terça-feira, 20 de abril de 2010

A insustentável leveza do ser

Nesta obra-prima de Milan Kundera "A Insustentável Leveza do Ser" visitamos a cidade de Praga (Tchecoslováquia), em plena invasão russa. Um romance com pitadas de Nietzsche, Parmênides de Eléia, Sartre e pessoas normais.


 
O livro foi publicado em 1984 e em 1988, Fhilip Kaufman, dirigiu o filme que levou o título de The Unbearable Lightness Being. Trata-se de um romance aparentemente comum, contando a história de Tomas e Tereza e seus casos e descasos em uma das maiores obras-primas de todos os tempos, no quesito literatura-filosófica-história-romance.


Kundera constrói Tomas, um personagem que se recusa a carregar o peso da vida, vivendo sem nenhum compromisso com quaisquer problemas sejam de ordem política, nas relações amorosas, enfim, o personagem escolhe ser “leve”, ou seja, livre. Mas Kundera nos leva aos poucos à meditação Nietzscheana, quando pondera sobre o Eterno Retorno, teoria que prevê o angustiante vazio para quem assume levar uma vida linear, longe de buscas e aventuras.

Kundera utiliza-se desta metáfora para construir a relação de Tomas com Teresa, porque Teresa é uma moça simples, do Interior, enquanto Tomas é um rapaz rico, médico renomado e muito bonito. Mas ainda existe Sabina, mulher com quem Tomas mantém uma realação amorosa de liberdade longe dos padrões pré-estabelecidos. Esta mulher é como se fosse a versão feminina do personagem, mas isto longe de ser apenas a história de um triângulo. Até por que outros amores misturado com história, com arte, com cultura aparecem. A fotografia é simplesmente perfeita. Não fosse a revolução, não fossem aspectos autobiográficos do próprio Kundera misturarem-se com as vidas de Tomaz e Sabina, não fosse um simples espelho e um chapéu, bem como as fotografias de Tereza, o filme seria apenas uma tela preenchida com lugares-comuns, e o livro do escritor checo ganharia contornos de vulgaridade. Mas, felizmente, os simples pormenores ajudam sempre a criar as coisas mais belas.

Comparado ao "Último Tango em Paris" quando saiu, esse filme na verdade mostra a vide de pessoas nomais e suas complexas possibilidades. Creio que pode ser uma boa pedida para quem acha que o mundo não é feito apenas de monstros, bombas, guerras, heróis e aliens...



É apenas o que eu acho...

4 comentários:

  1. Li o livro e gostei do filme tb. Acho que vale a pena ler e assistir.

    ResponderExcluir
  2. Eu li esse livro há 11 anos atrás, e confesso que nunca me esqueci dele...me fez refletir muito sobre o sentido da vida...vale a pena ler...

    ResponderExcluir
  3. ana paula magalhães29 de novembro de 2010 23:55

    Esse foi o primeiro livro que eu li espotaneamente.E foi muito marcante, pq eu o li por acaso , e fui adorando a história...Eu nem sabia muito o sentido das coisas que continha nele.E por isso quase 12 anos depois o reli. È muito bom.

    ResponderExcluir
  4. Bom.. ja faz um tempo q o nome desse livro nao sai da minha cabeca.. como se fosse uma perseguicao.. Procurando mais sobre ele, achei seu blog.. Consegui uma visao mais panoramica a respeito e achei bem interessante! Assim q eu terminar de ler, volto pra postar minha opiniao! Obrigada! ;)

    ResponderExcluir