sábado, 24 de novembro de 2012
Transtorno
E em nossa relação, eles não vem de dentro, mas de fora. Eu poderia dramatizar dizendo que não vou mais aguentar viver sem você. Puro drama...aguenta-se. De um jeito ou de outro, aguenta-se e você está completamente certa em dizer que daqui a dois ou três anos, tudo isso possa ser apenas uma lembrança boa. A questão é que agora, nesse momento, não te ter aqui em casa é uma perda irreparável. Meus sonhos simplesmente desmoronam...
Amores, medos, amores passionais, mais medo ainda...o medo que não consigas vir. passionalidade. Muito medo. Problemas lá e cá, Lá não pode ir para cá. Em casa, mais problemas, mais medo. Cá não pode ir para lá...medo. Muito medo. Uma mistura de medos. Uma sobreposição de medos. Falta de coragem? Medo? É torcer sofregamente para que possa arrancar forças das próprias vísceras em busca...
É um gol tomado aos 43º do segundo tempo. Não existe muito mais tempo para reagir....tempo... o relógio a nos esmagar novamente, o medo novamente...
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Distância
A distância é uma dor...
Não daquelas que doem, mas das que dilaceram...
É olhar para o lado esquerdo da cama e não te ter. É não estar encostado ainda de olhos fechados no primeiro pensamento do dia.
É claustrofóbica. É sufocante...
A distância é ter mil formas de carinho em mente e a impossibilidade de os por em prática.
É, é isso...
A distância é um amontoado de palavras que vão se formando para tentar justificar a desnecessariedade de seu uso se aqui estivesse...
P.S.: Isso aqui deveria estar lá, mas está aqui...
sábado, 20 de outubro de 2012
Trent Reznor solo
Trent Reznor no piano e Jerome Dillon no violão. Uma canção simples sem maiores virtuosismo nos instrumentos, mas o vocalista do Nine inch Nails despeja sentimento em sua interpretação
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Purgatório
13 dias se passaram. Simplesmente nasci, mas depois de uma década, teve apenas uma parcela do que pudesse ser, apenas para que tivesse forças suficiente em esperar por mais uma década que fosse...
Por certo que muitas coisas desconhece. A sapiência é algo a se interpretar. Não existe uma única solução, mas conceitos foram quebrados em sua mente. Coincidências tornaram-se padrões. As respostas vindas do outro lado eram espantosas. Simplesmente sabia-se as respostas, mas as vezes, sabia-se mesmo as perguntas.
Assim era o jogo a ser jogado. Não havia outra alternativa (embora houvesse sempre outras, entendia como quem olha a si mesmo). Pegou sua mochila, surrada, velha, gasta, mas cheia de vida e de história e juntou os cacos. Havia também um livro no qual sabia que tratava-se de si. Existia ali também lágrimas, angústia e esperança. Uma chave lhe foi dada. Uma chave especial que seria capaz de abrir tudo quando se empontassem novamente. Sabia que em outra mochila havia exatamente os mesmos elementos, apenas a chave foi trocada por um par de meias enfeitiçado por cacos dos dois. Essa meia só precisava ser usada com certa frequência. Ela tem o poder de fazer com que os passos dados os aproximem.
Agora é voltar para o purgatório e manter-me sobrevoando, esperando o sinal, mas está realmente difícil...
sábado, 13 de outubro de 2012
216
Estava acostumado a olhar o lado bom das coisas. Ruim como fosse uma situação, tinha como ter um olhar positivo sobre o ocorrido. Era simplesmente uma forma de enxergar o mundo e não reclamar das coisas, mas depois daquela tarde, ele simplesmente soube que dava para olhar o lado ruim de uma coisa boa.
Sim... o cheiro dela se foi com o banho...
Estava quente. bem quente. Mais do que ele era capaz de suportar e um banho em uma situação dessa era mais do que bem vindo, mas querendo ou não, já havia sentido essa sensação inúmeras vezes, já aquela textura impregnada em sua pele com aroma de desejo era novo. Era a sapiência que havia um patamar acima de sua vida que ele nunca havia experimentado.
Sua vida parecia resolvida, o trabalho ia bem. O casamento ia bem, afinal depois de uns anos parecia normal apenas achar que está tudo bem. Não havia problemas ou brigas. Só era morno e não ser ruim era bom. Era...
O dilema agora era: fingir que nada aconteceu e seguir? E se simplesmente ele não coubesse mais dentro de si?
Ele que tinha trinta e... quer dizer... 216 horas de vida. Acabara de concluir que nascera a 216 horas. Sua filha de oito anos era simplesmente mais velha do que ele. O de cinco também. Mesmo aquele pequeno filhote de 4 patas que ele afagou ao entrar no banho era mais velho do que ele. Todos mais velhos e experientes...
Isso tudo por que 9 dias atrás o seu carro foi para a oficina e ele teve que ir trabalhar de metrô. Ele realmente tentou desviar o olhar da garota que sentava-se a sua frente. Ana Helena apareceu com apenas uma função em sua vida: calar a boca dele que dizia que nunca ia sair de sua zona de conforto.
216 horas atrás, ele tinha certeza disso, mas 216 minutos atrás, ele soube que o seu corpo sabia todos os caminhos do corpo dela (ou seria o dela que sabia o dele?) Era como se sempre estivessem juntos. Era uma sincronicidade que o deixava perplexo e ele percebesse que o antes não tinha importância. Apenas as 216 horas...
O banho?
Sim... o cheiro dela se foi com o banho...
sábado, 6 de outubro de 2012
Torpor
Se por doença ou induzido, eu não sei
Só sei que uma hora desperta-se deles
Saber se era torpor ou torpores...
No despertar do torpor, fervor
Vai-se o langor, chega o tremor
Antes um gestor para te propor
Sou apenas um cantor para compor
Um rufar de tambor ao seu dispor
Antes um clamor sem rancor
Antes o amor a essa dor
sábado, 30 de junho de 2012
Luis Inácio Falou
| Meados da década de 90. Lula, então líder do PT vociferava contra os políticos brasileiros e a sua máquina. Para quem tem mais de 30, vai entender minha analogia: Ele era o nosso Salvador da Pátria. Nosso Sassá Mutema. Éramos um país arrasado por Collor's, Sarney's, A.C.M's e Maluf's da vida. Esse mesmo Maluf já atacado por Lula em diversas ocasiões, esse mesmo Maluf procurado pela Interpol, esse mesmo Maluf que rouba mas faz, esse mesmo Maluf que diz: "Estupra, mas não mata". Esse mesmo Maluf que ajudou intelectuais e cientistas políticos a medirem a incapacidade do eleitor brasileiro. O abraço entre esse mesmo Maluf e Lula me fez apenas descrer de vez em nosso atual ex-presidente que tinha tanto força e prestígio político que alavancou Dilma ao seu lugar. | ||
Petistas como Zé Dirceu, Palocci, Genuíno, Delúbio, envolvidos em imbróglios tão ferrenhamente atacado por Lula pareciam não ferir o caráter de Luis Inácio. Foi necessário que ele mesmo abraçasse o pai da corrupção para causar uma apatia entre os ainda defensores do PT. Todos pareceram se calar diante da imagem que maculará a trajetória desse líder sindical de origem tão humilde. Bom, naqueles meados da década de 90, Os Paralamas do Sucesso falaram o que Luis Inácio falou. Apenas nem a banda, eu, ou qualquer um de nós não acreditávamos que ele mesmo fosse capaz de qualquer aliança por manobras políticas. |
domingo, 24 de junho de 2012
Quererências
Queria não querer
Ou queria querer
Muito
Intensamente
Só não queria não saber se queria
Ou se deveria querer
domingo, 17 de junho de 2012
Coletivo Urbano
Sabe quando você encontra um projeto nascido já vencedor? Pois é exatamente esse o caso do Coletivo Urbano. Sua primeira impressão é um cd do qual se tem vontade de ter em mãos nos atuais dias de mp3. Arte impecável. Aliás, arte é resumir a capa do trabalho que é uma verdadeira obra de arte.
Mas se o projeto é de música, desde ontem o Sesc Pompéia apresenta a trupe sonora ao paulistano em um show com as 9 apresentações envolvidas em um show com duas músicas de cada grupo. O resultado é um show dinâmico e bem variado, O único talvez é uma já saudade no meio da segunda música quando você sabe que a banda vigente já vai deixar o palco, mas se o objetivo do coletivo urbano era apenas abrir o leque de novos artistas, conseguiu com cem por cento do resultado esperado.
E como nasceu o projeto? Os músicos Thiago Rabello e Rafa Barreto tiveram uma ideia simples. Escolheram uma série de músicos que, em comum, buscaram a cidade de São Paulo como morada onde falam sobre o cotidiano deles na metrópole e suas dificuldades de adaptação, a saudade, os novos amores, amizades, a favela, tudo em diferentes perspectivas.
"O que todos têm em comum é a necessidade de se expressar", explica Rabello. "A ideia de falar sobre São Paulo surgiu naturalmente. Não foi nada previsto".
Mas se o projeto é de música, desde ontem o Sesc Pompéia apresenta a trupe sonora ao paulistano em um show com as 9 apresentações envolvidas em um show com duas músicas de cada grupo. O resultado é um show dinâmico e bem variado, O único talvez é uma já saudade no meio da segunda música quando você sabe que a banda vigente já vai deixar o palco, mas se o objetivo do coletivo urbano era apenas abrir o leque de novos artistas, conseguiu com cem por cento do resultado esperado.
E como nasceu o projeto? Os músicos Thiago Rabello e Rafa Barreto tiveram uma ideia simples. Escolheram uma série de músicos que, em comum, buscaram a cidade de São Paulo como morada onde falam sobre o cotidiano deles na metrópole e suas dificuldades de adaptação, a saudade, os novos amores, amizades, a favela, tudo em diferentes perspectivas.
"O que todos têm em comum é a necessidade de se expressar", explica Rabello. "A ideia de falar sobre São Paulo surgiu naturalmente. Não foi nada previsto".
O próprio Coletivo Urbano disponibilizou o download do resultado, mas se você correr, pode acompanhar ainda hoje o resultado no Sesc Pompéia 19 horas. Ótima pedida para se ter uma amostra do novo em São Paulo.
sábado, 16 de junho de 2012
Entre eu e você...
- É o fim não é?
- É?
- Não é?
- Mas depois do fim não vem o nada?
- Talvez... mas eu não sei dizer o que há entre nós...
- É...outra coisa...não o fim...
- Que outra coisa?
- Algo apenas entre eu e você...
- É?
- Não é?
- Mas depois do fim não vem o nada?
- Talvez... mas eu não sei dizer o que há entre nós...
- É...outra coisa...não o fim...
- Que outra coisa?
- Algo apenas entre eu e você...
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Poesia fluída e viscosa
- insira-me
- inspire
- Transpire
- Transe e pireRetira-me o ar e a razãoApenas aconteça-meEstremeça-meAbasteça-me(se?)
quarta-feira, 30 de maio de 2012
L
Lança-te
Laça-me
Lasciva-me
terça-feira, 8 de maio de 2012
Olhos cor de vida
Delegacia da Receita Federal. No meio de várias cadeiras típicas de repartições públicas brasileiras, aguardava a minha senha ser chamada no painel eletrônico. OPF 23. Procurava significado para a senha: "Operação Prato Feito 23"? "Óculos Para Festa 23"? Ouça Para Falar 23".
Um semblante jovial do outro lado da sala saltava daquela cena com tantas carrancas impacientes. O seu sorriso era tão leve que não tinha certeza se sorria, assim como Monalisa, mas os olhos, possuíam cor de vida e contrastavam com a de sua mãe sentada ao seu lado esquerdo. Se vislumbrar aqueles olhos já era um bálsamo, o que poderia usar para descrever a sensação de ser vislumbrado pelos olhos cor de vida? Olhos para felicitar-me. OPF 23.
A senha de sua mãe é chamada: APP 19 (Agora Posso Pensar 19) e tive centésimos de segundo de tristeza ao pressentir sua ausência, mas ela simplesmente não se levantou. Daí em diante, só pude suplicar aos deuses que minha senha fosse chamada somente após aqueles olhos saírem da vista dos meus. Como não ando em dia com os deuses, minha senha foi chamada, mas graças a burocracia, fui encaminhado para outro setor, outra senha: NRC 30 (Não Reclamo Contigo). Sim, contigo olhos cor de vida. Descobri que ela era capaz de alterar minha percepção temporal, Os próximos 12 minutos foram com ponteiros de minuto na velocidade da de segundos. Uma verdadeira injustiça.
Minha senha é novamente chamada. Aquele atendimento de quem parece estar aborrecido por te atender e os próximos 18 minutos reajustaram o relógio natural das coisas. Deve ter levado uns 45 minutos em minha percepção. Vejo a mãe daqueles olhos se levantar e toda a esperança que eu tinha de cruzar com aquele olhar escorria pelo ralo. Quando finalmente saio de lá com o DARF para pagar (Dinheiro Agora em Rota de Fuga). O serviço de "dog walker" que eu pensava em contratar ainda aquela tarde era excluído de meus planos.
Entro na banca de jornal e seu Jorge me avisa: essa é a "dog walker" que eu havia falado. Os mesmos olhos perfeitos que haviam me arrebatado, escancaravam o sorriso mais aconchegante que eu já vi na vida. Toda a resolução financeira que havia acabo de fazer, esvai-se. Olhos perfeitamente fantásticos... OPF 23...
A senha de sua mãe é chamada: APP 19 (Agora Posso Pensar 19) e tive centésimos de segundo de tristeza ao pressentir sua ausência, mas ela simplesmente não se levantou. Daí em diante, só pude suplicar aos deuses que minha senha fosse chamada somente após aqueles olhos saírem da vista dos meus. Como não ando em dia com os deuses, minha senha foi chamada, mas graças a burocracia, fui encaminhado para outro setor, outra senha: NRC 30 (Não Reclamo Contigo). Sim, contigo olhos cor de vida. Descobri que ela era capaz de alterar minha percepção temporal, Os próximos 12 minutos foram com ponteiros de minuto na velocidade da de segundos. Uma verdadeira injustiça.
Minha senha é novamente chamada. Aquele atendimento de quem parece estar aborrecido por te atender e os próximos 18 minutos reajustaram o relógio natural das coisas. Deve ter levado uns 45 minutos em minha percepção. Vejo a mãe daqueles olhos se levantar e toda a esperança que eu tinha de cruzar com aquele olhar escorria pelo ralo. Quando finalmente saio de lá com o DARF para pagar (Dinheiro Agora em Rota de Fuga). O serviço de "dog walker" que eu pensava em contratar ainda aquela tarde era excluído de meus planos.
Entro na banca de jornal e seu Jorge me avisa: essa é a "dog walker" que eu havia falado. Os mesmos olhos perfeitos que haviam me arrebatado, escancaravam o sorriso mais aconchegante que eu já vi na vida. Toda a resolução financeira que havia acabo de fazer, esvai-se. Olhos perfeitamente fantásticos... OPF 23...
sábado, 5 de maio de 2012
...a vida imita a arte imita a vida imita a arte imita...
E já não sei se minha arte inspira-se em minha vida, ou se o contrário. Inúmeras vezes a arte cai pronta em meu colo, como esse pedaço de papel que jaz entre minhas coisas e do qual não faço a menor idéia de onde possa ter surgido...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Preciso postar isso no Face
Nada contra essa tendência de se dizer que vai na esquina comprar pão ou mesmo ir ao banheiro, mas ela me incomoda de alguma forma. No final das contas, não vou escrever nada de novo. Não me acho o cara que sabe das coisas e o que eu acho, continua sendo apenas o que eu acho. A minha visão, ou mesmo, a minha posição perante essa forma de agir. Lembro também que já disse que esse blog, nada mais é do que uma visita ao íntimo de minha mente onde pensamentos vagueiam...
Isso também explica um pouco o motivo de eu me expressar menos ultimamente...
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Começo
Começo
O imediato instante após o nada...
A fagulha que incendeia um caminho sem volta...
Mas se o imediato instante acabou de passar,
Estamos no começo?
Pelo menos no fim do começo?
O começo é apenas o nada antes do fim?
E depois do fim? Um recomeço?
Mas se começou após o nada,
Havia algo antes do nada?
O fim é apenas um novo começo...
O fim de um dia gera um novo dia.
O fim de uma hora. De um minuto...
Apenas outra volta no relógio.
Para recomeçar algo,
Que também terá fim.
Demétrius Carvalho
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Os verdadeiros sábios
Confesso que senti aquela sensação de colocar uma criança linda e meiga daquelas que você se derrete apenas com a imagem, mas percebi que a motivação não era a venda de um produto. A estética apenas tiraria o foco do que o pequeno texto a seguir relata. Uma menina de 8 anos explica o que é uma avó para um jornal de Florianópolis.
Sem palavras para. Apenas aquele suspiro desejoso de que "as pessoas grandes" tivessem essa pureza.
domingo, 1 de abril de 2012
O mundo de hoje, inegavelmente tem avanços tecnológicos assombrosos, mas ele parece andar com proporcional imaturidade política e social segundo Rui Canário, professor e pesquisador na Universidade de Lisboa. E juntando fragmentos de pensamentos daqui e dali, penso que muito dessa culpa, vem das escolas que produzem pessoas para o mercado de trabalho e nada mais.
Com o advento do pensamento militar, o golpe militar de 1º de abril de 1964, a ausência de questionamento foi instaurada de vez com a exclusão de filosofia e arte por exemplos e a inclusão de moral e cívica.
Alegria, morte, afeto? Por qual razão tais temas não são abordados nas escolas? E como lidar com esses problemas quando eles aparecem em nossa vida? A escola não deveria nos preparar para a vida? Deveria, mas esse pensamento disciplinador conseguiu deixar isso em outro departamento.
Não é novidade alguma o que vou falar, as escolas preparam para o "mercado de trabalho". Temos que executar e odiamos pensar e talvez por isso o brasileiro não se indigna com nada, não reclama por nada, não vai a luta por nada enquanto temos Uruguai, Argentina e Chile julgando e condenando seus ditadores por seus crimes. No Brasil no entanto, vivemos um eterno 1º de abril e deixar passar crimes como esses, pode abrir precedentes para Pinheirinho, Belo Monte e todas as outras oportunidades onde alguns poderosos poderão ganhar muito.
1º de abril, quando você vai acabar no Brasil?
Celebremos
sábado, 31 de março de 2012
Exercitando a dúvida
Estava na dúvida entre o tênis novo e o velho. Optou pelo conforto em seus tons enlameados. Quanto tempo resistiria a sola para romper-se por completo? Um, dois meses? Não importa, optou pelo conforto em tons enlameados...
Chegou na cozinha e resolveu tomar algo. Chá ou café? Optou pela bebida de sua família. O cheiro remetia-lhe as tardes sem fim na casa da avó onde tudo era alegria. Optou pela bebida de sua família...
Entre os quadros de John Coltrane e Tom Jobim estava seu porta-chaves do qual tradicionalmente não se encontravam e teve que perder alguns minutos para encontrar as suas e poder sair.
Metrô ou ônibus? Optou pela janela viva dos ônibus. Gostava de ver a diversidade das pessoas andando em dias ensolarados. Altos, pardos, crianças, esnobes, lentos, bem vestidos, embriagados. Embriagados? 11:00h da manhã? Embriagados? Já ou ainda? Estava na dúvida.
Gostava de sentar debaixo do vão do Masp e simplesmente deixar o tempo passar. Deixava que a paisagem em movimento ditasse para onde deveria olhar. Era como olhar para um caleidoscópio. Se por um lado não sabia qual a próxima cena que surgiria, parecia não haver grandes diferenças. Ali não tinha dúvida. Era olhar para onde os sentidos lhe chamassem.
Sanduíche com refrigerante para sentir o peso em seu estômago ou o frescor do sorvete? Sorvete. Chocolate ou flocos? Chocolate. Uma bola ou duas? Duas. Duas ou três? Duas. Depois pensou de deveria ir ao cinema ou voltar para casa e na verdade exercitava-se entre as milhares de escolhas que tinha que fazer durante o dia. Qual não era sua alegria quando as dúvidas se ampliavam em mais de duas opções...
Voltar para casa de metrô, ônibus ou mesmo a pé? A chuva optou por ele dessa vez e no metrô pensava se havia sido a chuva ou ele. Escolheu Beatles em vez de Bob Dylan, apenas por que escolheu não ir ao show do deus country. Optou pelos deuses do pop.
Ligar ou mandar mensagem? Alô querida, resolvi ir direto para sua casa em vez de ir para a minha. Optou por uma trufa em vez de uma barra de chocolate, afinal a embalagem da trufa era bem simpática.
Entre os quadros de John Coltrane e Tom Jobim estava seu porta-chaves do qual tradicionalmente não se encontravam e teve que perder alguns minutos para encontrar as suas e poder sair.
Metrô ou ônibus? Optou pela janela viva dos ônibus. Gostava de ver a diversidade das pessoas andando em dias ensolarados. Altos, pardos, crianças, esnobes, lentos, bem vestidos, embriagados. Embriagados? 11:00h da manhã? Embriagados? Já ou ainda? Estava na dúvida.
Gostava de sentar debaixo do vão do Masp e simplesmente deixar o tempo passar. Deixava que a paisagem em movimento ditasse para onde deveria olhar. Era como olhar para um caleidoscópio. Se por um lado não sabia qual a próxima cena que surgiria, parecia não haver grandes diferenças. Ali não tinha dúvida. Era olhar para onde os sentidos lhe chamassem.
Sanduíche com refrigerante para sentir o peso em seu estômago ou o frescor do sorvete? Sorvete. Chocolate ou flocos? Chocolate. Uma bola ou duas? Duas. Duas ou três? Duas. Depois pensou de deveria ir ao cinema ou voltar para casa e na verdade exercitava-se entre as milhares de escolhas que tinha que fazer durante o dia. Qual não era sua alegria quando as dúvidas se ampliavam em mais de duas opções...
Voltar para casa de metrô, ônibus ou mesmo a pé? A chuva optou por ele dessa vez e no metrô pensava se havia sido a chuva ou ele. Escolheu Beatles em vez de Bob Dylan, apenas por que escolheu não ir ao show do deus country. Optou pelos deuses do pop.
Ligar ou mandar mensagem? Alô querida, resolvi ir direto para sua casa em vez de ir para a minha. Optou por uma trufa em vez de uma barra de chocolate, afinal a embalagem da trufa era bem simpática.
Olhou para as nuvens e não tinha dúvida do sol por causa do brilho que emanava.
Olhou para ela e não tinha dúvida do que sentia por causa do brilho que emanava.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Utilidade pública
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