio do rock.


3. Inside: A flauta volta permeada pelo timbre único de voz de Ian Anderson. O jogo de instrumentos por canais diferentes é novamente presenciada e por isso prefiro ouvir com os ditos fones. Para quem gosta dos baixistas que usam mais do que as simples tônicas, vale uma audição percebendo uma melodia paralela desenvolvida nessa música.


4. Son: Se o título te sugere uma experiência diferente, essa é aberta com o ar mais rockeiro do disco. A música tem apenas 2:52 e tem tempo o suficiente para ter um "fade out" (aquele efeito do som abaixando) e a música entrar com uma timbragem que te remete aos tempos medievais e volta ao rock n'roll sem forçar a barra e parecendo colagem como vemos com muito costume. Seu final também é uma surpresa. Pouco tempo para tantas por sinal.


5. For Michael Collins, Jeffrey and Me: Uma introdução das mais emotivas do disco e você pode se enganar de que vai ouvir uma baladinha melosa. A canção se desenvolve com novas partes e dinâmicas que o fazem até esquecer que está na mesma música, mas eles estavam afiados e eles conseguem retornar ao clima inicial e finalizam fazendo você pensar em uma rede gostosa para deitar.


6. To Cry You a Song: Compete com Son na sonoridade, mas tem uma introdução bem mais sutil com o "fade in" (aquele outro subindo). Riff's e dobras tornam essa a música mais progressiva do disco. As novidades no entanto acontece com um solo de guitarra simultâneo de guitarra (um para cada canal) que não briga entre si. Experiências sonoras que podem ser a coisa mais comum do mundo hoje, mas não ali em 1970. 


7.A Time For Everything: A essa altura, a introdução dessa música já não mais será inesperado. Prestem atenção no diálogo entre a melodia principal e o restante da banda. O guitarrista chega a não tocar um único acorde na música, mas destrincha novos caminhos melódicos. Dessa vez no entanto, você vai me odiar por falar nos fones. As experiências e vanguardas da banda mostram um harmônico saturado na guitarra com 1:20 de música e por 10 segundos eles perturbam e muito o seu ouvido.


8. Teacher: Uma das canções mais "canções" do disco, mas que que se desenvolve com timbragens, e passagens que comumente são caracterizados como progressivo, mas que não consigo encontrar semelhança entre eles e Yes ou Rush por exemplo.


9. Play In Time: A essa altura, o ouvinte mais atencioso já deve ter percebido que o vocalista sempre manda sussuros, gritos ou outros recursos sonoros entre as notas tocadas. Ela está explícita na introdução, mas a novidade fica a cargo do efeito de guitarra ao contrário que ocorre com 1:05 imortalizado por Hendrix. Eles chegam ao auge por volta de 2:32 e usando um recurso de "trade" mais comum ao jazz.


10. Sossity: You're a Woman: Talvez a minha música preferida do disco. Orgão e violão dobram uma melodia inicial que fica com voz e violão alguns segundos depois. O ar de trovadores medievais aparece em tal violão por sinal. O refrão que aparece pela primeira vez com 1:47 simplesmente não sai de minha cabeça e apenas a flauta e uma panderola é inserida. Ela por sinal termina com um ar que fica entre o erudito e o flamenco.


Já foi dito que nada se cria e tudo se copia. Minhas misturas eruditas começaram daí...


Que tal uma chance aos veteranos? Experimente escutar ele ao menos 3 vezes para ter certeza de que não há nada que você se interesse por ali...


Penso que muita gente ainda pode se apaixonar por um disco que adoro.






É apenas o que eu acho...








domingo, 15 de maio de 2011

Churrascão da gente diferenciada II

Sábado, 14 de maio de 2011.
14:00h em frente ao shopping Higienópolis. A "famosa meia-dúzia de gatos pingados" apontavam para um fracasso no dito churrasco que nasceu de forma viral na internet. A imprensa encontrava-se de forma massiva para relatar o fiasco. No entanto aos poucos foram chegando pessoas, um grupo de ciclistas, um bloco improvisado, transeuntes paravam e o evento foi crescendo. Não vi um único incidente e o típico humor brasileiro para protestar.


Ao contrário do que muito se imagina, vários moradores de Higienópolis apoiaram o movimento e reinvidicavam a presença do metrô. Cartazes como o da foto e outros do gênero eram visto por toda parte e mesmo uma petição reivindicando a estação já no endereço do mercado que seria desabilitado com cerca de 2 mil pessoas. A questão é que parece que as coisas tomaram proporções descabidas e extremistas. Primeiro analisemos o fato de que os moradores da região foram atrás de seus direitos. Penso que a questão é apenas (apenas?) uma questão de cidadania. Um estudo mostra que cerca de 27 mil pessoas seriam beneficiadas por dia com tal estação. Isso seria o suficiente para sobrepor-se à vontade dos 3.500 habitantes que assinaram a petição? Afastar 300 metros a estação, vai mudar tanta coisa assim? 

Pode-se formular muitos outros questionamentos a respeito. Vi uma judia a favor do metrô e reclamando que agora sentia o preconceito das pessoas. Infelizmente, parece que virou uma guerra dos proletários contra os senhores feudais. Isso em pleno ano 2011. Sem contar na possibilidade que a estação possa voltar a ser onde era, apenas para que não se perca muito mais votos do que vai-se perder se as alterações forem mantidas.

Existe rumores de que semana que vem o churrasco tenha uma continuidade. Quem quer pelo metrô, que procure a tal petição e assine-a, assim como quem não quer, assine contra a estação. Qualquer coisa além disso, é um mero exagero e massa de manobra para a politicagem brasileira.


É apenas o que eu acho...

sábado, 14 de maio de 2011

Churrascão da gente diferenciada



Tudo é preconceito e entendo isso muito bem por que sou ser humano e tenho que aparar sempre as arestas do preconceito quando esse surge em minha vida. Esse preconceito pode ser meramente sutil e beirando o imperceptível como chamar um grupo de amigos para frequentar um restaurante onde alguém com menos condições não possa ir. Exclui-se alguém com toda a classe do mundo. No livro  "A lei do triunfo"de Napoleon Hill, ele diz que o ser humano não vence mais o próximo pela força física, mas pela conta bancária. Isso é o que parece estar acontecendo para a maioria das pessoas com a polêmica do metrô em Higienópolis.  Vale ressaltas aos manifestantes que expressaram preconceito contra os judeus moradores do bairro, que isso é tão preconceituoso quanto aqueles que assinaram a petição contra o metrô. 

Com mais de 55 mil pessoas confirmando presença ao "Churrascão da gente diferenciada", conseguiu-se que o Ministério Público investigasse as intenções por trás do cancelamento da estação de metrô na Avenida Angélica e até um pronunciamento oficial do governador Geraldo Alckmin. Os moradores de Higienópolis estão tensos com a repercussão e podem ter criado uma situação semelhante ao ocorrido no shopping Frei Caneca e o preconceito contra homossexuais. O local passou a ser referência da liberdade de expressão. Imaginem se essa concentração se torna um encontro semanal como na Benedito Calixto!

Um amigo meu no entanto me fez pensar que eles tem sim o direito de não querer um metrô ali e convenhamos, lógico que tem tal direito. Assim como eu poderia ter uma casa em um local que deveria ser desapropriado para beneficiar um maio número de pessoas, logo, mesmo tendo eu o direito de não querer sair, sairia para beneficiar o maior número de pessoas. Penso que a questão passa então se a estação de metrô ali beneficia um maior número de gente ou não, senão voltamos a idade média onde vencia-se pela força.

Uma manifestação pública foi marcada nesse sábado, 14 de maio, a partir de 14:00h em frente ao shopping Higienópolis, com concentração na Praça Vilaboim, na av. Angélica, 618.
Acho importante ponderar para que o local é estreito e se for a metade das pessoas, poderá apenas justificar o ato dos moradores do bairro em questão. Como qualquer manifestação pública, ela é válida, mas tem que ser feita com consciência. Todos devem inclusive se preocupar com o lixo gerado por tamanha aglomeração. Consciência antes de tudo.



É apenas o que eu acho...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Frankenstein


Engraçado como a imagem da criatura conhecida como Frankenstein quase nunca é relacionada à literatura e pela minha experiência pessoal, entendo completamente. Quando pequeno, recordo-me de sua imagem associada ao seriado Família Adams. Mesmo em um ambiente de humor, ele tinha o ar mais horripilante da trupe e logo fiquei sabendo que haviam filmes de terror com o tal gigante. Associar nosso personagem ao mundo do terror, embora completamente compreensível, é limitar-se erroneamente com o trabalho de Mary Shelley. O título original é Frankenstein ou o Moderno Prometeu. Frankenstein como ficou conhecido começa realmente a tomar outras proporções em minha cabeça com o filme: Frankenstein de Mary Shelley. Filme de 1994 com Um irreconhecível e magnífico Robert de Niro no papel principal. Massacrado pela crítica na época, ele me fez ver um romance com claras inspirações góticas que era uma espécie de vanguarda quando escrito, mas algo de profunda sensibilidade, questionamentos e filosofia para quem estivesse disposto a romper a barreira da feiura da criatura em um primeiro momento.

O filme não mostrou-me um filme de terror como esperava. Era tão diferente do que eu esperava que acreditei que o Frankenstein de Mary Shelley era a adaptação dessa desconhecida criatura para mim até então. Fui então em busca da origem de tal criatura e soube que ela a autora original. O escreveu com apenas 19 anos e que todos os outros é que eram versões dela. Pouco tempo depois, estava com o livro em punhos (no qual estou no momento relendo pela segunda vez) e o livro era ainda muito mais profundo e interessante. O livro é escrito através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para sua irmã enquanto ele está ao comando de uma expedição náutica que busca achar uma passagem para o Pólo Norte. O navio fica preso quando o mar se congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando em um trenó puxado por cães. A seguir o mar se agita, liberando o navio, e em uma balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas a irmã.

Essas cartas possuem o nascimento errante da criatura. Trágica desde sua concepção ao unir o corpo de um assassino e o cérebro de sua vítima, o “monstro” de Frankenstein chega ao mundo já sofrendo todo o tipo de rejeição (inclusive a pior delas: a paterna) e sendo perseguido com crueldade e violência pela Humanidade – e não demora muito até que surja dividindo comida com os porcos numa cena profundamente tocante. Porém, nem mesmo toda a brutalidade à qual é submetida é capaz de eliminar a esperança da Criatura de encontrar um lugar no qual seja aceita e, assim, sua natureza quase infantil (afinal, ela é, de certa forma, uma criança) a leva a apostar imprudentemente numa possibilidade de “adoção” que já nasce condenada ao fracasso. Não há, neste aspecto, como não se comover com o sorriso satisfeito que o “monstro” abre ao testemunhar a alegria da família que ajudou a sobreviver durante um inverno rigoroso – e é igualmente doloroso constatar a triste ironia contida no fato da primeira palavra pronunciada por ele ser “Amigo” (o que resume, também, sua imensa carência emocional) ou de sua fuga de Ingolstadt exigir que ele se esconda entre seus “semelhantes” (uma pilha de cadáveres).

Mas um dado momento, existe uma passagem onde ele vive junto à um velho cego em uma colina que não o vendo, não o rejeita. Isso é relatado pela própria criatura (que erroneamente costuma ser chamada de Frankenstein) ao doutor Victor Frankenstein e é sociologia, filosofia, psicologia ao extremo para uma brilhante autora de apenas 19 anos. Um livro simplesmente sensacional. Mesmo com esse adaptação de 1994 ser muito fiel e com Robert de Niro simplesmente magistral, vale a leitura de um dos maiores clássicos já escritos.

sábado, 30 de abril de 2011

Ayrton Senna


Sabe quando uma pessoa se encontra completamente confusa sobre o que escrever? Este sou eu nesse momento. Óbvio que pelo título, sabe-se que chegarei em Ayrton Senna, mas, como se adentrasse uma pista pela primeira vez, não sei se encontrarei uma reta, uma curva suave ou fechada e se para a direita, ou para a esquerda. Apenas vou. O desenho utilizado é da autoria de Pedro Márcio.

Sobre minhas dúvidas sobre o que escrever, algumas questões passam por mim, tal como uma paisagem que está ali, mas sequer pode ser apreciada por um piloto. Poderia justificar-me com falta de tempo, trabalho demais entre outras coisas, mas na verdade, é tudo muito simples. O nome do blog (É apenas o que eu acho...) sugere que no fundo não sei muitas coisas. O que tem aqui é apenas a minha parca visão de um mundo e uma realidade que me rodeia. Na verdade, não existe verdade. Tudo é extremamente relativo. Justificar verdades e opiniões me desinteressa por completo.

Tanto na arte, quanto nos esportes, acredito que sejam injustas certas comparações como a de quem é o maior piloto de todos os tempos. Cada tempo tem a sua particularidade e mesmo para levarmos em conta dados estatísticos como os de Michael Schumacher, temos que ver o seguinte. Na época de Senna, o campeonato tinha 12 provas com pontuação máxima de 9 pontos por etapa. Hoje, temos 16 e pode-se somar 25 pontos ao final da corrida. Senna foi campeão disputando com nomes como Nelson Piquet, Alain Prost, Niki Lauda, Nigel Mansell. O maior vencedor de todos os tempos correria contra nomes muito menos expressivos, mas é sim o detentor do maior número de títulos. Mas justo ele e sua escuderia começaram a escancarar um "jogo sujo" de equipe que me fez esquecer por completo desse esporte. A gota d'água que faltava foi de Alonso na mesma equipe.

Bom. Difícil explicar para alguém com menos de 20 anos, o que essa criatura fazia conosco. Tirava-nos das camas nos dias de domingo, fosse a hora que fosse e confesso que quase da saudade do Galvão Bueno berrando Ayyyyyyyyyyyyyyyrton Senna do Brasil.

Apenas saudade desse que nos deixou a inacreditáveis 17 anos para pilotar no andar de cima.  

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vou tocando a vida

Auto-retrato


Por um momento senti-me decompondo
Me tocando encontrei o meu acorde
Recompus-me 
Acordei

Agora componho
Toco a vida...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

HAHAHAHAHAHAHA!!!!



Auto-retrato


Baixou o espírito adolescente fissurado em quadrinhos e tentei em um auto-retrato adquirir tal atmosfera, Uma espécie de sorriso sarcástico de um Pinguím da vida...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Crystal Castles


Dois amigos conversando sobre música. Sobre sons que você pode amar ou odiar, mas dos quais não se pode passar despercebido por terem uma identidade. O amigo em questão é o Diogo de Nazaré (vocalista da banda Kafka). Logo em seguida, junta-se Jobas Monteiro, o detentor das baquetas da mesma banda. Milhares de nomes surgem como sempre. Nomes dos quais não tento sequer conversar com as pessoas por não serem conhecidas, mas um dessa vez chamou-me a atenção: Crystal Castles. Eles são essa duplinha canadense que ao vivo tem a junção de um baterista para fazer o som acontecer.


Originários do Canadá, colecionam várias excursões nos Estados Unidos, Japão e Austrália e já tocaram em vários festivais de Verão da Europa, mas como santo de casa não faz milagre, não excursionaram ainda por seu país. Ethan por sinal, tinha uma dupla folk antes do atual projeto e estava em casa deprimido após o falecimento de seu parceiro de dupla. Uma hora (dessas de tédio e depressão), começou a fuçar em jogos de vídeo game antigo e começou a improvisar umas músicas com aqueles sons. Acrescentou ruídos, timbres e texturas que lhe apareceram no momento e a estética da banda começa a ser esculpida. Algum tempo depois, ele começa a fazer experimentos com alguns vocalistas. A meiga Alice teve seu teste gravado sem ao menos saber. Só soube por causa do grande número de visitação de seu teste na internet, incluindo uma gravadora alemã que adorou o estilo (eletrônico, dancepunk?) da banda e do vocal característico de Alice. A música em questão tinha apenas um título para identificação de Ethan que era Alice Practice (Ensaio de Alice).

Chega uma altura do campeonato que não se liga mais para o que os outros falam de você. Alguns amigos de faculdade não entendem que graça eu vejo em algumas coisas...


Acho bom demais, mas lembre-se que é apenas o que eu acho...

P.S.: Em tempos onde temos bandas como Parangolé sendo acusado de plágio pelo Angra, prefiro uns malucos desse com identidade.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Japão

É engraçado que algumas vezes as pessoas esperam a minha opinião sobre alguém ou um acontecimento, mas tenho a tendência e em não omiti-la quando todos o fazem. Perguntado o ano passado sobre Michael Jackson cerca de vinte dias se passado de sua morte pela artista plástica e amiga Monica Nunes, disse que me calava nesses momentos por simplesmente não ter o que acrescentar sobre determinados temas. É o caso do ocorrido com o Japão. O que poderei eu acrescentar? Milhares de jornalistas estão por lá cobrindo tudo e apenas sinto que a maioria das pessoas só vai de fato se preocupar quando a radioatividade bater na porta de cada um. Pra mim, apenas um vídeo para mostrar o quanto "eles" são perfeccionistas e disciplinados. Podem ter certeza que isso é trabalho pra um aninho fácil...


sábado, 9 de abril de 2011

Jeitinho brasileiro

Isto aqui, ô ô. É um pouquinho de Brasil iá iá


Venho escrever hoje apenas para continuar propagando esse pequeno vídeo para que algumas pessoas percebam o que lhe acontece. Se você vive devendo uma prestação de alguma coisa, um dinheiro de um amigo. Se seu carro devia ir para a manutenção e não vai por pura falta de dinheiro. Vejam esse vídeo para tentar perceber como "nosso jeitinho brasileiro" funciona.





Aqui no Brasil é normal o que os políticos fazem. É normal você omitir uma informação de alguém e deixar que ela pague uma parte maior de algo que você julgava ser o correto. É tão normal que a maioria dos brasileiros quando chegam lá em cima, passam a dar o velho jeitinho brasileiro a favor de si.


Como diria Lulu Santos... e assim caminha a humanidade...


É apenas o que eu acho...




P.S.: Não sou daqueles de pedir que divulguem meu blog, mas dessa vez, sintam-se à vontade para propagar. Pensem na quantidade de pessoas que não sabem de coisas do tipo...

segunda-feira, 28 de março de 2011


Sua nuvem atravessou o meu céu, mas ela tem uma cor diferente...

domingo, 27 de março de 2011

Que me caiba

A cama nova não me cabe
O quarto novo não me cabe
A vida nova não me cabe

Enquanto isso, sigo procurando um pequenino coração que me caiba...

sexta-feira, 25 de março de 2011

As coisas simples da vida



Um pai que ama um filho?
O filho que descobre o prazer inusitado?
Quem vê beleza no simples?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Tive um sonho
Era meio azul
Cheiro de silêncio
Daqueles ensurdecedores 
Do qual não temos como nos livrar


No entanto a chuva lavava
Ascendia o calor por meus poros 
Acendia o calor em meu lóbulo

Acordei ofegante
Tenso, suado
Uns braços me agarram 
-Foi só um sonho- Ela disse
Vai passar
*
*

*
**


Passou

quinta-feira, 17 de março de 2011

Beatles x Restart



Sinceramente não vou entrar nessa discussão descabida. Sequer entrar no mérito de se o Restart é bom ou não, e vou quase cometer a heresia de dizer que eles são inovadores no sentido de tocar algo parecido com rock, sendo cantado como algo parecido com música sertaneja. Não estou sendo irônico, apenas constatando algo. Eles são ruins ao vivo? E quem nasceu bom em seu instrumento. Dando-se tempo, podem tornar-se bons músicos e o baterista me inspira um futuro promissor.

Aliás, futuro promissor é exatamente o ponto onde começa a questão. Sempre houveram bandas adolescentes, mas elas parecem não ter futuro. Por onde anda por exemplo as Spice Girls? Sem contar de quando muito, sobra um (Rick Martin-Menudos e Justin Timberlake-N'sinc). Apesar de serem bandas de curta duração, não vejo nisso um problema em si.

O grande problema é tocar Restart ou Justin Bieber o dia inteiro nos canais adolescentes e eles sequer serem capazes de perceber a lavagem cerebral que estão sendo submetidos. Não adianta sequer discutir isso com os fãs deles. Eles acreditam realmente que escolheram tais bandas. A única coisa que de fato me causa um certo desconforto são os fatos completamente verificáveis que vou relatar.



Enquanto o quarteto de Liverpool tinha seu primeiro filme com 4 anos de carreira, Restart com 2 tem o seu encaminhado. Justin Bieber com 3 anos de carreira tem livros e mais livros e um filme. O nome de um de seus livros me soa um tanto quanto audacioso: Primeiro passo para a eternidade. Não me recordo de títulos do tipo nem com Michael Jackson ou Madonna. Fiuk já consegue inclusive ter carreira solo depois de uma passagem pela banda Hori, e em seu livro, relata sua carreira. Keith Richards com 5 décadas empunhando as guitarras (literalmente em virtude das várias afinações que ele utiliza) tem a sua carreira recentemente relatada. Mesmo assim, já ouvi de um guitarrista e jornalista que ele é o maior picareta da história da música.

Sem contar cadernos, mochilas, tênis, lápis, sei lá o que mais, personalizado para vender o artista. Isso sempre existiu e mesmo jogadores de futebol tem bonecos ou álbuns de figurinha, mas hoje é numa velocidade e proporção que mostra o quanto a cultura ficou atrelada ao comércio. Vamos ver daqui alguns anos, quem continua produzindo.

Para finalizar, lamento apenas que a grande maioria das pessoas entendam sequer, nem que superficialmente, de estética (filosofia do belo nas artes) para optarem realmente por um caminho e não agirem como um rebanho...



É apenas o que eu acho...

terça-feira, 15 de março de 2011

Caleidoscópio XX

Enfim o sonho avança mais, e dessa vez não era sonho. A velha taquicardia pareceu aplacar-lhe o coração e de certa forma, causou um incômodo tão grande que a mulher ao seu lado levantou-se e ele inesperadamente sentou-se ao meu lado.

– Acho eu que já compreendeu que não pode alterar algo criado pela natureza ou alterar a vontade de alguma pessoa.
– Sim, entendi, mas aí começam as minhas dificuldades. Como posso alterar algo se não posso alterar a vontade de outra pessoa?

Ele se levanta e então percebo que havia chegado no meu ponto. Pensei por que ele desceria na faculdade. Seria professor? Por que ele não aparentava ser mais novo como todos os outros? Andava com um vigor descomum para a sua idade e achei que entraria no banco que ficava no campus universitário, mas ele simplesmente parou para brincar com uma criança. Se a mãe dele o conhecia, não sei, mas apostaria que ela nunca o tinha visto e ainda por cima não havia como não se deixar levar por aquele envolvente senhor.


A criança tinha uma pequena bola branca na mão que só podia ser de pingue-pongue. Aquele sorriso não saia-lhe do rosto. Ele tentava tirar a bola da criança que fazia cara feia para ele. O simpático ancião parecia se divertir com aquilo, mas a impaciência tenta interromper a aquele passatempo. 


- Como posso fazer alguém alterar a sua vontade?
- É o que estou tentando te mostrar meu jovem.
- Você está tentando pegar a bola desse menino, isso sim.
- E por qual motivo não consigo?
- Ele não quer.


Então ele leva a mão esquerda ao bolso e pega uma bola maior, colorida e os olhos da pequena criança brilham. Seus pequeninos braços se esticam tentando alcançar a nova bola, enquanto a de pingue-pongue é solta no chão. Ele então entrega a nova bola ao garoto e pega a branca, levantando-se com um sorriso no rosto. Devolve a bola para a mãe e diz para ele:


- Viu como é simples?



Ele tira uma outra bola envolta em um pedaço de papel e atira-a para o alto. Ela alcança uma velocidade impossível para alguém daquela idade e quando cai no mesmo local em que ele deveria estar, ela quica no chão vazio. Ainda sem entender ele pega a bola. Desembrulha o papel que tinha uma breve pergunta:


- Entendeu?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Rubens Curi



Ator, diretor, escritor, artista plástico, cantor, coreógrafo e vídeo artista. Um artista multi mídia, e antes de tudo, apenas um ser humano que se transforma com o passar do tempo. Um artista que sabe se levantar após cada queda, como uma que o afastou da dança em acidente em pleno palco vários anos atrás.

Rubens é sobretudo um inquieto. Um ser pensante que transforma sua filosofia e idéias em arte. Que seja desconcertante no sentido de não trilhar caminhos óbvios e sim, fazer o apreciador de sua arte pensar sobre o mundo e conceitos ao seu redor, se assim for preciso. Assim é o homem que permite-se o direito do ridículo.

O espetáculo "Pegasus II" não é nada mais do que isso. Uma criação baseada nas próprias conclusões de sua vida. A referência da mitologia grega para libertar-se dos grilhões que aprisionavam Pegasus por Medusa que o deixava paralisado. Era como Rubens sentia-se por volta de 2007. Estagnado, aprisionado dentro de sua zona de conforto, onde padecem inúmeros telespectadores. Como foi dito, a idéia de Rubens Curi é chacoalhar as pessoas.



Os textos são escritos pelo próprio. As canções, de vários compositores, passeando por quatro diferentes idiomas, e falam de liberdade, autoridade, corrupção, saudade, consciência, amor, medo, humanidade,... sempre instigando e questionando, provocando a reflexão. As canções são interpretadas à capela com o intuito de fugir do óbvio. Ele se permite explorar pausas, tempos, nuances e estados interpretativos em constante mutação.

O espetáculo tem estréia no charmosíssimo espaço projetado em sua casa, que demosntra o quão inquieto e produtivo é nosso artista em questão. 
Onde? Nova Casa Do Rubens - Largo do Paissandu, 51, AP 1602A, Centro, São Paulo/SP
Quando? Terças-Feiras – a partir de 22 de março – (15 e 16/março: estréia para convidados.)
*Para outros dias, agendar grupos com antecedência. 
Horas? 20h00 (aberto a partir das 19h00 – com boteco)
Capacidade? 30 pessoas
Quanto? R$ 40,00 – A meia, R$ 20,00, é para TODOS - Quem desejar pagar qualquer valor entre a meia e a inteira, fique à vontade.

Para IMPRIMIR flyer com desconto:  FLYER COM DESCONTO
Próximo Metrô República e São Bento – Estacionamento 24hs na Av. São João, 597


terça-feira, 1 de março de 2011

Quando o altruísmo se torna um mal

Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado nos seres humanos e outros seres vivos, em que as ações de um indivíduo beneficiam outro trazendo algum tipo de prejuízo para o próprio segundo o Wikipedia.



Essa definição me fez enxergar de forma completamente diferente tal palavra e seu significado. O excesso de bondade para com o próximo pode ser prejudicial à quem a faz. Embora nobre em teoria, e almejado por budistas, religiosos e pessoas preocupadas com o próximo, ela ilustra um velho ditado que "bonzinho só...". O que acontece na prática é que essas pessoas convivem com outras que não possuem esse tipo de conduta. Quando de encontro com um egoísta então, eles tendem a se dar mal por muitas vezes.

O altruísmo não é exclusivo dos humanos. Esse comportamento pode ser encontrado em outros mamíferos, mas se quiserem se aprofundar sobre a questão, saibam que existe inclusive teorias e estudos entre cientistas, biólogos e filósofos não apenas tratando do altruísmo, mas o colocando de frente com o egoísmo e as discussões são sempre acirradas, mas voltemos a parte de ética, de conduta.

Na doutrina comtiana, o altruísmo pode apresentar-se em três modalidades básicas: o apego, a veneração e a bondade. Do primeiro para o último, sua intensidade diminui e, por isso mesmo, sua importância e sua nobreza aumentam. O apego refere-se ao vínculo que os iguais mantêm entre si; a veneração refere-se ao vínculo que os mais fracos têm para com os mais fortes (ou os que vieram depois têm com os que vieram antes); por fim, a bondade é o sentimento que os mais fortes têm em relação aos mais fracos (ou aos que vieram depois).

Na verdade, estou apenas colhendo argumentos para tecer uma percepção que tenho tido ao longo de minha vida. O altruísmo é algo lindo entre altruístas, mas meus companheiros que compadecem dessa benevolência para com o próximo são sempre passados para trás. Colhem um mal para si como é colocado no início do texto. Algumas pessoas causam mal aos altruístas por mera falta de percepção, ou cuidado para com eles. Outros por serem maliciosos e aproveitadores mesmo. Resumidamente, o que quero dizer é que se você é um altruísta, apenas tome cuidado ao cruzar com os egoístas.

Ser altruísta é sim ser pacífico, mas não ser paspalho. É ser sereno e isso não significa aceitar tudo o que lhe façam.


É apenas o que eu acho...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Leo Cavalcanti

Sinceramente pensei em começar falando que Leo Cavalcanti era uma aposta de um grande artista que estaria surgindo. Não apenas cairia em um clichê, mas em um equívoco. Leo não será, já é.


O mundo da música hoje é um grandioso e vasto jardim. Muita coisa boa, bonita. Muita coisa de se apreciar, mas de repente no meio de uma plantação de trevos você encontra um de 4 folhas. Assim é Leo Cavalcanti segundo meu ver.

Baseado em que posso acreditar estar falando a verdade? Achas que posso ter viajado? Posso, mas não viajo só, segundo a extirpe dos artistas que dão a sua opinião sobre o tal rapaz.






Fernanda Takai: “Ele é um novo cantor/compositor/músico/produtor (ufa!) dos mais talentosos que ouvi nos últimos anos. Composições de primeira e muita personalidade no jeito de cantar. Não sei explicar a mistura, e isso é bom!”
Arnaldo Antunes: “O disco do Leo não se parece com nada que eu tenha ouvido... Fiquei surpreso com o acabamento do disco, com a sua densidade, suas camadas.  É um trabalho ambicioso, no bom sentido, que é o de buscar algo grande, um repertório original, único”.
Adriana Calcanhotto: “Leo tem uma linda voz. De extensão incrível e afinação precisa. É um enorme talento. Suas composições são tão bem elaboradas que não se parecem com nenhum outro artista. Não há nada sendo feito com esses moldes, o que para mim é a maior das suas qualidades.

Se por acaso, não se convenceu, experimente jogar o nome do rapaz em seu buscador na internet e veja que seu nome já circula por grandes jornais e revistas. Já tem feito shows fora do país e seu disco foi eleito o melhor de uma lista de cem discos provenientes de 2010.
Quer saber mais? Isso é apenas a minha opinião e é realmente fácil falar de nomes consagrados, mas daqui uns anos, acredito que muita gente vai lembrar desse rapaz e não dessa matéria. Para terminar de polemizar, você pode conferir a performance ao vivo do rapaz nessa quinta-feira, dia 24 de fevereiro no Sesc Pompéia apartir de 21:00h, mas você pode dar uma conferida no som antes de embarcar nessa viagem da qual eu vos convido. Estarei lá com certeza.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

The Dust Road

Você de repente liga o som e sente toda a atmosfera do blues/rock setentista. Um som muito bem feito e tocado. Diria até que conhece algumas boas bandas que estão ali no mesmo nível, mas se prestar atenção e ver que seus músicos rondam os vinte e poucos anos, tudo pode mudar. Óbvio que nada é por acaso. Apesar da pouca idade do quarteto de Manaus, a banda chega ao seu sexto ano com um som surpreendentemente coeso para a idade dos músicos. A formação se estabilizou em 2007 e agora eles começam a rodar alguns festivais e estados fora da sua terra natal.




Tendo desbravado os melhores palcos e aplausos de Manaus, The Dust Road começa a adentrar novos palcos e participando de festivais por Roraima e Rondônia. Ontem (18.02.11) tocaram Grito Rock Manaus. A banda que já abriu para Dado Villa Lobos no Sesc Fest Rock Roraima, aportará na capital tupiniquim dia 11 de março para a edição de Brasília do festival Grito Rock. Aos poucos, eles provam que a competência pode levar uma banda de rock da improvável Manaus à qualquer outro palco.

Segue abaixo a apresentação do Underfestival realizado em São Paulo ainda no ano passado.



Quando eu tinha a idade deles, diziam que o rock estava morrendo, mas esses bruxos tiveram aulas com Ten Years After e Hendrix entre outros, perpetuando seus acordes, e assim, eles tocarão felizes para sempre.