sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Podia ser uma piada...



Isso poderia ser uma piada, mas é real. O que é pior, completamente coerente dentro do ponto de vista proposto pela mulher. Já tinha notícias sobre tal texto e o meu amigo Marcos Maia trouxe-me tal texto. Ele nos faz pensar sobre as relações humanas de hoje.
 



MARIDO RICO
Saiu no Financial Times(maior jornal sobre economia do mundo) .
Uma moça escreveu um email para o jornal pedindo dicas sobre "como arrumar um marido rico".
Contudo, mais inacreditável que o "pedido" da moça, foi a disposição de um rapaz que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada.
Sensacional!
Leiam...

Interessante...  não deixe de ler e aprender a investir inteligentemente!!!
E-mail da MOÇA:
"Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas?

Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.

Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como eu chego ao nível dela? (Raphaella S.)"

Resposta do editor do jornal: 

"Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa...

Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio.

Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas : Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.
Mas tem um problema.

Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando.

Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. E você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta!

Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco. 
Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.

Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como 'trading position' (posição para comercializar) e não como 'buy and hold' (compre e retenha), que é para o quê você se oferece...

Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold') com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim! Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar.

Cogitar... Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa 'máquina', quero tão somente o que é de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio... podemos marcar?"

(Philip Stephens, associate editor of the Financial Tmes- USA) 

No e-mail que chegou para o Marcos, tinha a seguinte observação de seu amigo:
OBS.: Não é a toa que o cara ganha mais de US$ 500.000 por ano!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Warpaint

Que Rock in Rio que nada. Certeza que não faria feio nesse festival que apresentou ótimos shows, algumas surpresas, mas também números um tanto quanto forçado. Eis aqui mais um  trabalho existente com ótima qualidade, desconhecida pela grande parte do público.

A banda em questão hoje é Warpaint. Quarteto onde apenas o baterista é do sexo dito forte. O trio que sobra nos mostra o quão competente e surpreendentes elas podem ser. 

Outra vez identidade é o que me chama a atenção para o trabalho. Linhas melódicas, timbres, rítmicas, melhor calar e que ouça quem estiver disposto:

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mondo Cane


De quem é esse desenho? Para os que são mais do mundo das artes, não precisa muito esforço para arriscar Tim Burton. Mesmo que a pessoa que fez a aposta não conheça o desenho. E por qual motivo? Pela identidade de sua arte.

Sem citar nome de artistas (sejam eles da esfera que for), eis o motivo por não gostar de algum. Gosto de identidade. Quando um artista me lembra demasiadamente uma dada fonte, prefiro beber direto dela. Isso também explica por qual motivo gosto de alguns trabalhos "esquisitos". Identidade. Não que eu goste de qualquer coisa esquisita, ou que desgoste de qualquer coisa pop.

Quando mistura-se gêneros ou influências é bastante comum que as pedras venham de todos os lados possíveis. É o caso que segue-se. Mondo Cane que mescla influências de big bans e musicais com um vocalista que opta por cantar em italiano em tal projeto.

Diga-se de passagem que não é intenção minha fazer com que as pessoas gostem daquilo que eu cito. Apenas tentar mostrar alguns trabalhos que para algumas pessoas não sejam das mais conhecidas. Penso que estamos em um novo período de apreciação das artes, onde o grande número de artistas e a democratização das formas de se gravar um trabalho faça com que vários não apareçam ao grande público e sinceramente penso que exista espaço para todos. Elas só precisam ser apreciados pelo seu público. Esse trabalho por exemplo acabou de se apresentar no Rock in Rio arrancando espanto de uma platéia que desconhecia esse trabalho.

Sei que das coisas que mostro por aqui, na maioria das vezes não são unanimidade (mas o que é?) e se uma única pessoa apreciar, dou-me por satisfeito.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

É necessário


Abateu-me
Aplacou-se

Recolhi-me
Revelou-se

Enervei-me
Elevou-se

Serenar é necessário 
Seguir é necessário

É necessário...

domingo, 4 de setembro de 2011

Jan Švankmajer

Jan Švankmajer  é checo e nasceu em Praga em 1934 e está completando 77 anos hoje. Artista surrealista, trabalha com meios de comunicação e você pode encontrar uma infinidade de seus trabalhos no You Tube. Sua influência pode ser visto em trabalhos como o do cineasta Tim Burton ou do artista plástico Mark Ryden do qual já falei por aqui. 

É aquela história: Nada se cria, tudo se copia. Ele com certeza já havia bebido de fontes como Salvador Dali, mas o que é algo comum entre os visionários, é o não reconhecimento de sua geração. Eis-me aqui tentando levar sua parte para alguém que possa apreciar sua arte: 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Aos políticos brasileiros

Quem me conhece um pouquinho que seja, sabe o quanto pode ser difícil puxar um assunto comigo, até mesmo por que não gosto de conversar sobre alguns temas que adoro com algumas pessoas. Na verdade até sei quando não de conversar e a política é um dos temas que mais causa esse meu afastamento de acirradas conversas. E qual é o tal motivo? A defesa sempre passional e a certeza de estar de um lado certo, mas vamos lá ao que eu acho. Apenas o que eu acho, diga-se de passagem: 

Nosso sistema político é completamente falido. 

Sou quase apedrejado por alguns amigos partidários, mas quando alguns deles tem paciência e ouvidos abertos para um assunto tão polêmico quanto religião ou o time em que a pessoa torce e alguns chegaram a concordar comigo. Vejamos bem: O que acontece se você é um péssimo trabalhador? Mesmo que sejas o dono de seu negócio, o que te acontecerá se você não tornar a sua empresa algo produtivo? Lucrativo? O que acontece se não consegues perceber os pontos fracos dela e como solucionar a tendência de se gastar mais do que se ganha? Pois bem, penso que não precisa muita força de argumento para chegarmos a conclusão de que ou serás demitido, ou levarás a tua empresa à falência.

Mas e se você administra mal, gasta mais do que recebe, não faz realmente nada produtivo, mas é um político brasileiro? Provavelmente nada. Por vezes, eles estão acima da lei, Por vezes, atuam diretamente na lei e se tem uma classe unida nesse Brasil, são os políticos. Tenta-se derrubar um, mas os outros não deixam. Preferem se unir e assim, cerca de 85% deles estão de volta no próximo mandato. Infelizmente um só cai quando não podem mais segurar o "rojão" do cara sem se queimar. É o velho "do expiatório".

E as guerrinhas partidárias no senado não em virtude do certo, mas detrimento ou não por uma vontade de por esse naquele cargo ou motivos tão mesquinhos quanto? Sinceramente? Generalizando, mas sendo completamente coerente com o que vemos, a corrupção ali se faz a única forma de manter-se. Mentir deslavadamente então é a coisa mais natural do planeta.

"Não vou sossegar enquanto a tarifa pública não for zero"
Gilberto Kassab, entrevista em 9/8/2008

O paulistano no entanto sabe que a primeira coisa que ele fez, foi aumentar os preços e assim, São Paulo tem a tarifa de ônibus taxada em R$3,00. Uma das mais caras do mundo. Promessa meramente eleitorera e populista?

E Paulo Maluf? Não te parece um personagem humorístico? Infelizmente é um homem da vida real que continua sua saga. Definitivamente não acredito mais sequer em partidos políticos e não é raro o ano em que voto para políticos de partidos contrários em uma mesma eleição. Quero crer nas pessoas ainda, mas não posso acreditar em contos da carochinha. São anos e anos sempre igual. Não vejo a menor diferença entre os pmdbistas, psdbistas ou petistas no poder. Quando são oposição, apenas querem atrapalhar os que estão no poder e existe uma grande corrente de pensadores que pensa que é isso que acontece com o Obama nos Estados Unidos. Deixa-se o país se "ferrar" para nas próximas eleições tomarem o poder. É quase que deixar uma empresa falir, por saber que daí eu posso comprar e ganhar muito dinheiro com ela.

Nossos políticos parecem que entendem o seu ciclo vicioso e querem perpetuar infinitamente essa prática: Aliás o ciclo vicioso é completamente visível no tal símbolo:





P.S.: Não quis escrever por ver Arnaldo Jabor falando sobre política agora pouco, mas alegro-me ao ver a lucidez e a acidez de seus comentários sobre...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jam session

 Conversava com os ilustres amigos Mister Lúdico e David Dafre sobre a origem da expressão "Jam session" que para a minha sapiência era Jazz after midnight, ou traduzindo, algo como jazz depois da meia-noite. Uma reunião em determinada casa onde os músicos pudessem improvisar depois de já terem executados os trabalhos que lhes proporcionassem dinheiro em outro estabelecimento. Qual não foi minha surpresa au pesquisar e encontrar uma outra possível origem: jam viria de geléia, em alusão à mistura de estilos e mesmo de notas e acordes provenientes de tais encontros. Bem, jam não seria congestionamento? E assim poderia até mesmo fazer mais sentido, mas então vamos ao que ela acabou sendo configurada como com o passar dos anos.

Jam é uma reunião de músicos para tocar, onde a improvisação aconteça. Vai de cada jam o quanto ela é improvisada. Ela pode ser apenas na hora da improvisação propriamente dita depois da exposição de um tema de jazz, ou mesmo completamente livre onde os músicos sequer façam idéia do que vai acontecer. O que inicialmente era exclusividade de jazzistas, é hoje fácil de ver em rodas de chorinho ou mesmo em uma banda de rock.

Existem bandas que inclusive sobem aos palcos mundo afora sem sequer ensaiar, ou mesmo saber o que vai tocar. Algumas pessoas sentem um certo desconforto em audições de jam (sejam elas de jazz, choro, rock, música eletrônica, ou seja lá em que gênero seja, visto que mesmo a purista música erudita também possui seus adeptos), mas isso por vezes é completamente natural pelo simples fatos dos músicos estarem explorando novos caminhos naquele exato momento. 

Na cidade de São Paulo, pode-se encontrar uma jam nas quartas-feiras na badalada rua Augusta nº 1283 por apenas R$5,00 e 21:00h para que possam trabalhar tranquilamente no outro dia. Detalhe é que essa jam, sequer sabe-se quem vai tocar no dia, ou, toca quem aparecer. Nos intervalos entre uma música e outras, as conversas mais absurdas e atuais acontecem no palco para quebrar o clima. Nessa quarta especificamente, eu estarei com os dois citados no começo do texto e seja o que Deus quiser. Maiores info: www.hotseria.com.br


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Insistindo no erro

Sabe aquele velho senhor com câncer no pulmão que não consegue largar o cigarro? Que fim pensas que ele terá? E aquele outro alcoólatra que está por perder a esposa que não aguenta mais? E aquele jovem promissor que viciado, começa a roubar dentro de casa para custear seu vício? Que fim devem ter esses personagens?


Poderíamos dizer que estão insistindo no erro?


Um dos preceitos dos "Alcoólicos anônimos" é que a pessoa em questão deve reconhecer o problema para sair dele. Esses pequenos problemas podem passar despercebidos pela maioria das pessoas, mas quando os problemas passam a ser com nações inteiras, o impacto é gritante e inerente. Vejamos alguns casos:


Os Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma “década perdida” se reformas urgentes não forem colocadas em andamento. O alerta é do economista e matemático norte-americano Edward Prescott, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2004 e conselheiro do banco central dos EUA (Fed). Prescott defende que o presidente americano, Barack Obama, diminua gastos e impostos. A íntegra encontra-se na Veja.

Engraçado que essa medida também é frequentemente dada ao Brasil, mas segue-se na mesma. No caso de nosso país foi inclusiva sancionada a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), oficialmente Lei Complementar nº 101, é uma lei brasileira que tenta impor o controle dos gastos de estados e municípios, condicionado à capacidade de arrecadação de tributos desses entes políticos. Tal medida foi justificada pelo costume, na política brasileira, de gestores promoverem obras de grande porte no final de seus mandatos, deixando a conta para seus sucessores. A classe política no entanto tem a capacidade de subverter as leis conforme lhe convém...

Sobre o polonês Zygmunt Bauman viu nos distúrbios de Londres uma aplicação prática de suas teorias sobre o papel do consumismo na sociedade pós-moderna e também critica as diretrizes financeiras de seus líderes: O governo britânico está mais uma vez equivocado. Assim como foi errado injetar dinheiro nos bancos na época do abalo global para que tudo voltasse ao normal - isso é, as mesmas atividades financeiras que causaram a crise inicial - as autoridades agora querem conter o motim dos humilhados sem realmente atacar suas causas. A resposta robusta em termos de segurança vai controlar o incêndio agora, mas o campo minado persistirá, pronto para novos incêndios. Problemas sociais jamais serão controlados pelo toque de recolher. A única solução é uma mudança cultural e uma série de reformas sociais. Senão, a mistura fica volátil quando a polícia se desmobilizar do estado de emergência atual. Para ver mais do que foi publicado, O Globo.


E olha que muita coisa sai de forma controversa na imprensa. O recente caso sobre Carpegiani mostra-o indignado com um possível problema ético entre ele e Felipão. Vale a pena ouvi-lo falando sobre o ocorrido e o levantamento da questão do por qual motivo um profissional possa fazer isso. Rádio Estadão ESPN.



De forma completamente passional escrevo sobre Belo Monte. Sem conhecimentos técnico. Sem dados, sem nada. Apenas com o sentimento de que algo muito errado está acontecendo. Os argumentos que me são dados me fazem crer que poucos ganharão muito, com a desculpa de que vai ser melhor para todos. De que será implementado formas que já estão destruindo tudo. Estou escrevendo para o blog sentindo o coração dilacerado...

Parece que a ganância do ser humano não vê problema amanhã para os outros se ele pode agora ganhar muito.

Alguns amigos artistas conhecidos tentam fazer algo sobre Belo Monte e a imprensa não tem falado sobre o assunto. Haverá manifestação nesse sábado (20 de agosto) 13 horas no Masp. Veja o vídeo produzido por eles para verem se se animam a pensar sobre o assunto:


Esse ato é mundial, mas pouco tem-se falado.

Escrevi de supetão, meio sem pensar muito tendo o que fazer. Misturei política financeira, sociologia, futebol e Belo Monte apenas por pensar:



Insistindo no erro?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Coincidências



No fundo, penso que ela não exista e confesso que me tem acontecido uma série grandiosa de acontecimentos que poderiam me fazer achar que um sinal de algum outro plano astral estaria sendo-me dado, mas na verdade, penso que tudo acontece aleatoriamente, mas temos algo em nosso pensamento que faz com que focalizemos o que julgamos ser coincidente. 

Você entra no metrô e senta do lado de uma pessoa que está com o mesmo livro que você está em sua mão. Coincidência? Sim, claro, mas penso que foi mera obra do acaso, afinal, os outros milhares de livros que estão lendo (e lê-se muitos no metrô de São Paulo) não chamaria a atenção. 

Não se convenceu? Você estaciona atrás de um carro no semáforo e meio sem prestar atenção olha para a placa do veiculo que é exatamente um número superior ao seu. Coincidência? Se pensarmos como sendo o acaso novamente, sim. Matematicamente a possibilidade é de isso acontecer uma vez em 10 mil vezes, mas não teria você já estacionado atrás de 9999 carros, olhado despretensiosamente a placa e elas não chamaram a sua atenção?

O que na verdade tenho medo, é ver pessoas que procuram esperanças ou justificativas para suas ações através de sinal em que sua mente esteja buscando. 

Parece que precisamos encontrar âncoras para nossas esperanças para suportar as mazelas da vida e não penso que devemos perder as esperanças das coisas. Só não podemos canalizar as coisas em virtude delas. Isso vale muitas vezes para uma crença que se tenha, um talismã, um ritual, uma mania, um toc (transtorno obsessivo compulsivo), ou seja lá o que for. Isso serve inclusive para ditos livros de auto-ajuda. Quando cremos que algo exterior é o que vai determinar o que vamos fazer, sabotamo-nos por muitas vezes.

Existe um ditado que diz que nada acontece por acaso. Eu simplesmente penso que tudo acontece por acaso e não tenho a menor pretensão que pensem como eu. Ficaria feliz se soubesse que uma única pessoa tenha sentido uma pulga atrás da orelha. Alguém parou e pensou sobre outras possibilidades.

Na psicologia ações baseadas em interpretações de coincidências são chamadas de comportamento supersticioso.

Tente pensar nelas como obra do acaso. Não espere sinais e faça o melhor que você pode fazer no dia de hoje sem esperar os "tais sinais". Tenha o controle das ações em suas mãos e não transfira as responsabilidades para tais coincidências...

sábado, 6 de agosto de 2011

Making of

Ainda que de uma forma mais divertida. Essa postagem de hoje tem uma certa ligação com a de ontem quando o filosofar sobre o belo foi aqui proposto. Ainda nos tempos de faculdade vi um estudo de uma faculdade americana em que concluíram que em uma média, ouve-se 11 vezes uma música nova e você passa a aceitar. Isso é uma média que varia da complexidade da obra, passando pela apuração musical de quem a ouve, mas vários fatores entram em consideração como a pré-disposição para gostar ou não de um artista/estilo e mesmo os clipes acabam influenciando. Eu por exemplo, recordo-me de vários clipes em que vi tanto que quando dei-me conta estava gostando daquela música que antes não.

Muitas vezes quando entendem-se contextos e como foi feito determinado trabalho e você passa a já o olhar sobre uma nova ótica. Veja o pequeno curta abaixo:


E como a sua percepção pode ser fortemente alterada com o making of de algum trabalho:

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O que é o belo?

Ainda na faculdade, li um livro intitulado "Do belo musical" de Eduardo Hanslik. Ele defende o seguinte pensamento: «o comportamento dos nossos estados emotivos perante um belo qualquer é mais objeto da psicologia do que da estética». Esse livro nada mais é do que um questionamento filosófico sobre o que é o belo. 

O dito que algo é belo aos olhos de quem vê, é exatamente isso. Em outras palavras, quando estou aula de teoria musical, sempre falo que quando a pessoa diz que gosta de música boa, digo que a mim, ela nada me fala. Você por acaso conhece alguém que diz que gosta de música ruim? Música boa então sempre o é do ponto de vista pessoal. Digo para meus alunos que um único argumento serve-me para uma música. Se ela me toca ou não.

Como músico, penso que devo ter uma análise para perceber se a música tem uma rítmica, melodia e harmonia rica. Se os músicos em questão possuem técnica apurada, mas mesmo assim, todos esses pontos podem ser ricos e eu simplesmente não ser "tocado" pela música. Ou uma música com 2 acordes "me tocar".

A música em questão no vídeo abaixo é Forever Dolphin Love do Connan Mockasin. A música é longa e é usado um vocoder na voz, alterando o timbre original dela. Isso por si só, seria o suficiente para alguém não ser "tocado" pela música e esse argumento acaba sendo o único válido para mim. No entanto, embora a maquiagem do clipe caminhe de mãos dadas com o caricato e o roteiro seja surreal, não pode ser dito que não seja bem feito e que tenha tido uma boa produção por trás pensando nesse trabalho.

O clipe possui pouco mais de dez minutos e prendeu a minha atenção sobre como seria o desfecho e ainda que em uma situação hipotética e longe da realidade, ela me faz pensar e definitivamente gosto da arte inquietante e instigadora. 


Para quem gosta de detalhes, vale uma tela cheia.



domingo, 31 de julho de 2011

Musica pop

Só para os que não sabem. Tem muita coisa pop que adoro como Jamiroquai e o excelente clip abaixo, onde o chão de alumínio se movimenta, assim como as paredes. Gravado em tomada única, o vocalista da banda usa um tênis com imã no solado para facilitar sua performance:

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Formações inusitadas

Para quem costuma andar por aqui, sabe que bandas com formações inusitadas não é novidade alguma nesse espaço. O trio "Morphine" (sax, baixo e bateria), o duo "Death from above 1979" (baixo e bateria) ou mesmo o trio canadense "Crystal Castle" (sintetizadores, bateria e voz). 

Essas bandas nunca foram por mim retratadas por terem a formação inusitada, mas sim por terem uma identidade estética que de uma forma me agrade e obviamente que formações fora do convencional implicam em uma sonoridade diferenciada, mas não é o suficiente. Em uma conversa com amigos da área sempre brotam mais exemplos e dessa feita foi com a cantora Priscila Lavorato. Não apenas a música foi discutida nesse dia, mas de diversos temas, ela me mostrou "Musica nuda" (baixo acústico e voz):


E eu mostrei-lhe "One day as a lion" com sintetizadores e bateria fazendo cama para o vocal de Zack de La Rocha conhecido pelo "Rage against the machine".


Óbvio que não pensa que qualquer formação inusitada seja boa, mas tenho bons olhos para elas...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

E o salário...

‎"O erro que a maioria dos políticos eleitos comete é desconhecer uma das leis básicas da administração: Todo cargo, seja público, seja privado, é de total e irrestrita desconfiança. Infelizmente, todo colaborador, por mais amigo que seja, precisa ser tratado com certa dose de desconfiança." Stephen Kanitz.  

No entanto não é isso o que acontece no país do carnaval. Aqui acontece... carnaval. Não bastasse os míseros salários dados aos trabalhadores brasileiros, os impostos dos mais altos do mundo e não devolução para a sociedade com índices dos menores em investimentos na cultura, saúde, transporte público e etc. e temos a discrepância salarial daqueles que teoricamente deveriam servir a nação. Vale inclusive ver o vídeo por mim já postado sobre o parlamento sueco.

Enquanto discute-se a ética de quem tem o poder de conceder-lhes o próprio aumento, vejamos como o conhecido jeitinho brasileiro mascara o salário de nossos políticos. Segundo a revista Veja, o real salário aos congressistas nacionais gira em torno de R$130.528,33 a R$159.064,91 muito bem dissimulados por diversos subterfúgios. 

Além do registrado na folha de pagamento, os 81 senadores, por exemplo, têm direito à verba indenizatória de 15 mil reais, verba para transporte aéreo de até 27 mil reais, cota de telefone fixo (1.000 reais), celular (ilimitado), auxílio-moradia (3.800 reais), combustível (520 reais), entre outros benefícios. A quantidade de cotas extras, planos de saúde ilimitado, 13º, 14º e 15º são apenas alguns sinais da sangria brasileira. VALE VOLTAR NO LINK DA VEJA.

Já na Isto é, vemos o seguinte quadro abaixo mostrando os candidatos buscando uma vaga no Tribunal de Contas do Município. Outra vez, a matéria está linkada para quem quiser saber um pouco mais.

Para piorar, atitudes amorais em um sistema falido que só serve para quem já está lá por cima é mostrado outra vez na revista Veja. Tráfico de influências facilitando a vida por motivos nem um pouco profissionais. 

Infelizmente vejo que nosso sistema é completamente falho e corruptível. Se tivermos alguém de ma fé por lá então... 

Para finalizar, deixo o filósofo francês Deleuze falando sobre o poder.



O que mais me entristece é ver os brasileiros perdendo a capacidade de indignação...

E o salário ohhh - parafraseando o personagem do professor Raimundo.





segunda-feira, 11 de julho de 2011

Poetas, Loucos e Santos

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."  

















Oscar Wilde



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Desligue o foda-se!

Pensemos em uma sociedade onde todas as pessoas se amam verdadeiramente e qual ambiente tal ação poderia gerar para os próximos. Agora pense justamente o contrário. Tenho visto muita gente "ligando o foda-se" e a humanidade parece estar se F¢∞¶•º


Desligue o foda-se e propague o amor!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Juju


Era uma tarde chuvosa. Aquela canção produzida pela água que caia deveria conter algum sonífero e sentiu-se completamente desencorajado em deixar a cama. Viu por algum tempo os pingos de chuva na janela e os desenhos abstratos que elas proporcionavam, mas aos poucos, seus olhos cederam.

Acordou de um grande susto com uma onda brandamente tocando-lhe o corpo na beira da praia. Não que seu susto tivesse passado, mas ter uma garota ajoelhada diante de si com água de coco para ele beber era ao menos mais reconfortante do que estar ali perdido. Seus olhos verdes penetraram-lhe a alma com mistério e doçura.  Ela estendia o braço com a fruta para ele sem que tirasse os olhos dele. A boca era tão sutilmente arqueada que ele não sabia se ela internamente sorria. Percebeu então que estava com a garganta ressecada. Poderia ter passado horas deitado naquele sol. Também sem tirar os olhos dela. Olhava seus cabelos pretos cortados acima dos ombros sendo embalados pela brisa do mar. Suas mechas pareciam dançar com as folhas das palmeiras que estavam cerca de 20 metros ao fundo. Uma pintinha próxima à boca conferia-lhe um charme todo especial, mas ela começou a causar um certo desconforto quando ao descer pouquíssimos centímetros encontra uma boca que parecia ter sido esculpida. No imediato milésimo de segundo em que tomou a última gota, encontra já seu braço estendido como quem já soubesse que ele havia terminado. Ele perguntou-se se haveria sido coincidência ou ela simplesmente sabia. Ela se levantou e ele simplesmente sabia que devia segui-la. De pé, notou que ela passava pouco de 1,60 m de altura. Tinha a parte superior do biquíni que mostrava um bronzeado de quem já estivesse ali por dias e uma canga lilás, com umas listras não simétricas. Terminava com uma espécie de franjinha que roçava-lhe as panturrilhas. Em silêncio ele sentia-se apenas feliz e seguro. Quando enfim chegaram debaixo de uma artesanal barraca com folhas de palmeiras, ela se virou para ele e embora ele notasse que ela parecia ter envelhecido alguns anos da beira da praia até ali, notou-a mais bela ainda e com certeza ele teve o melhor almoço de sua vida e não acha que foi pelos pratos servidos apenas, mas pela presença daquela misteriosa garota. Depois de comerem, ela andou com ele até uma rede que estava armada entre duas árvores e cochilaram juntos. ela deitada sobre seu peito com uma mão delicada sobre suas costelas e ele deliciando-se com o aroma daqueles cabelos. Ao acordar, percebeu que sua mão parecia diferente e já sem espanto e sim com serenidade e alegria por tê-la ao seu lado, percebeu que ela aparentava ter quase 30 anos. Parecia ainda mais bela. Era a mais bela de todas. Brincaram na praia, correram, rolaram na areia, nadaram juntos até que notou-a um pouco mais envelhecida, mas formosa. O sol começou a se por e voltaram para a mesma tenda. Um jantar sublime estava posto sobre a mesa e ele não conseguia tirar os olhos dela enquanto comia. Uma face serena e confiante, embora agora fosse possível notar uns cabelos brancos. A mesma rede e a mão dela agora estava em sua face e havia um pequeno lençol de seda que envolvia-lhes dando a sensação que ali dentro estava o mundo. Foi o sono mais confortável e revigorante que alguém poderia ter.

Não ficou surpreso ao notar que ela aparentava uns 70 anos. O desjejum de frutas tropicais pareceu ser feito sob medida para o vigor físico que tiveram na praia algum tempo depois. Apostaram corrida, brincaram na água, na areia ou mesmo subindo em algumas árvores. Finalmente deitaram-se na praia. Ele repousou a cabeça em sua coxa e sentiu um cansaço lhe abraçar. Ele sabia que era hora de partir. Finalmente resolve perguntar o nome dela e antes que ele abrisse a boca ela responde – Juju. Seus olhos pesaram e ele adormece.
 Foto retirada da internet
O despertador toca. E ele tocava apenas para o acordar quando ele adormecia no fim da tarde e acordava no limite do horário. Não que estivesse atrasado, mas teve que levantar correndo, tomar banho e sair para a faculdade. A chuva havia na verdade apertado e como o ponto de ônibus era em frente, esperou da porta de sua casa para ficar abrigado no toldo, mas finalmente o coletivo chega e ele corre para debaixo do abrigo do ponto. Uma garota surge correndo de outra direção e não ouve como evitar uma leve colisão. Embora leve, o suficiente para derrubar os livros de ambos que se abaixam para os pegar. Sentiu uma taquicardia disparar dentro de seu peito quando viu aquele rosto, aquela cabelo, aquela pintinha sobre uma boca que sorria meio envergonhada pelo que estava acontecendo, mas pensando rápido. disse que ela devia dar sinal ao ônibus enquanto ele pegava tudo. Naquela chuva, demorar 5 segundos a mais poderia ser o suficiente para que o motorista não os visse agachados e perdessem o ônibus. Quando o transporte para, ele está dividindo os livros de um e de outro ainda. Ela os pega na hora em que pousava o primeiro pé na escada. Ele atrás entrega-lhe os livros para o mesmo sorriso. Ele então pergunta algo do qual acredita saber a resposta:
- Qual seu nome?
- Juju…

domingo, 3 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Máquinas Coletivas de Individualidade



Se preferir, pode chamar também de "Fantástico eu" e se por acaso não esteja fazendo idéia do que posso estar querendo falar, é sobre esse pequeno aparelho diante de seus olhos e a relação entre as pessoas a partir dele e das tão famosas "redes sociais".

Pra quem já passou dos trinta, convenhamos que o momento de transição da vida sem net e com net já está passando. Existem pessoas adentrando a vida adulta que já convive com essa ferramenta desde o princípio e talvez eles não entendam a corrente de afastamento da vida on line que tenho posto em prática e notado que não é prática exclusiva minha. Aliás, o guitarrista Carlos Pontual colocou uma frase alusiva a esse sentimento em uma das milhares de rede social. Algo como: "Hoje em dia, telefonema é quase um contato físico".

Não quero negar a maravilhosa ferramenta que temos em mãos, mas além desse revés de algumas pessoas a essa vida virtual, algo que passa a ser evidenciado é as relações baseadas pela visibilidade (ainda que virtual) das pessoas com quem se interage. 

Como assim? Basicamente percebo 3 situações de interação entre os internautas (estou excluindo as mensagens que visam propagar algum evento, show e etc. e pensando uma relação entre duas pessoas). Vamos lá. Basicamente vejo as pessoas interagirem com:

1- Amigos reais (sejam eles de infância, do trabalho ou mesmo da família);
2- Uma pessoa acima de você em algum plano (profissional, social, etc.);
3- Ou um possível par afetivo (sim, esse hábito foi completamente incorporado pelas pessoas. Agora pedem-se o contato on line e não o celular). 

Claro que existem mais possibilidades, contatos profissionais por exemplo. O que no entanto percebo é como ainda somos bons em falar alguma coisa e fazer outra. Prega-se o amor e hoje em dia existe inclusive aplicativos para que você tenha aquela frase de impacto e que comova os seus leitores. Isso por sinal, costuma gerar retorno de quem interage com você e massageia-se o ego que quem mandou-lhe na rede. Vamos no entanto analisar o seguinte. Com os seus amigos reais, interage-se. O possível par afetivo sim se o outro lado também quiser (assim como na vida real). O que noto nessa nova realidade é que apenas levamos para trás dos monitores um comportamento fora dela. Que comportamento seria esse?

Já reparou que a maioria das pessoas respondem prontamente ao contato quando ele vem de alguém com alguma posição superior de alguma forma? Já reparou o quanto a maioria das pessoas sequer tem paciência para responder quando o contato vem de alguém supostamente de baixo? É mais ou menos algo como aquela pessoa que faz questão de falar com uma personalidade na rua, mas que não faz a menor questão de falar com o próprio porteiro do prédio.

Eu costumo chamar uma certa rede de Ilha de Caras... faça a sua interpretação...


Enquanto isso, milhões de pessoas se jogam atrás de suas máquinas coletivas de individualidade para ambiguamente encontrar um possível contato...