quarta-feira, 28 de julho de 2010

Caleidoscópio XIV

Aquilo era um tanto quanto óbvio, mas sentiu o choque da decisão. Qual problema havia em aguardar o final da copa para regressar? Havia voltado antes apenas por não ter se lembrado, mas pensando, chegou a conclusão que de fato, estava saltando caprichosamente em busca de momentos fúteis. Pior, alegrias fúteis. Se a idéia inicial era nobre, desviou-se por completo pelos jogos de duas copas. Por um breve momento decidiu que veria a copa em questão e regressaria um pouco mais para frente em 2002, visto que ele ainda não havia conhecido Luciana.

Sentiu sua mão direita queimando e quase larga o pergaminho no chão. Por um momento esquecerá dele. Abriu-o novamente e a frase parecia cobrar um posicionamento dele:

Adiar o que deve ser feito é inteligente?

Estava claro. Deveria abrir mão de ambas as copas. Pensou que se abrisse mão apenas da de 2002, já seria uma evolução. O calor que fez-se presente em sua mão novamente o desencorajou. Não foi sequer preciso abrir o pergaminho. A frase martelava sua cabeça: Adiar o que deve ser feito é inteligente? Abdicar da de 2002 era muito mais fácil. Ele se recordava da copa e era sim um mero capricho, mas a de 2010. A vontade era muito grande, mas sim, era um mero capricho e viver era na verdade lançar-se rumo ao desconhecido e enfim decidiu-se voltar para 2002 depois da copa, mas viver não era lançar-se rumo ao desconhecido?

Toc toc toc ouviu as suas costas.
— Tudo bem com você aí dentro?
— Hã?...é...sim...to saindo. — Abrindo a porta de uma forma tão atabalhoada que quase acerta seu companheiro. Não se tocou, mas devia estar ali uns vinte minutos. Procurou não dar-lhe maiores explicações, pois sentia que seu amigo estranhava sua reação. Passou na cozinha, bebeu um café e ficou pensando que deveria voltar para 2002 após a copa e viver  a vida normalmente para ver a copa de 2010 sem saltos no tempo. Um copo de água e notou que o pergaminho não estava em sua mão. Voltou ao seu computador e a vontade de urinar agora era latente.



 Foi distraído pelo pergaminho e não havia urinado a primeira vez, mas uma ida ao banheiro naquele momento poderia ser esquisito. Não pensou duas vezes. Abriu a gaveta e pegou o caleidoscópio, ajustando a data para 1 de setembro de 2002. O que desejou realmente era que estivesse perto de um banheiro nesse novo salto...



Continua...

terça-feira, 27 de julho de 2010

O circo da Fórmula 1...



Quando eu era pequeno, não entendia essa expressão. Circo me lembrava animais, palhaços e malabaristas, mas sempre gostei de esportes e alguns me atraiam mais do que outros. A fórmula 1 sempre foi um deles, afinal, vi Piquet e Senna. Levantava a hora que fosse para ver as corridas. Sem contar a constelação que corria contra eles (Niki Lauda, Alain Prost, Nigel Mansell). O próprio Lauda disparou contra Alonso após o incidente: 'Ele mostrou que não tem caráter'. Chegamos em 1994 e nosso Senna deixa a cena. Os anos que se seguiram estava eu lá, acreditando que um brasileiro poderia ser campeão, mas um certo piloto alemão começou a escancarar uma marmelada quando Barrichello quase para o carro para Schumacher vencer outra das milhões de provas que ganhou praticando "bulling" dentro do circo.

Minha vontade de ver tal esporte começou a despencar vertiginosamente, mas ainda acompanhava. Alonso já promoveu o fim da carreira de Nelsinho Piquet com aquela palhaçada do ano passado e fosse anulado o resultado daquela prova, Massa seria campeão daquele ano. Na corrida em questão, Hamilton chegou em sua frente. Até que chegando no ano de 2010, vi-me completamente desmotivado. Vi apenas uma corrida nesse ano e a "lei de Murphy" coloca-me frente o televisor nesse domingo pela segunda vez justamente nessa corrida patética. Não há o que eu possa acrescentar sobre as provas da corrida que já não tenha sido exposto. Para mim, fica apenas o entendimento da expressão circo da fórmula 1.

Existem "animais" ali fazendo "palhaçada" e deixando Barrichellos, Nelsinhos e Massas fazendo "malabarismos" frente os jornalistas por que se falam algo, são expulsos do circo. Infelizmente gostaria de lembrar de caso contra outros pilotos para não parecer coisa de brasileiro frustrado e ficarei muito grato se alguém souber de outros exemplos. Só sei que esse esporte ficou muito distante das coisas que quero ver para a minha vida.

De fato, é um circo...




segunda-feira, 26 de julho de 2010

Caleidoscópio XIII

Acompanhando a taquicardia, sentiu um tremor em suas mãos. Apesar do nervosismo, conseguiu achar engraçado o batimento cardíaco acelerado se compassar com a música que ouvia-se perto. Ficou parado alguns segundos com os olhos petrificados no conhecido artefato. Caminhou 7 ou 8 passos e de posse do pergaminho resolveu ir ao banheiro onde fizera o salto pela primeira vez. Entrou em no pequeno box e hesitou entre sentar ou não no vaso para ler. Em pé pensou que se estivesse em sua casa, sentaria. Desenrolou finalmente e leu:

Esse pergaminho só reaparece para você por mau uso.
Saiba como usar o caleidoscópio e não desperdice o seu tempo.

Duas frases curtas que o fizeram pensar. Ao menos, deixou o pergaminho na caixa d'água  do vaso sanitário, por saber que ele desapareceria. Pelo resto da tarde, concentração foi o foco inatingível. Sentia-se letárgico e quando finalmente deu a hora de ir, foi beber água na cozinha, enquanto promovia alguns simples alongamentos. Em seguida foi ao banheiro se perguntando o que estava fazendo de errado e entrou no mesmo box dos 3 que ficavam lado a lado, apenas para certificar-se que lá não mais estaria o pergaminho. Estava correto e pensou que ao menos já entendia melhor como acontecia algumas coisas.

Esse foi seu pensamento dominante enquanto dirigia. 


Mesmo no supermercado fazendo compras, ou em casa era o que estaria fazendo de errado. Já cama e ainda com tal pensamento, percebeu que o sono não vinha. Sua cabeça fervilhava. Seria capricho seu ficar saltando no tempo para ficar vendo partidas de futebol apenas por gostar? Quando o dia finalmente começava a clarear, adormeceu e quando o despertador tocou, sentia-se exausto, mas apesar de continuar com o pensamento a lhe martelar, conseguiu agir com muito mais foco. Tudo parecia normal e acompanhou os jogos da copa e decidiu-se que assistiria até o fim da copa sem dar mais nenhum salto no tempo, para finalmente voltar para 2002. Essa certeza deu uma guinada total em sua cabeça e no segundo jogo estava completamente esquecido dos pensamentos que lhe intrigaram por tanto tempo. O dia era absolutamente normal, com as pequenas coisas do dia acontecendo de uma forma natural. Até a ida ao banheiro era definitivamente normal. O problema foi que ao entrar no mesmo box (e por mero acaso dessa vez), Visualizou novamente o pergaminho. Milésimos de segundo antes da taquicardia visitar-lhe, disparou o grito pela faxineira:

— Duuuuuuulce.
— Pois não — Chegou arfando a pequena senhorinha que trabalhava ali.
— Esse banheiro foi limpo hoje? — Escondendo em seu bolso o pergaminho.
— Sim senhor. 7:30h, antes de vocês chegarem, mas me desculpe, o que foi que eu fiz?
Dois companheiros de trabalho chegavam para ver o que havia acontecido e ouviram-no responder:
— Nada Dulce. Nada demais. Quero apenas parabenizar você pelo serviço que você faz. Esse banheiro está impecável.

Era possível notar nos 3 um relaxamento muscular nos ombros. Ela agradeceu com um sorriso um tanto constrangido e ele pediu licença para usar o banheiro. Sua vontade de passar no banheiro que era até então real, pareceu sumir, mas ele pode notar algumas gotículas de urina no vaso ou no chão e um leve odor que desaprovava por completo a reação que havia tido. Se fosse ao menos no horário de entrada, mas o pergaminho pareceu pulverizar esse pensamento. Em menos de 24 horas estava com o objeto que acreditava que não mais veria. Desenrolou e leu uma única frase. Menor ainda e mais desconcertante.

Adiar o que deve ser feito é inteligente?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Quando a brincadeira fica séria

Quando era pequeno, quis ser jogador de futebol. Cresci um pouco e percebi que não dava para continuar brincando para viver disso. Passei a me voltar para o lado da música, mas ela virou trabalho. Quase perdeu a graça rsrsrs. Comecei a escrever...mesma história. Ao começar esse blog, uma conclusão: Cuidado com seus hobbies. 


Essa brincadeira também cresceu. Como escrevo sobre abrangentes temas, consigo perceber qual assunto me dá maior retorno quanto aos comentários. Infelizmente é quando falo besteira partindo para o humor. Não cederei(-me) a essa tentação e a idéia é discutir sobre arte e toda a filosofia envolto ao tema.


Por hora, apenas a novidade na roupagem do blog e a ferramenta "links para esta postagem" no final, onde você pode compartilhar o que por aqui acontece. Por hora é isso...e compartilhem...











sexta-feira, 16 de julho de 2010

Concurso gata molhada

Sei que não costumo postar coisas do tipo e se vc quiser, basta sair do blog sem descer para olhar, mas eu não resisti. São gatas demais.









































































Escolheu a sua?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Efeito pós copa


— Eu escuto vuvuzelas.
— Com que freqüência?
— O tempo todo.


domingo, 11 de julho de 2010

Espanha ingressa seleto clube


Começando por Alemanha 3 x 2 Uruguai. Confesso que embora a Alemanha tenha apresentado um futebol mais vistoso, torcia pelo time uruguaio pelo simples fato que a Alemanha em toda copa chega. É impressionante o seu aproveitamento. Já para o Uruguai, é um renascimento ao melhor estilo Fênix renascida das cinzas. Klose que poderia alcançar Ronaldo, sequer jogou.

Quanto a nossa inédita final, vale lembrar que me pareceu uma copa final. Foi a primeira que não tinha Brasil, Argentina, Alemanha ou Itália

Escrevi um tempo atrás que as copas de 66 e 98 foram copas "estranhas". Por hora, essa copa me pareceu uma copa estranha. Só o tempo nos dirá. Uma copa com final pouco provável, uma copa com Jabulanis ao invés de bolas (toda copa as bolas tem nome) e que ainda mudou de nome para Jobulani no jogo final. Uma copa onde não se ouvia os cantos das torcidas e sim vuvuzelas. Uma copa onde pela primeira vez o país sede não passou da primeira fase. Uma copa em que uma selação que não consegue vencer ninguém foi a única a vencer a campeã (Suiça na primeira 1ª rodada da 1ª fase). Uma copa que não teve um artilheiro e sim um grupo com 5 gols (Müller, Forlán, Villa e Sneijder). O melhor jogador da copa (Forlan) sequer esteve na final e se procurar vai ter mais. Apenas um certo polvo sabia de tudo.


Quanto ao jogo em si, existem inúmeros comentaristas, matérias, programas e postagens do tipo e procurei observar algo além. Parabéns ao selecionado espanhol e talvez a Holanda fique marcada para a história com a Tchecoslováquia e Hungria que mereciam, mas não levaram o título. 

Umas das graças das copas é que elas tem o poder de alterar os compromissos de milhões de pessoas ao redor do mundo a cada 4 anos. Daqui a 4 anos poderemos ter uma sensação melhor dessa copa e agora podemos começar a contagem regressiva para a copa do mundo de 2014. Sendo país sede, já estamos automaticamente classificados, sem passar pelas eliminatórias. Espero que alguém em 2014 possa falar que ainda lembra dessa postagem como se fosse ontem. Obviamente que este blog não tem um respaldo de um grande meio de comunicação e provavelmente ninguém dirá...é apenas o que eu acho...

sábado, 10 de julho de 2010

Um artista que nos desconcerta


Por vezes aparece um artista que nos desconcerta por completo. Veja as fotos abaixo:




Consegue encontrar diferenças? mas saiba que o desenho tem 5,5 metros.



Levou 3 dias para ser concluído.
Apenas uma caneta é utilizada no processo.

O impressionante é que Stephen Wiltshire, um artista autista, o fez após sobrevoar a cidade de Nova York de helicóptero por apenas 20 minutos.


Acho que não adianta eu falar mais nada depois disso.


É apenas o que eu acho...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Palíndromo





Não sabe o que é? 
Então apelemos para a imagem de um palíndromo:



Ok, a piada foi péssima. Tecnicamente um palíndromo é uma frase ou palavra que mantém o mesmo sentido quando lida de trás pra frente. O mais famoso talvez seja "Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!", mas eles podem ser mais elaborados como: "Reverta é verbo, O vivo breve é, Sabe bem ama-lo o Lama, Me beba se é verbo vivo, O breve atrever." (Rogério Duarte Filho).

O maior no entanto em língua portuguesa é esse texto no qual o título já é um palíndromo:


É na tropa do avô novo no vão da porta né

O namoro vivo da Regine Roda na bacana cabana da casa da tropa nada romana. Ele visível é, e é o novo vodu do vovô (no caso dono do casaco do anão bobo), é torto e voa, né. Nila Maíra gaga era. Se caga Cesária má. Mara viu; Ema ri; Vovó vê. A mamãe, o tio réu (que Clara leva), o Adão, Ana, o Leo, viajaram ao além à pé, e nós, de navio. Dario com Leno e Leonela tirana, esmagam-se. Mata-me, se a Leon a Mãe se opõe. Ane lê: a Cira sem Ana, já via (com a moça Lea), Iraci falar: “a Plácida Razera do azar é razão da reza por prazer”. A rica alemã baba na mão. Vão, mas é do anão o linotipo. Dezoito moços no sol Eno viu corado, revelar a saliva. Doida vovó vê Vera torta a trote. Viva ! Diva da dívida da vida vê a ema da madame à Eva. Diva da dívida da vida vive torta a trotar e vê vovô vadio da Vila Sara, leve, rodar o cu; Ivonel o sonso, com o tio Zé do pito, Nilo o anão de Samoa, voam. Ana baba; mela Acir a rezar pró paz. Era do azar é razão da reza radical. Para lá ficaria ela com a moça Iva já na mesa. Rica é Lena e se opõe a Manoela e se matam. Esmagam-se Ana Rita, Leno e Leonel. Moço irado, Ivan Edson é. E Pâmela o amará. Já Ivo (Eloá não), Adão, a velar, Alceu quer. O Ito e a mamãe, vovó viram e uivaram. A Maíra se caga. Cesar e a gaga riam. Aline não vê o trote. O bobo anão do casaco dono do saco novo, vodu do vovô Noé é ele. Visível é a namorada na porta da sacada na bacana cabana do Reni gerado vivo romano.


Tem 309 palavras, com mais 11 do título (igualmente um palíndromo), totalizando  320 palavras.

Foi publicado no edição nº 11.109 com data de 05/05/09 do jornal Diário Popular de Curitiba – PR.

Ziro Roriz é um palindromista  cujo nome também é um palíndromo, mas saiba que o maior palíndromo do mundo é de autoria de Peter Norvig com 17256 palavras. Ele foi concebido na seguinte data: 20:02 20/02 2002. Se vocês repararam, esta foi uma data palíndromo. Dia 20 de fevereiro de 2002, as 20 horas e 2 minutos.


Por vezes você pode pensar que isso é cultural inútil, mas em um esforço magnânimo e colossal. Depois de muito pensar, consegui criar um que resume como me sinto no momento:

Oco



É apenas o que eu acho?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Caleidoscópio XII

Acreditava ter encontrado a hora que saltava no tempo e sabia que sempre demorava algum tempo para saber o que havia acontecido. Não entendia apenas como lembrar de coisas não vividas e esquecer de coisas inesquecíveis. Dessa vez não passava mal por ter voltado em uma hora em que estava dormindo, logo o período de ajuste deu-se quando ele dormia e pensou que era a melhor forma. Assistiu Holanda 2 x 1 Eslováquia e quando foi anotar em sua tabela espantou-se. Sua letra grafava todos os jogos até ali e batia com a lembrança que ele tinha do que não havia vivido. 


Nem pestanejou, pegou o caleidoscópio e conferindo a tabela da copa, viu que o jogo do Brasil havia sido dia 15. Foi ajustar o calendário e alguns segundos depois lembrou de Brasil e Chile. Desistiu de voltar e quis adiantar no tempo para ver logo o jogo contra o Chile e voltar para ver o que ele lembrava sem ter visto contra a Coréia do Norte. Deu-se conta que não conseguiria chegar mais perto do jogo e teria que esperar. Foi uma espera angustiante e ele teve certeza que não era exatamente pelo jogo, mas pelas possibilidades que se abriam em sua cabeça. Deitou e ficou pensando. Sentia-se extremamente cansado.


Viu-se dentro de seu carro.
Chovia forte.
Não conseguia andar com o forte congestionamento.
Viu então o carro de Luciana e ela também o viu.
Emparelharam os caros, abriram a janela e finalmente depois de anos, o grande beijo.





O telefone toca e ele acorda ainda mais confuso se possível fosse. 


Pegou seu carro e correu para a redação do jornal onde assistiria o jogo e não podia ter sido melhor. Brasil 3 x 0 Chile e enfrentariam agora a Holanda. Agora sim podia voltar para ver Brasil e China. Isso era muito melhor do que voltar ao trabalho naquele momento e chegou a pensar na possibilidade de sempre saltar o trabalho. Pegou o caleidoscópio que já estava com a data desde depois do jogo da Holanda para o seu novo destino temporal. Alguns segundos depois estava ele na mesma sala. O mesmo sofá vermelho, a mesma tv ligada. Mesmos móveis e o mesma confusão. Pessoas comemorando e a televisão o ajudou a entender o que estava acontecendo ao ver comentáristas analisando o primeiro jogo do Brasil na copa. Brasil 2 x 1 Coréia do Norte. Deu-se conta então de que esquecera que ele se desloca exatamente na mesma hora e como havia ficado para ver algo que lhe fugia a mente, voltou outra vez depois do jogo. O que o aterrorizou pela primeira vez, foi a certeza que toda vez que ele voltava, não lembrava de coisas para frente. Já não sabia mais nada do jogo contra Costa do Marfim ou Portugal. Pegou sua tabela completa apenas até aquele momento. Anotou o placar do jogo do Brasil e pensou em saltar para os jogos de Costa do Marfim e depois Portugal na seqüência. 


Eis que a taquicardia que não o atacava fazia um certo tempo fez-se presente quando ele viu o pergaminho perto do caleidoscópio. Qual o motivo do pergaminho ali?








Continua...

Campeã inédita



X  






Apenas mais um jogo nos separa da seleção que ostentará por 4 anos a faixa de atual campeã mundial. A última vez que duas seleções sem títulos decidiram a copa, foi em 1978 onde a mesma Holanda cedeu frente o time Argentino. Aliás, o "Carrossel holandês" revolucionou o futebol na década de 70 chegando na final de 1974 também. Já a "Fúria" que é como é conhecida a seleção espanhola chega em sua primeira final, apesar de sempre vir credenciada com um bom time. 

De antemão, sabemos que a Europa terá agora dez títulos frente os nove da América do sul visto que ambas as seleções são do velho continente. Segunda final consecutiva entre os europeus. Fato acontecido apenas nas copas de 34 e 38. Sul-americanos decidiram já, mas não por duas vezes seguidas como agora.

Uma outra particularidade dessa copa é que teremos um campeão de fora do continente. Fato alcançado apenas pelo Brasil em 58 na Suécia e 2002 com a copa asiática. 

A verdade é que a lógica do futebol parece ser a de não privilegiar a lógica. Por mais entendido que alguém possa ser, não vi ninguém prever Holanda e Espanha na final. Um ou outro sim, mas os dois não. Raramente por sinal, o melhor ganha e tirando o patriotismo numa análise apaixonada por um futebol vistoso de se ver, digo que teríamos a Alemanha em primeiro, seguido de Holanda, Argentina e o Brasil apenas em quarto lugar. No entanto, não é a minha opinião que vai entrar para a história. 

Queria apenas ressaltar que o que me alegra ao final dessa copa é que excetuando o time do Chile que jogava pra frente e caiu nas oitavas e o Paraguai que jogou baseado na defesa e passou até as quartas, privilegiou-se os times com propostas ofensivas. Até a Alemanha que sempre mostrou um futebol de resultados mostrou-nos um futebol com desenvoltura. Pela primeira vez na história gostei de ver um time germânico jogando e sentindo a sua eliminação pelo futebol jogado. No final, sou um romântico e gosto sempre do futebol mais poético. Talvez por isso eu torça para a "Laranja mecânica". Que a minha vó (espanhola) não veja essa postagem...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

George Carlin

George Denis Patrick Carlin nasceu no dia 12 de maio de 1937 em Nova York e nos deixou em 22 de junho de 2008. Comediante, ator e autor, foi um pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social. 


Se pesquisar sua obra, vai ver que existe muito mais coisa do que o que vou dizer agora. Na verdade, não digo nada. Apenas repasso um pensamento dele:






O Paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.



Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.




terça-feira, 6 de julho de 2010

Agenda cultural




Para os mega boêmios do qual o final de semana começa quarta-feira, segue algumas boas pedidas:



*Quarta-feira, 07 de julho de 2010
Les Responsables no Tapas Club - São Paulo - 22 horas
Rua Augusta, 1246
R$10,00 consumíveis

Tonanni e Lavorato no Nine - São Paulo - 21 horas
Alameda Itú com Consolação
Valor não informado

*Quinta-feira, 08 de julho de 2010
Kafka show no Inferno Club - São Paulo - Meia-noite
R. Augusta, 501 - Consolação
R$15 lista R$20 sem lista e mulher grátis

Priscila Lavorato no Brooklyn Restaurant - São Paulo -21 horas
Rua Baltazar Fernandes, 54 - Brooklin - CEP: 04583-020 - São Paulo - SP - Tel: (11) 5533-4999
Valor não informado
*Sexta-feira, 09 de julho de 2010
Cérebro Eletrônico no Oi Futuro Ipanema – Rio de Janeiro - 21 horas
Rua Visconde de Piraja, 54
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)






Priscila Lavorato no Brooklyn Restaurant - São Paulo -21 horas
Rua Baltazar Fernandes, 54 - Brooklin - CEP: 04583-020 - São Paulo - SP - Tel: (11) 5533-4999
Valor não informado



*Sábado, 10 de julho de 2010
Cérebro Eletrônico no Oi Futuro Ipanema – Rio de Janeiro - 21 horas
Rua Visconde de Piraja, 54
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Felipe Cazaux no Santuário bar e restô - Fortaleza
Rua Joaquim Nabuco, 1263
Lista - R$5,00 (vale capirinha)
Porta - R$7,00



Priscila Lavorato no Brooklyn Restaurant - São Paulo -21 horas
Rua Baltazar Fernandes, 54 - Brooklin - CEP: 04583-020 - São Paulo - SP - Tel: (11) 5533-4999
Valor não informado


*Domingo, 11 de julho de 2010


Cérebro Eletrônico no Oi Futuro Ipanema – Rio de Janeiro - 21 horas
Part. especial de Lucas Santana
Rua Visconde de Piraja, 54
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

*Terça, 13 de julho de 2010
Jorge Sampaio Tupiniquim- Stúdio SP - São Paulo - 22 horas
Rua Augusta, 591
Grátis

Dudu Tsuda - Stúdio SP - São Paulo - 00 horas
Part. especial Tatá Aeroplano
Rua Augusta, 591
Grátis



CONSULTE ANTES SE NÃO HOUVE ALTERAÇÃO NA PROGRAMAÇÃO




Battle of Branchage

Na verdade essa postagem de hoje está completamente relacioanada a de ontem. Um grande amigo e artista (Rafael Beznos) mostrou-me esse após ver o vídeo do dia anterior.









Vale a pena dar uma clicada no nome dele e conhecer o seu trabalho.




Se não é apenas o que eu acho, divulgue...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Inusitado

Direção de arte e visual: Deniz Kader – Candaş Şişman

Música: Görkem Şen



Lógico que um trabalho magistral desse tem uma grande equipe por trás. Não resume-se aos nomes que eu apresentei. Fiz questão de não dizer que o vídeo tem 15 minutos pela grande pressa que existe no mundo hoje. Quase ninguém veria. Você viu?

Difícil classificar esse trabalho.



É apenas o que eu acho...

domingo, 4 de julho de 2010

Tudo é relativo

A maioria das pessoas adora viajar. Dependendo da circunstância eu posso apreciar uma também, mas ela normalmente está relacionada ao meu trabalho. Sempre são cansativas e com uma pilha de equipamentos para levar de um lado para o outro. Normalmente é o famoso bate e volta (chega em uma cidade, passa o som, toca e volta). Nessa última viagem, foram duas madrugadas de viagem que termina por cansar ainda mais...

Preciso dormir.