domingo, 20 de novembro de 2011

Efeito Kurt Cobain

O emblemático vocalista do Nirvana morava em Aberdeen. Uma cidade do interior com pouco mais de 16 mil habitantes. A loja de disco que por lá existia, possuía apenas clássicos de venda garantida como Beatles, Madonna ou Michael Jackson. Na banca de revista no entanto, lia sobre Clash, Ramones, Sex Pistols ou Dead Kennedys e sabia que era aquela atitude que ele queria imprimir ao seu som, no entanto, nos anos 80 não existia a internet onde você pode baixar o disco desejado. Resultado? Ele só foi ouvir essas bandas anos depois após a já consagração de sua banda.

Nesses mesmos anos 80, quando morava em Rio Claro, passei pela mesma coisa. Na rádio, tocava Blitz e na revista Bizz eu lia sobre bandas como Fellini, Cabine C, Akira S e As Garotas Que Erraram, As Mercenárias, Plebe Rude e Aborto Elétrico (que originaria bandas como Capital Inicial e Legião Urbana). Ou seja, identifiquei-me por completo com Kurt Cobain quando li sobre o fato.

Nos dias de hoje, temos uma realidade completamente diferente. 2006 mais ou menos e dava aula para o embrião do grande músico que tornou-se Eduardo Marmo. Ele não gostava de Led Zeppelin, mas como baixista de rock, passei-lhe uma música. Qual não foi minha surpresa quando na semana posterior estava ele com a discografia completa da banda através da facilidade da internet.

Pois bem, onde quero chegar com essa história? No Beco 203 localizado na Rua Augusta, 609. Por qual motivo? Simples, se a grande rede trouxe-nos a facilidade de ouvir a canção que quisermos, temos um novo momento onde as pessoas voltam-se aos palcos para ver tais músicas de forma pulsante e viva. Interpretadas e não aprisionadas em um mp3. Ocorre que nesse encontro específico, a banda Kafka Show interpreta canções da banda Fellini com participações de André Revolver e o próprio guitarrista da banda, Jair Marcos. Prato cheio para unir antigos fãs da banda paulistana a nova roupagem Kafkaniana. 

Uns reouvirão velhas canções, outras conhecerão como se essa música fosse feita no último semestre, mas ambos presenciarão um trabalho feito por músicos dispostos apenas a tocar e se divertir sem cair na mesmice radiofônica de hoje.


Maiores informações: http://www.beco203.com.br

E se você quer assistir ao show na faixa, siga no Twitter @demetriusmusic e diga que quer ver Kafka Show toca Fellini.

sábado, 19 de novembro de 2011

Eu não quero a culpa de Monte Belo

Gostaria de um dia olhar para os livros de história e saber que os homens fizeram o que obviamente é o correto. Nunca a humanidade foi capaz de replantar de forma efetiva o que destruiu e como posso crer que dessa vez conseguirá? Aliás, já nos destruímos mesmo não é? O que dirá das árvores e índios que moram tão longe de nós que nem ligaremos?

Em um país do jeitinho brasileiro, podem apostar que uma dúzia de pessoas está dando seu jeitinho para ganhar dinheiro pra caramba, afinal, ganhar alguns milhões e ver a terra se explodir daqui uns anos quando não estiver mais na terra parece tentador.

Para que mais usinas se a de Itaipu trabalha com apenas 5% de sua capacidade? Me perdoem os que são favoráveis a essa insanidade, mas até hoje, ninguém nunca me apresentou argumentos realmente descentes sobre essa atrocidade.  Os EIA (estudos de impacto ambiental) e o RIMA (Relatório de impacto ambiental) sobre o caso em questão simplesmente não bate, mas no país do samba, isso pouco interessa. 

Eu que sou conhecido por várias características tidas como estranhas como a de não assistir tv, fiquei impressionado quando um vídeo com atores conhecidos do grande público alavancaram uma corrente na internet que pode tentar mudar algo.

Uma vez na vida, não tenha preguiça e assine a petição que segue (lembrando que não sou de pedir nesse blog). Veja também o vídeo e se possível, compartilhe essa matéria.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Faith no More

De novo. Com aniversário de dois anos do blog, o assunto que me fez ter vontade de começar tudo por aqui em 02.11.2009.

Fã inconteste da banda, resolvi escrever alguns dias depois com um outro olhar. Diferente das vezes em que assistia um show e no dia posterior escrevia sobre, dessa vez preferi rever o show novamente em casa de uma maneira mais fria e após ler dezenas de resenhas sobre o show do quinteto americano. E por que resolvi fazer assim? Por saber que ninguém é imparcial o suficiente para não puxar sardinha para lado algum, ou seja, isso continua como sempre sendo apenas o que eu acho...

1:30h da manhã debaixo de chuva torrencial (do qual eu velho de eventos do tipo tinha uma capa de chuva e pés envoltos em saco plástico após o toque do amigo Diogo de Nazaré da banda Kafka Show). Verdade que vi um grande números de pessoas que foram para ver Alice in Chains, Megadeth, Sonic Youth, Stone Temple Pilots, Primus e Crystal Castle e com certeza, outros milhares foram ver outras bandas. Houve inclusive quem não conseguisse se aproximar depois de se esbaldar com Alice in Chains (não é Deborah Evelyn?), ou mesmo que tenha saído antes após o êxtase atingido por conta do Sonic Youth (dessa vez Junior Muniz), mas eu estava colado na grade e vi o senhor "Mike preto Patton velho" passar ao meu lado com total alusão a cultura brasileira em sua vestimenta, assim como o do restante da banda e mesmo dos roadies. O palco era de uma brancura pincelada com flores pelo palco. A banda mostrando-se sempre inusitadas.

Acredito que o senhor vocalista em seus 43 anos sabia dessa vez que tinha a platéia na mão. Após 2009 com o retorno da banda e um show memorável onde cunhou-se a expressão "Porra Caralho" de forma definitiva pela banda e ter a tal expressão ecoado mesmo no Rock in Rio quando ele veio com um projeto completamente diferente (Mondo Cane) e relativamente calmo para os parâmetros pattonianos. 

A essa altura, não esperava mais do que outro show memorável. O que me espantou dessa vez, foi o número grandioso de pessoas com vinte e poucos anos entoando as canções daquela banda "esquisita". Competente com o senhor das mil vozes entoando suas canções, acompanhadas por Billy Gould no baixo e seu timbre peculiar, Mike Bordin descendo a mão na bateria que fez Ozzy chama-lo para seu trabalho solo, Roddy Bottum e seus teclados totalmente fora do convencional para uma banda de rock e a classe e discrição das guitarras de Jon Hudson que por vezes me lembra Brian May. 

Na verdade, o que quero dizer, é que essa banda continua me impressionando mesmo por seus caminhos tortuosos. Eles nunca serão populares como U2 ou Madonna, mas sempre serão lembrados. Quando surgiram, seu som era completamente diferente de tudo que existia e se por acaso você escuta hoje e acha normal, saiba que foi eles que abriram as portas para o som que ficou normal após ser copiado por milhares da bandas. Mesmo assim, vejo músicos torcendo o nariz para eles e sinceramente não é essa questão. Em música, uns trabalhos me atraem, outros não e o mundo seria melhor se todos assim fizessem.

Quanto ao que li escrito, também me impressionei. Se não existe unanimidade na música, esse show bateu na trave. experimente jogar "Faith no More no SWU" em seu buscador de preferência e encontre expressões como: Show histórico, Faith no More faz público esquecer chuva, Show épico, Mãe e filhos dormem na fila para ver show, um dos melhores shows do ano, show apocalíptico, Insanidade do Faith no More encerra os shows do SWU... bom parar por aqui.

Abaixo, o show na íntegra. Resolvi não pinçar um melhor momento e sim deixar para quem quiser ver por completo com pequenas falhas técnicas, intervenção de um artista popular de Pernambuco, o tombo que Patton leva quando assume uma das câmeras de tv para ver o quanto o nosso mestre de cerimonias pode ser visceral, mas técnico, artista e cativante mesmo com a enxurrada de palavrões tupiniquins. Não é a toa em que em nossa pátria é que o Faith no More tem mais fãs...


Se você tiver paciência para brincar a essa altura do campeonato, encontre-me com uma hora e 55 segundos de show e vejam a compenetração desse que vos escreve...

É por essas e outras que esperei baixar a bola e escrever friamente. Li muita coisa e inclusive coisas que não concordei como o Faith no More é o único trabalho onde o genial Mike Patton produz música boa. Em minhas aulas, passo pela estética e a filosofia sobre o belo. Isso é extremamente relativo e nosso vocalista tem sim diversos trabalhos que caminham com a bizarrice de mãos dadas, mas se o considerado pelo jornalista em questão é que o Faith não é bizarro, vale pesquisar trabalhos como Lovage ou Umlaut onde o vocalista das mil vozes mostra-se um outro intérprete.

Para variar, tudo isso...

...é apenas o que eu acho.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Doçuras ou Travessuras?

Poderia muito bem ser a pergunta feita pela improvável dupla Lou Reed e Metallica que não por mero acaso escolheu o dia 31 de outubro para lançar um álbum em parceria:


A imagem acima é a capa do disco intitulado Lulu que já teve a sua proibição nos metrôs de Nova York. Cá pra nós, quem ganha com a polêmica? A própria dupla que lança um disco "esquisito" para ambos. Se por um lado, Lou Reed é mestre em lançar um disco completamente diferente atrás do outro, esse soa extremamente pesado para ser de sua obra. Para o Metallica então, o trabalho parece simples com músicas longas e sem nuances para seus padrões. Vale-se ressaltar que Lou Reed é muito mais um poeta do que um músico propriamente dito e sua obra tem muita importância sobre o que ele fala. 

O disco abre com Brandenburg Gate com um violão e um ar Lou Reediano. Alguns segundos depois começa todo o estranhamento como o constatado pelo guitarrista Marcelo Nunes da Comodoro. Não espere ouvir muito a voz de James Hetfield que humildemente coloca-se como membro da banda e arrisca apenas uns vocais de apoio aqui ou ali.

Definitivamente não é nem Lou Reed e nem Metallica e para os padrões atuais, as músicas são longas. Iced Honey é a menor com 4:38, tendo 3 músicas passando dos dez minutos. A mais longa fica com Junior Dad com 19:29h. Depois de se ouvir uma segunda (ou terceira, quarta...) vez, o som parece fazer sentido, mas o que interessa é que o trabalho de alguma forma é diferente.

Em tempos de internet, o disco já vazou e se você for um fã ardoroso como Rodrigo Strolis que ouviu de cara é já sentiu-se arrebatado pelo trabalho, pode ter uma chance de conhecer o baterista Lars Ulrich que foi um dos primeiros a comprar briga contra os internautas no caso envolvendo a Napster. Vai que ele bate a sua porta e pergunta à você:

 Doçuras ou travessuras?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cerrone

Jean-Marc Cerrone (mais conhecido por Cerrone). Nasceu em 24 de maio de 1952 e é um músico e produtor francês. Aos 12 anos de idade, aprendeu a tocar bateria. Cita Otis Redding, Jimi Hendrix e Blood, Sweat & Tears. 

Por razões diversas, alguns músicos tornam-se mundialmente conhecidos e outros não. Embora Cerrone já tenho ganho Grammy's, Golden Globes, já fez muitas trilhas para cinema e uma discografia que ultrapassa os 20 discos, mas é impressionante como mesmo entre meus amigos músicos eles são desconhecidos e causam uma boa impressão.

Poderia escolher inclusive uma música mais curta, mas vou de Supernature com os seus   quase 11 minutos. Existem versões menores com "fade out", mas preferi a versão na íntegra. O máximo que vai acontecer é alguém não gostar e não ver até o fim. Ela no entanto cheia de detalhes prende a atenção da maioria dos ouvintes desse som que flerta com o disco, mas que em 1977 já apontava para um arranjo minimalista tão em voga hoje dia.


Detalhe para o vocalista por trás das baquetas e atentem para o ano do disco para não falarem que parece com esse ou aquele artista. Provavelmente ele é mais antigo ok? E seu estiver discotecando dias desses em algum local, essa pode ser uma música ouvida....

Encontrando soluções

Já pensou em procurar outra forma de solucionar os seus problemas?



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Podia ser uma piada...



Isso poderia ser uma piada, mas é real. O que é pior, completamente coerente dentro do ponto de vista proposto pela mulher. Já tinha notícias sobre tal texto e o meu amigo Marcos Maia trouxe-me tal texto. Ele nos faz pensar sobre as relações humanas de hoje.
 



MARIDO RICO
Saiu no Financial Times(maior jornal sobre economia do mundo) .
Uma moça escreveu um email para o jornal pedindo dicas sobre "como arrumar um marido rico".
Contudo, mais inacreditável que o "pedido" da moça, foi a disposição de um rapaz que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada.
Sensacional!
Leiam...

Interessante...  não deixe de ler e aprender a investir inteligentemente!!!
E-mail da MOÇA:
"Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas?

Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.

Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como eu chego ao nível dela? (Raphaella S.)"

Resposta do editor do jornal: 

"Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.
Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa...

Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio.

Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas : Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.
Mas tem um problema.

Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando.

Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. E você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta!

Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco. 
Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.

Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como 'trading position' (posição para comercializar) e não como 'buy and hold' (compre e retenha), que é para o quê você se oferece...

Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold') com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim! Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar.

Cogitar... Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa 'máquina', quero tão somente o que é de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio... podemos marcar?"

(Philip Stephens, associate editor of the Financial Tmes- USA) 

No e-mail que chegou para o Marcos, tinha a seguinte observação de seu amigo:
OBS.: Não é a toa que o cara ganha mais de US$ 500.000 por ano!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Warpaint

Que Rock in Rio que nada. Certeza que não faria feio nesse festival que apresentou ótimos shows, algumas surpresas, mas também números um tanto quanto forçado. Eis aqui mais um  trabalho existente com ótima qualidade, desconhecida pela grande parte do público.

A banda em questão hoje é Warpaint. Quarteto onde apenas o baterista é do sexo dito forte. O trio que sobra nos mostra o quão competente e surpreendentes elas podem ser. 

Outra vez identidade é o que me chama a atenção para o trabalho. Linhas melódicas, timbres, rítmicas, melhor calar e que ouça quem estiver disposto:

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mondo Cane


De quem é esse desenho? Para os que são mais do mundo das artes, não precisa muito esforço para arriscar Tim Burton. Mesmo que a pessoa que fez a aposta não conheça o desenho. E por qual motivo? Pela identidade de sua arte.

Sem citar nome de artistas (sejam eles da esfera que for), eis o motivo por não gostar de algum. Gosto de identidade. Quando um artista me lembra demasiadamente uma dada fonte, prefiro beber direto dela. Isso também explica por qual motivo gosto de alguns trabalhos "esquisitos". Identidade. Não que eu goste de qualquer coisa esquisita, ou que desgoste de qualquer coisa pop.

Quando mistura-se gêneros ou influências é bastante comum que as pedras venham de todos os lados possíveis. É o caso que segue-se. Mondo Cane que mescla influências de big bans e musicais com um vocalista que opta por cantar em italiano em tal projeto.

Diga-se de passagem que não é intenção minha fazer com que as pessoas gostem daquilo que eu cito. Apenas tentar mostrar alguns trabalhos que para algumas pessoas não sejam das mais conhecidas. Penso que estamos em um novo período de apreciação das artes, onde o grande número de artistas e a democratização das formas de se gravar um trabalho faça com que vários não apareçam ao grande público e sinceramente penso que exista espaço para todos. Elas só precisam ser apreciados pelo seu público. Esse trabalho por exemplo acabou de se apresentar no Rock in Rio arrancando espanto de uma platéia que desconhecia esse trabalho.

Sei que das coisas que mostro por aqui, na maioria das vezes não são unanimidade (mas o que é?) e se uma única pessoa apreciar, dou-me por satisfeito.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

É necessário


Abateu-me
Aplacou-se

Recolhi-me
Revelou-se

Enervei-me
Elevou-se

Serenar é necessário 
Seguir é necessário

É necessário...

domingo, 4 de setembro de 2011

Jan Švankmajer

Jan Švankmajer  é checo e nasceu em Praga em 1934 e está completando 77 anos hoje. Artista surrealista, trabalha com meios de comunicação e você pode encontrar uma infinidade de seus trabalhos no You Tube. Sua influência pode ser visto em trabalhos como o do cineasta Tim Burton ou do artista plástico Mark Ryden do qual já falei por aqui. 

É aquela história: Nada se cria, tudo se copia. Ele com certeza já havia bebido de fontes como Salvador Dali, mas o que é algo comum entre os visionários, é o não reconhecimento de sua geração. Eis-me aqui tentando levar sua parte para alguém que possa apreciar sua arte: 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Aos políticos brasileiros

Quem me conhece um pouquinho que seja, sabe o quanto pode ser difícil puxar um assunto comigo, até mesmo por que não gosto de conversar sobre alguns temas que adoro com algumas pessoas. Na verdade até sei quando não de conversar e a política é um dos temas que mais causa esse meu afastamento de acirradas conversas. E qual é o tal motivo? A defesa sempre passional e a certeza de estar de um lado certo, mas vamos lá ao que eu acho. Apenas o que eu acho, diga-se de passagem: 

Nosso sistema político é completamente falido. 

Sou quase apedrejado por alguns amigos partidários, mas quando alguns deles tem paciência e ouvidos abertos para um assunto tão polêmico quanto religião ou o time em que a pessoa torce e alguns chegaram a concordar comigo. Vejamos bem: O que acontece se você é um péssimo trabalhador? Mesmo que sejas o dono de seu negócio, o que te acontecerá se você não tornar a sua empresa algo produtivo? Lucrativo? O que acontece se não consegues perceber os pontos fracos dela e como solucionar a tendência de se gastar mais do que se ganha? Pois bem, penso que não precisa muita força de argumento para chegarmos a conclusão de que ou serás demitido, ou levarás a tua empresa à falência.

Mas e se você administra mal, gasta mais do que recebe, não faz realmente nada produtivo, mas é um político brasileiro? Provavelmente nada. Por vezes, eles estão acima da lei, Por vezes, atuam diretamente na lei e se tem uma classe unida nesse Brasil, são os políticos. Tenta-se derrubar um, mas os outros não deixam. Preferem se unir e assim, cerca de 85% deles estão de volta no próximo mandato. Infelizmente um só cai quando não podem mais segurar o "rojão" do cara sem se queimar. É o velho "do expiatório".

E as guerrinhas partidárias no senado não em virtude do certo, mas detrimento ou não por uma vontade de por esse naquele cargo ou motivos tão mesquinhos quanto? Sinceramente? Generalizando, mas sendo completamente coerente com o que vemos, a corrupção ali se faz a única forma de manter-se. Mentir deslavadamente então é a coisa mais natural do planeta.

"Não vou sossegar enquanto a tarifa pública não for zero"
Gilberto Kassab, entrevista em 9/8/2008

O paulistano no entanto sabe que a primeira coisa que ele fez, foi aumentar os preços e assim, São Paulo tem a tarifa de ônibus taxada em R$3,00. Uma das mais caras do mundo. Promessa meramente eleitorera e populista?

E Paulo Maluf? Não te parece um personagem humorístico? Infelizmente é um homem da vida real que continua sua saga. Definitivamente não acredito mais sequer em partidos políticos e não é raro o ano em que voto para políticos de partidos contrários em uma mesma eleição. Quero crer nas pessoas ainda, mas não posso acreditar em contos da carochinha. São anos e anos sempre igual. Não vejo a menor diferença entre os pmdbistas, psdbistas ou petistas no poder. Quando são oposição, apenas querem atrapalhar os que estão no poder e existe uma grande corrente de pensadores que pensa que é isso que acontece com o Obama nos Estados Unidos. Deixa-se o país se "ferrar" para nas próximas eleições tomarem o poder. É quase que deixar uma empresa falir, por saber que daí eu posso comprar e ganhar muito dinheiro com ela.

Nossos políticos parecem que entendem o seu ciclo vicioso e querem perpetuar infinitamente essa prática: Aliás o ciclo vicioso é completamente visível no tal símbolo:





P.S.: Não quis escrever por ver Arnaldo Jabor falando sobre política agora pouco, mas alegro-me ao ver a lucidez e a acidez de seus comentários sobre...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jam session

 Conversava com os ilustres amigos Mister Lúdico e David Dafre sobre a origem da expressão "Jam session" que para a minha sapiência era Jazz after midnight, ou traduzindo, algo como jazz depois da meia-noite. Uma reunião em determinada casa onde os músicos pudessem improvisar depois de já terem executados os trabalhos que lhes proporcionassem dinheiro em outro estabelecimento. Qual não foi minha surpresa au pesquisar e encontrar uma outra possível origem: jam viria de geléia, em alusão à mistura de estilos e mesmo de notas e acordes provenientes de tais encontros. Bem, jam não seria congestionamento? E assim poderia até mesmo fazer mais sentido, mas então vamos ao que ela acabou sendo configurada como com o passar dos anos.

Jam é uma reunião de músicos para tocar, onde a improvisação aconteça. Vai de cada jam o quanto ela é improvisada. Ela pode ser apenas na hora da improvisação propriamente dita depois da exposição de um tema de jazz, ou mesmo completamente livre onde os músicos sequer façam idéia do que vai acontecer. O que inicialmente era exclusividade de jazzistas, é hoje fácil de ver em rodas de chorinho ou mesmo em uma banda de rock.

Existem bandas que inclusive sobem aos palcos mundo afora sem sequer ensaiar, ou mesmo saber o que vai tocar. Algumas pessoas sentem um certo desconforto em audições de jam (sejam elas de jazz, choro, rock, música eletrônica, ou seja lá em que gênero seja, visto que mesmo a purista música erudita também possui seus adeptos), mas isso por vezes é completamente natural pelo simples fatos dos músicos estarem explorando novos caminhos naquele exato momento. 

Na cidade de São Paulo, pode-se encontrar uma jam nas quartas-feiras na badalada rua Augusta nº 1283 por apenas R$5,00 e 21:00h para que possam trabalhar tranquilamente no outro dia. Detalhe é que essa jam, sequer sabe-se quem vai tocar no dia, ou, toca quem aparecer. Nos intervalos entre uma música e outras, as conversas mais absurdas e atuais acontecem no palco para quebrar o clima. Nessa quarta especificamente, eu estarei com os dois citados no começo do texto e seja o que Deus quiser. Maiores info: www.hotseria.com.br


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Insistindo no erro

Sabe aquele velho senhor com câncer no pulmão que não consegue largar o cigarro? Que fim pensas que ele terá? E aquele outro alcoólatra que está por perder a esposa que não aguenta mais? E aquele jovem promissor que viciado, começa a roubar dentro de casa para custear seu vício? Que fim devem ter esses personagens?


Poderíamos dizer que estão insistindo no erro?


Um dos preceitos dos "Alcoólicos anônimos" é que a pessoa em questão deve reconhecer o problema para sair dele. Esses pequenos problemas podem passar despercebidos pela maioria das pessoas, mas quando os problemas passam a ser com nações inteiras, o impacto é gritante e inerente. Vejamos alguns casos:


Os Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma “década perdida” se reformas urgentes não forem colocadas em andamento. O alerta é do economista e matemático norte-americano Edward Prescott, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2004 e conselheiro do banco central dos EUA (Fed). Prescott defende que o presidente americano, Barack Obama, diminua gastos e impostos. A íntegra encontra-se na Veja.

Engraçado que essa medida também é frequentemente dada ao Brasil, mas segue-se na mesma. No caso de nosso país foi inclusiva sancionada a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), oficialmente Lei Complementar nº 101, é uma lei brasileira que tenta impor o controle dos gastos de estados e municípios, condicionado à capacidade de arrecadação de tributos desses entes políticos. Tal medida foi justificada pelo costume, na política brasileira, de gestores promoverem obras de grande porte no final de seus mandatos, deixando a conta para seus sucessores. A classe política no entanto tem a capacidade de subverter as leis conforme lhe convém...

Sobre o polonês Zygmunt Bauman viu nos distúrbios de Londres uma aplicação prática de suas teorias sobre o papel do consumismo na sociedade pós-moderna e também critica as diretrizes financeiras de seus líderes: O governo britânico está mais uma vez equivocado. Assim como foi errado injetar dinheiro nos bancos na época do abalo global para que tudo voltasse ao normal - isso é, as mesmas atividades financeiras que causaram a crise inicial - as autoridades agora querem conter o motim dos humilhados sem realmente atacar suas causas. A resposta robusta em termos de segurança vai controlar o incêndio agora, mas o campo minado persistirá, pronto para novos incêndios. Problemas sociais jamais serão controlados pelo toque de recolher. A única solução é uma mudança cultural e uma série de reformas sociais. Senão, a mistura fica volátil quando a polícia se desmobilizar do estado de emergência atual. Para ver mais do que foi publicado, O Globo.


E olha que muita coisa sai de forma controversa na imprensa. O recente caso sobre Carpegiani mostra-o indignado com um possível problema ético entre ele e Felipão. Vale a pena ouvi-lo falando sobre o ocorrido e o levantamento da questão do por qual motivo um profissional possa fazer isso. Rádio Estadão ESPN.



De forma completamente passional escrevo sobre Belo Monte. Sem conhecimentos técnico. Sem dados, sem nada. Apenas com o sentimento de que algo muito errado está acontecendo. Os argumentos que me são dados me fazem crer que poucos ganharão muito, com a desculpa de que vai ser melhor para todos. De que será implementado formas que já estão destruindo tudo. Estou escrevendo para o blog sentindo o coração dilacerado...

Parece que a ganância do ser humano não vê problema amanhã para os outros se ele pode agora ganhar muito.

Alguns amigos artistas conhecidos tentam fazer algo sobre Belo Monte e a imprensa não tem falado sobre o assunto. Haverá manifestação nesse sábado (20 de agosto) 13 horas no Masp. Veja o vídeo produzido por eles para verem se se animam a pensar sobre o assunto:


Esse ato é mundial, mas pouco tem-se falado.

Escrevi de supetão, meio sem pensar muito tendo o que fazer. Misturei política financeira, sociologia, futebol e Belo Monte apenas por pensar:



Insistindo no erro?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Coincidências



No fundo, penso que ela não exista e confesso que me tem acontecido uma série grandiosa de acontecimentos que poderiam me fazer achar que um sinal de algum outro plano astral estaria sendo-me dado, mas na verdade, penso que tudo acontece aleatoriamente, mas temos algo em nosso pensamento que faz com que focalizemos o que julgamos ser coincidente. 

Você entra no metrô e senta do lado de uma pessoa que está com o mesmo livro que você está em sua mão. Coincidência? Sim, claro, mas penso que foi mera obra do acaso, afinal, os outros milhares de livros que estão lendo (e lê-se muitos no metrô de São Paulo) não chamaria a atenção. 

Não se convenceu? Você estaciona atrás de um carro no semáforo e meio sem prestar atenção olha para a placa do veiculo que é exatamente um número superior ao seu. Coincidência? Se pensarmos como sendo o acaso novamente, sim. Matematicamente a possibilidade é de isso acontecer uma vez em 10 mil vezes, mas não teria você já estacionado atrás de 9999 carros, olhado despretensiosamente a placa e elas não chamaram a sua atenção?

O que na verdade tenho medo, é ver pessoas que procuram esperanças ou justificativas para suas ações através de sinal em que sua mente esteja buscando. 

Parece que precisamos encontrar âncoras para nossas esperanças para suportar as mazelas da vida e não penso que devemos perder as esperanças das coisas. Só não podemos canalizar as coisas em virtude delas. Isso vale muitas vezes para uma crença que se tenha, um talismã, um ritual, uma mania, um toc (transtorno obsessivo compulsivo), ou seja lá o que for. Isso serve inclusive para ditos livros de auto-ajuda. Quando cremos que algo exterior é o que vai determinar o que vamos fazer, sabotamo-nos por muitas vezes.

Existe um ditado que diz que nada acontece por acaso. Eu simplesmente penso que tudo acontece por acaso e não tenho a menor pretensão que pensem como eu. Ficaria feliz se soubesse que uma única pessoa tenha sentido uma pulga atrás da orelha. Alguém parou e pensou sobre outras possibilidades.

Na psicologia ações baseadas em interpretações de coincidências são chamadas de comportamento supersticioso.

Tente pensar nelas como obra do acaso. Não espere sinais e faça o melhor que você pode fazer no dia de hoje sem esperar os "tais sinais". Tenha o controle das ações em suas mãos e não transfira as responsabilidades para tais coincidências...

sábado, 6 de agosto de 2011

Making of

Ainda que de uma forma mais divertida. Essa postagem de hoje tem uma certa ligação com a de ontem quando o filosofar sobre o belo foi aqui proposto. Ainda nos tempos de faculdade vi um estudo de uma faculdade americana em que concluíram que em uma média, ouve-se 11 vezes uma música nova e você passa a aceitar. Isso é uma média que varia da complexidade da obra, passando pela apuração musical de quem a ouve, mas vários fatores entram em consideração como a pré-disposição para gostar ou não de um artista/estilo e mesmo os clipes acabam influenciando. Eu por exemplo, recordo-me de vários clipes em que vi tanto que quando dei-me conta estava gostando daquela música que antes não.

Muitas vezes quando entendem-se contextos e como foi feito determinado trabalho e você passa a já o olhar sobre uma nova ótica. Veja o pequeno curta abaixo:


E como a sua percepção pode ser fortemente alterada com o making of de algum trabalho:

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O que é o belo?

Ainda na faculdade, li um livro intitulado "Do belo musical" de Eduardo Hanslik. Ele defende o seguinte pensamento: «o comportamento dos nossos estados emotivos perante um belo qualquer é mais objeto da psicologia do que da estética». Esse livro nada mais é do que um questionamento filosófico sobre o que é o belo. 

O dito que algo é belo aos olhos de quem vê, é exatamente isso. Em outras palavras, quando estou aula de teoria musical, sempre falo que quando a pessoa diz que gosta de música boa, digo que a mim, ela nada me fala. Você por acaso conhece alguém que diz que gosta de música ruim? Música boa então sempre o é do ponto de vista pessoal. Digo para meus alunos que um único argumento serve-me para uma música. Se ela me toca ou não.

Como músico, penso que devo ter uma análise para perceber se a música tem uma rítmica, melodia e harmonia rica. Se os músicos em questão possuem técnica apurada, mas mesmo assim, todos esses pontos podem ser ricos e eu simplesmente não ser "tocado" pela música. Ou uma música com 2 acordes "me tocar".

A música em questão no vídeo abaixo é Forever Dolphin Love do Connan Mockasin. A música é longa e é usado um vocoder na voz, alterando o timbre original dela. Isso por si só, seria o suficiente para alguém não ser "tocado" pela música e esse argumento acaba sendo o único válido para mim. No entanto, embora a maquiagem do clipe caminhe de mãos dadas com o caricato e o roteiro seja surreal, não pode ser dito que não seja bem feito e que tenha tido uma boa produção por trás pensando nesse trabalho.

O clipe possui pouco mais de dez minutos e prendeu a minha atenção sobre como seria o desfecho e ainda que em uma situação hipotética e longe da realidade, ela me faz pensar e definitivamente gosto da arte inquietante e instigadora. 


Para quem gosta de detalhes, vale uma tela cheia.



domingo, 31 de julho de 2011

Musica pop

Só para os que não sabem. Tem muita coisa pop que adoro como Jamiroquai e o excelente clip abaixo, onde o chão de alumínio se movimenta, assim como as paredes. Gravado em tomada única, o vocalista da banda usa um tênis com imã no solado para facilitar sua performance:

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Formações inusitadas

Para quem costuma andar por aqui, sabe que bandas com formações inusitadas não é novidade alguma nesse espaço. O trio "Morphine" (sax, baixo e bateria), o duo "Death from above 1979" (baixo e bateria) ou mesmo o trio canadense "Crystal Castle" (sintetizadores, bateria e voz). 

Essas bandas nunca foram por mim retratadas por terem a formação inusitada, mas sim por terem uma identidade estética que de uma forma me agrade e obviamente que formações fora do convencional implicam em uma sonoridade diferenciada, mas não é o suficiente. Em uma conversa com amigos da área sempre brotam mais exemplos e dessa feita foi com a cantora Priscila Lavorato. Não apenas a música foi discutida nesse dia, mas de diversos temas, ela me mostrou "Musica nuda" (baixo acústico e voz):


E eu mostrei-lhe "One day as a lion" com sintetizadores e bateria fazendo cama para o vocal de Zack de La Rocha conhecido pelo "Rage against the machine".


Óbvio que não pensa que qualquer formação inusitada seja boa, mas tenho bons olhos para elas...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

E o salário...

‎"O erro que a maioria dos políticos eleitos comete é desconhecer uma das leis básicas da administração: Todo cargo, seja público, seja privado, é de total e irrestrita desconfiança. Infelizmente, todo colaborador, por mais amigo que seja, precisa ser tratado com certa dose de desconfiança." Stephen Kanitz.  

No entanto não é isso o que acontece no país do carnaval. Aqui acontece... carnaval. Não bastasse os míseros salários dados aos trabalhadores brasileiros, os impostos dos mais altos do mundo e não devolução para a sociedade com índices dos menores em investimentos na cultura, saúde, transporte público e etc. e temos a discrepância salarial daqueles que teoricamente deveriam servir a nação. Vale inclusive ver o vídeo por mim já postado sobre o parlamento sueco.

Enquanto discute-se a ética de quem tem o poder de conceder-lhes o próprio aumento, vejamos como o conhecido jeitinho brasileiro mascara o salário de nossos políticos. Segundo a revista Veja, o real salário aos congressistas nacionais gira em torno de R$130.528,33 a R$159.064,91 muito bem dissimulados por diversos subterfúgios. 

Além do registrado na folha de pagamento, os 81 senadores, por exemplo, têm direito à verba indenizatória de 15 mil reais, verba para transporte aéreo de até 27 mil reais, cota de telefone fixo (1.000 reais), celular (ilimitado), auxílio-moradia (3.800 reais), combustível (520 reais), entre outros benefícios. A quantidade de cotas extras, planos de saúde ilimitado, 13º, 14º e 15º são apenas alguns sinais da sangria brasileira. VALE VOLTAR NO LINK DA VEJA.

Já na Isto é, vemos o seguinte quadro abaixo mostrando os candidatos buscando uma vaga no Tribunal de Contas do Município. Outra vez, a matéria está linkada para quem quiser saber um pouco mais.

Para piorar, atitudes amorais em um sistema falido que só serve para quem já está lá por cima é mostrado outra vez na revista Veja. Tráfico de influências facilitando a vida por motivos nem um pouco profissionais. 

Infelizmente vejo que nosso sistema é completamente falho e corruptível. Se tivermos alguém de ma fé por lá então... 

Para finalizar, deixo o filósofo francês Deleuze falando sobre o poder.



O que mais me entristece é ver os brasileiros perdendo a capacidade de indignação...

E o salário ohhh - parafraseando o personagem do professor Raimundo.