terça-feira, 30 de março de 2010

Cheiro de jazz escorrendo pelo chão


Um segundo
Uma expectativa
Uma projeção

Outro segundo
Um descuido repentino
E o equilibro se desfaz

Rompe-se um frasco

Cheiro de jazz escorre pelo chão 



segunda-feira, 29 de março de 2010

grafite

Bom, antes de tudo já ouvi jornalista dizer que isso não é arte e sim expressão de marginais, mas se existe uma expressão de arte mais antiga do que essa que tem origem no período paleolítico que estendeu-se por volta de 50.0000 a 18.000 a.C.


Arte rupestre ou pintura rupestre é como ficou conhecido essas primeiras manifestações na vida dos homens do período pré-histórico Encontradas nos tetos e paredes das escuras grutas, descobertas por acaso, situadas em fundos de cavernas. Imitavam a sua relação com a natureza com o máximo de realismo, a partir de observações feitas durante a caçada.

O nome grafite que conhecemos, origina-se no império romano sobre as inscrições feitas em parede e para chegar na pichação foi um pulo, mas já por volta de 1968 com o movimento contracultural, ela adquire caráter poético-político em Paris e por que não dizer de contravenção? Mas daí resumirmos que todo grafite é marginalidade, parece-me uma visão estreita. Vou mais longe, pode até ser, estar dentro de um conceito fora da ordem e mesmo assim continuar sendo arte. Arte é uma coisa e marginalidade é outra. 

O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas. O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Engana-se no entanto quem acredita que o nosso grafite resumiu-se a copiar a arte vinda dos guetos americanos. Ele ganhou personalidade e é visto como um dos melhores grafites do mundo na atualidade.
                                                                                                                      


                                               
Esse grafite acima encontra-se em Olinda e na minha visão, não há como enxergar isso apenas como vandalismo e se assim fosse, alguns museus pelo mundo não abririam seu espaço para eles exporem seus trabalhos. Existem alguns grafiteiros renomados mundo afora e que vivem se sua arte.



Esse outro exemplo pode ser visto na Alemanha e se você der uma pesquisada, encontrará grafite por todo o mundo e finalizamos com uma outra nos Estados Unidos homenageando Frida Kahlo. Bom, respeito para quem continuar entendendo que isso não seja arte, mas eu enxergo-a como.






É apenas o que eu acho...







sábado, 27 de março de 2010

Notívagos



Pessoas que afeiçoam-se à noite. Muitas vezes tido como boêmio, mas existe uma diferença. Todo boêmio é notívago, mas o contrário não é necessariamente verdadeiro. Existem os notívagos que preferem ficar em casa, lendo, estudando, e de uns tempos para cá existem muitos que ficam na internet.

Definitivamente a noite é mais calma, a temperatura é mais amena. Tudo é mais silencioso. Eu já tive problemas por ter que fazer compras por volta das 20:00H, onde você passa meia hora pelo menos, apenas na fila. Prefiro ir fazer compras por volta das 3:00h da manhã. Tenho a sensação que o supermercado foi aberto para mim. Não existe trânsito e não há problemas para estacionar.

Até aí, parece apenas desculpas de vagabundo, mas para socorrer-nos, os notívagos são pessoas que possuem um  "relógio interno " , ou metabolismo, ou seja, a forma como seu corpo gerencia a sua energia, regulado para uma atividade predominantemente noturna...Não que só funcione ou agite mais à noite, mas preferencialmente...



Alguns animais são naturalmente notívagos como morcegos ou corujas e todo notívago que tenha um gato em casa, sabe o quanto eles adoram andar com você de noite pela casa. Muitos de nós naturalmente, ou por força da profissão, somos notívagos... produzimos mais à noite e descansamos mais de dia e isso pode sim ser um problema para com aqueles que você convive. e se alguém chamou você de notívago....deixa para lá... não há problema algum...e provavelmente falaram isso querendo chamar você de vagabundo.



É apenas o que eu acho...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Outsiders


Essa expressão é utilizada por aqueles que se sentem deslocadas da maioria das outras pessoas. Não seguem seus padrões e comportamentos. Não gostam de ser rotuladas e não fazem política de boa vizinhança para aumentar sua aceitação perante o próximo.

Observadores natos, mas muitas vezes solitários, eles podem viver em seu próprio espaço e causar estranhamento aos que o cercam por serem considerados excêntricos. Isso muitas vezes causa um sentimento de transtorno nos "outsiders". Freqüentemente vão ao cinema, ou a outros locais só.

A arte acaba sendo um lugar de grande vazão para essas pessoas que sentem-se afastadas do cotidiano convencional. Em outras profissões fica extremamente complicado externar seu pensamento, suas idéias e seu mundo. Na arte encontram espaço para sua visão particular e chegam a ganhar respeito e seguidores mesmo possuindo uma estética diferente, mas conviver com eles não é necessariamente fácil. Por vezes são de difícil temperamento e suas vidas amorosas podem ser conturbadas. No final, fecham-se por não se adaptarem as regras e estruturas da sociedade, ou no mínimo, não aceitarem tais regras.

Não acho que se definir como um "outsider" seja necessariamente bom. É apenas uma constatação de que somos assim e isso pode fazer com que consigamos viver de uma forma um pouco mais harmoniosa. Isso não é uma questão de modismo, ortodoxia ou mesmo jargão. É apenas a constatação da diversidade humana. 


É apenas o que eu acho...

terça-feira, 23 de março de 2010

Andy Warhol

Poucos artistas conseguiram unir a sua arte com o universo pop de uma forma eficiente assim. Aliás, ele é lembrado como o pai da "pop art". Andy tem uma mostra de seu trabalho na Pinacoteca de São Paulo, que recebe a exposição  “Andy Warhol, Mr. America” dos dias 20 de março e 23 de maio. 

Pintor, fotógrafo, diretor de cinema, agenciador de banda de rock, também criou em mídias como o cinema, fotografia e instalações, sempre com um caráter transgressor. Nas artes plásticas alcançou uma popularidade impressionante e mesmo pessoas não tão adeptas das salas de exposição são capazes de reconhecer como é o caso da série sobre Marilyn Monroe.


A exposição mostra as séries mais conhecidas do artista, como os retratos de Jackie Kennedy  e de Marilyn Monroe, além das imagens das latas de sopa Campbell. Mas espaço para as obras mais obscuras de Warhol, como a série “Death and Disaster”. Fomos brindados na realidade com uma grande exposição que conta com 170 obras de Andy Warhol, passando  por pinturas, gravuras, fotos, instalações e filmes.

Vale lembrar que o preço está bem popular. R$6,00 a inteira e R$3,00 meia entrada, com entrada grátis aos sábados. 




Essa é uma de suas últimas obras. Um óleo monumental, de 2,74m.

Muitas vezes noto que não gosto das coisas populares, mas daí aparecem os Andy, Beatles e outros artistas extremamente "pop" e que adoro. Daí, noto que gosto de identidade. 


É apenas o que eu acho...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dream Theater




O show estava marcado para 22 horas. Chegando ao Credicard Hall 21:08h deparei-me com uma fila monstruosamente absurda, sabendo automaticamente que a pontualidade seria desrespeitada. Passado esse primeiro transtorno, damos de cara com uma pista que deve ter esse nome apenas para onerar o ingresso, visto que a muvuca e a quantidade de pessoas, dava um ar de geral ao local. E sobre o atraso, estava certo. Meia hora para que o quinteto americano pudesse brindar seus seguidores (isso mesmo, seguidores).

Segunda vez que via ao vivo a performance da banda e sendo assim, eu tinha um referencial do segundo show de 2005 do qual fizeram um show de 3 horas, no qual tocaram o aclamado "Scenes from a memory" por completo no bis.

Abriram a noite com "A nightmare to remember" e a massa veio abaixo. " A rite of passage", "Hollow years". Chega o momento solo de Jordan Rudes que foi avassalador como sempre. O cara consegue se destacar e evoluir constantemente.

O set por sinal ficou assim:
A nightmare to remember
A rite of passage
Hollow years
Solo de Jordan
Prophets of war
Wither
The dance of eternity
One las time
The spirit carries on
Pull me under/Metropolis pt.1
The count of Tuscany

Tecnicamente, como sempre, afiados. Provavelmente melhores. O homem das teclas continua surpreendendo. Ainda teve outra vez Portnoy com a camisa brasileira, mas confesso que com um aumento de 50% de 2005 para 2010 e com um show de 2 horas (33,33% menor que o anterior), somado ao som da casa que longe de ser o melhor e os transtornos para se chegar aquele lugar e vou achar que foi bom...mas podia ser melhor...

Vi muita gente sair do show dizendo que foi o melhor show que haviam visto na vida e coisas do tipo. De fato deve ter sido para eles. Para mim, foi realmente muito bom, mas a tal da expectativa me fazia esperar por um pouquinho mais...


Quinteto ovacionado ao fim do show



É apenas o que eu acho...




domingo, 21 de março de 2010

Ode aos Transgressores



Penso que exista mesmo dentro das artes caminhos. Existem pessoas que optam por ser "famosos" ou ganhar muito dinheiro e não os julgo de forma alguma. Cada um sabe o que é o melhor para si. Apenas acredito que o verdadeiro artista deva ser um transgressor.

Em seu sentido literal, transgressão significa passar além, atravessar, ultrapassar, noções que pressupõem a existência de uma norma que estabelece e demarca limites. Seu significado transitou da esfera geografica, na qual fixava o limite para as águas do mar à concepção ético-filosófica, que abriga desde preceitos morais e religiosos até as leis do Estado. Daí, as contraposições entre bem e mal, mandamento e pecado, código e infração.

Não quero dizer que devemos andar fora da lei ou de preceitos religiosos, mas a transgressão que falo está no ato de movimentar-se além do domínio convencionado, o teste, desafio de limites, mistura de heterogeneidades, ultrapassando os resultados esperados, proporcionando novas saídas e soluções ao caminho de sempre, criando assim novas percepções. Prazeres, descobertas e experiências novas em outras palavras.

Também não estou defendendo que simplesmente experimente-se qualquer coisa em busca   do novo. Ou que seja, a desculpa para justificar a falta de conhecimento. Grandes artistas geralmente tem o domínio da técnica e uma inquietação para a obtenção de novos resultados. Com esse momento de extrema velocidade das comunicações, muitos artistas pararam de procurar o novo e querem copiar a fórmula que deu certo. Cada um escolhe o seu caminho, mas definitivamente eu adoro os transgressores e mesmo clássicos como Beatles, Charlie Parker ou Beethoven tiveram os seus momentos de transgressão. Pensem nisso e transgridam...


É apenas o que eu acho...


P.s.: A ilustração é do transgressor Salvador Dali

sábado, 20 de março de 2010

Pensando sobre cultura



A arte não visitada, ouvida, apreciada cai no vazio, no esquecimento total e simplesmente não existe para o público que não a viu. Para piorar um pouco, Foucault comentou certa vez que era impressionante a ignorância dos intelectuais contemporâneos com respeito à música, seja clássica, seja popular. Eu me atrevo a dizer que infelizmente isso acontece até com quem trabalha com cultura...simples assim. Curto e grosso!

Para piorar, temos uma combinação bombástica de pessoas com poder financeiro e nenhum conhecimento sobre arte. Daí o cara gosta de um músico que é a cópia da cópia da cópia de algo que visa apenas tocar no programa tal (em busca de 15 minutos de fama, ao melhor estilo BBB), sem a menor preocupação estética. Ou seja, a tal arte não visitada muitas vezes é aquela que realmente busca a arte pela arte. Muitos artistas verdadeiros simplesmente não existem...

Falei. Infelizmente,


É apenas o que eu acho

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pensamentos abstratos





Linhas e cores tornam possível a minha apreciação

Olhos e coração sutilmente febris

O espaço entre nós gera um sentimento vital

A música dos seus olhos combinam com os meus sons

quinta-feira, 18 de março de 2010

Prevendo o imprevisível


Quem me conhece de perto sabe da mania que tenho de falar de coisas que eu acho que vai acontecer e contrariando o que me foi dito dia desses, eu não o perco o "time". Digo aqui que perco sim e fico quase transtornado quando isso acontece. O caso mais recente se deu com o Oscar na qual considerei "Avatar" apenas um filme bom e quando digo que é apenas um filme bom é que é realmente um filme bom, mas não o melhor do mundo. E que o filme argentino "O segredo dos seus olhos" era muito bom e que eu votaria nele como sendo o melhor estrangeiro, mas, passou. Agora é fácil falar. Falemos do que vem pela frente.

A copa do mundo está chegando e pelo visto não teremos jogadores como Ronaldo (que gordo ou não faz gol), Ronaldinho Gaúcho (que é o homem capaz de fazer o imprevisível dentro de campo), Pato (outro talento nato), Diego (que está decidindo os jogos pelo Juventus), Neymar (se Robinho que está ao seu lado vai, imagina se ele não deveria visto que tem roubado a cena), Pierre (que desde o ano passado é o melhor volante brasileiro). Copa do mundo é para levarmos quem está melhor ou quem tem mais nome? Creio que toda a coerência do Dunga em não levar o Ronaldinho Gaúcho não será levada em consideração com o Adriano. Ele será levado e ainda ter que aguentar ver o Kaká no meio de campo armando, sendo que faz 6 anos que ele joga se aproximando dos atacantes e não lá atrás armando. Sem contar o fator contusão que sempre corta alguém em cima da hora abrindo espaço para um nome até então desconsiderado. 

O futebol é o esporte mais esquisito que existe. Em uma partida de basquete ou vôlei, para ganhar é preciso jogar melhor naquele dia. Isso não acontece com o futebol e sempre que um time sai de seu país credenciado ao título se dá mal e quando sai por baixo, muitas vezes consegue reverter o quadro por que o time se fecha e se concentram em seus objetivos. A Argentina de hoje parece o Brasil de 94 nesse aspecto. Isso sem levar em consideração as zebras que aparecem em todas as copas. 

O futebol é a coisa mais parecida com a vida. Você prevê uma trajetória para uma pessoa desde que ela nasce e ela simplesmente toma outra direção e no futebol, no final das contas ninguém acerta quase nada. Vide Santos 3x4 Palmeiras de domingo passado.


É apenas o que eu acho...

quarta-feira, 17 de março de 2010

...


O poeta disse que você deixa livre...
Não houve retorno...
Suspiro e sinto o zunido do vento...


Uma folha ressecada serpenteia ao vento...
Outra vida ressecada aguarda lágrimas do céu...
Lava-me e desseca-me...



terça-feira, 16 de março de 2010

Letargia


Sensação de não dar conta do que devo fazer
Sinto a musculatura fatigada 
Correr, ligar, resolver
Corra Forest

Cobram-me prazos e atitudes
Pareço estar em câmera lenta
Sinto-me letárgico
Corra Lola corra


Mais do que de repente, sinto que imerso em minha lentidão consigo raciocinar mais claramente e dessa forma antever cada movimento que ocorre em minha frente e dessa forma antecipar meus movimentos...



É apenas o que eu acho...



segunda-feira, 15 de março de 2010

You know where you are?

You´re in the jungle baby



Bom, vamos lá. A primeira coisa é que Axl Rose continua um "malinha". Se já não contássemos com o atraso provocado pelas bandas anteriores (e no P.S. falarei de Sebastian Bach). Finalizado o show do ex Skid Row e obviamente existe um tempo mínimo necessário para a mudança de palco, mas já havia no mínimo meia hora em que nenhum roadie se manifestava no palco. Ele estava pronto apenas esperando a boa vontade do Guns, ou do Axl se preferir.

Alguns minutos depois de 0:30H e a banda adentra o palco entoando Chinese Democracy e no meio da música alguém atira alguma coisa da platéia. Ao melhor estilo "bad boy" Axl parou a música e desafiou o seu agressor. Se isso fosse combinado com a produção, seria perfeito por que o estádio do Palmeiras  quase veio abaixo com a clássica Welcome to the jungle. O cenário era irretocável com telões que interagiam com a banda, uma iluminação bárbara, fogos de artifício e toda a pirotecnia possível.

O show foi se desenrolando e as não menos clássicas "It's So Easy" e "Mr. Brownstone" mantinham a peteca no ar. A antiga trupe de Axl fazia falta. Ter Slash ao lado ajuda e muito. Matt Sorum (então substituto de Steven Adler) era um baterista muito consistente. Duff Mckagan era um baixista que não se resumia a dobrar as guitarras, não errava nunca e tinha um timbre peculiar e Izzy Stradlin já havia sido inclusive remanejado dentro dessa explosiva banda, mas era também um excelente guitarrista. Axl que não é bobo tratou de cercar-se de 3 guitarristas muito bons que acabavam dividindo os solos (e brilhando menos do que brilharia Slash), mantendo por mais tempo os holofotes centrados em si. Aliás, algumas coisas parecem ter sido detalhadamente estudadas. Um dos guitarristas tinha uma espécie de gorro enterrada na cabeça com uma quase imperceptível citação de Slash. Outro, lembrava Izzy em suas vestimentas e o terceiro parecia o meio termo dos dois (sem contar que tocava com uma guitarra de dois braços da qual uma era sem trastes e que utilizada com o wah-wah dava uma sonoridade extremamente melódica na hora de seus solos). Não precisa dizer também que os 3 eram muito bons. O baixista era magro e loiro como Duff e até a posição do baixo e seu timbre condizia com o antigo "bass man". O baterista se bem diferente fisionomicamente de Matt, era corpulento como ele e tinha uma pegada aproximada dele ao tocar. Dizzy Reed é remanescente da formação de 1991 e havia um outro membro multi funções no palco. Aparentemente o grupo se assume como um Octeto. 

Com todas essas novas armas, Axl brindou-nos com suas rosas. Brincou com a platéia, ameaçou um streap tease, declarou amor ao Brasil e apresentou-nos um show que sinceramente não acreditava que fosse tão bom. Faltou-lhe gás alguns momentos e claramente tentou poupar a voz para chegar ao fim do show, mas continuou (tentando pelo menos) correr de um lado para o outro do palco e se melhorar o preparo físico e derem continuidade, pode até rolar mais coisa desse que já está na galeria do rock mundial.





É apenas o que eu acho...



P.S.:O show de Sebastian teve mais ou menos uma hora de duração e isso causou  uma certa irritação da platéia que queria o prato principal, mas não deve ser fácil ter que fazer um show tentando levantar um defunto (assim como o próprio Axl).
Infelizmente nem as pistas desses shows estão confortáveis com tanta gente. Eu do alto de meus 1,87cm até que consegui ver, mas tenho certeza que muita gente pouca coisa viu. A inflação acontece mesmo em eventos com ambulantes cadastrados que circulavam com camisetas com os preços de água em R$3,00, mas que meio ao show já estavam sendo vendidas por R$5,00.
Outra coisa que me ocorreu, onde fica a lei do Psiu nessas horas?

P.S.II: Assim o malinha vai continuar com muitos fãs...





domingo, 14 de março de 2010

"...Ele..."

"...Ele corria, sentia a proximidade das mandíbulas daqueles cachorros em seu calcanhar. Salta um portão, mas os cães continuavam arfando atrás de si. Fosse real ou não, sentia o baforar dos caninos em seu percalço. Percebeu que estava na avenida Paulista e adentrou a estação Consolação e mesmo que correndo, de alguma forma conseguiu transpor a catraca sem perceber, afinal já estava entrando no metrô. Os usuários não pareceram se abalar com ele correndo ou mesmo com os cachorros que giravam em torno de oito. Definitivamente aquela não era uma boa hora para contar quantos haviam. Sua preocupação no momento era o fim do vagão que chegava e inesperadamente um cobrador ao melhor estilo germânico aparece desobstruindo a passagem desse para o próximo vagão. Silêncio total. Escuridão profunda e sua respiração ainda palpitante da perseguição da matilha. Imerso na falta de luz ou som, percebeu que os animais não mais estavam ali e então pode perceber que estava frio. Muito frio. Sentiu-se confuso, como se estivesse dentro de um frigorífico. Lentamente foi avançando tentando controlar a respiração e esbarrou em algo. Um leve ruído de algo pendurado por alguma ferragem fez-se presente e ele intrigou-se. Lentamente o som vai morrendo e forçando a sua coragem ele toca novamente o motivo de sua atenção e então percebe que estava completamente certo quanto a sua percepção. Ele estava dentro de uma câmera frigorífica. Ainda conseguiu se questionar o do por que de existir um vagão assim no metrô antes de ser abraçado com pontadas de calafrio. Seus pés pareciam estar já em processo de congelamento. Agarrava os seus pés e sorrateiramente envolvia-lhe. Era capaz de ouvir um leve sorriso dessa massa gélida que invadia-lhe a alma...












P.S.: Trecho de uma viajem literária que escrevo e que poderá um dia ser um livro.
É apenas o que eu acho...

sábado, 13 de março de 2010

Andy Mckee

Não vou falar nada não:





Talvez você possa ter achado interessante.



É apenas o que eu acho...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Anestesiado...Ressaca Existencial

Nessa madrugada de quinta para sexta estou eu na rua Augusta com os músicos Erwan Pottier e Pedro Pastoriz e resolvo com Pottier passar no carro para pegar um cd de sua banda e deixar com um produtor que encontrei na efervescente rua e deparo-me com o meu carro com o vidro quebrado. Outra vez mais meu carro foi "violentado" e o que é mais triste é que eu apenas afastei o vidro quebrado de cima do meu banco para poder sentar e Pottier (que é sociólogo também). Infelizmente apenas pensei...Ah, que pena. Um pequeno problema e nem me abalar mais aconteceu. São tantas as mazelas que sinto-me dormente...triste isso...


Anestesiado, afinal isso é coisa pequena perante o que aconteceu com o cartunista Glauco mais ou menos na mesma hora em que meu carro era maculado. Saiba mais.








É apenas o que eu acho...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Alegoria da caverna


Se esse termo nada te diz, procure ler "A República de Platão". Muitas vezes é assim que me sinto. Enxergando as coisas distorcidas. Outro grande problema que sinto é que estando na caverna, ou fora dela, a pessoa sempre acha que o seu ponto de vista é o correto. Não acredito definitivamente que exista uma verdade absoluta. Sendo assim, quero errar em paz...

Sou uma pessoa que não está nem aí para nada e quero ser um errante na vida? De forma alguma. Apenas quero errar com os meus próprios erros e não com o erro dos outros...


É apenas o que eu acho...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Quero o meu dia?


Alguém que possa com freqüência adentrar esse espaço, deve ter se deparado com uma postagem referente ao dia 08.03 em que reivindicava um dia para mim frente o dia da mulher. Não costumo fazer conexão entre uma postagem ou outra. Não costumo dar continuidade sobre determinado tema (mas já dei) e não quero me acostumar a "me dar um direito de resposta". Em primeiro lugar, recebi inclusive aulas de história sobre o motivo de tal dia. Respeito a opinião de cada pessoa, mas continuo achando que temos esse dia para tentar compensar uma distorção da sociedade.

Minha opinião não é verdade absoluta de forma alguma. Apenas o ponto de vista que eu tenho. Não acredito em verdades absolutas. Logo se não quero passar as coisas que acredito para ninguém. Apenas converso comigo mesmo.

Sei lá por qual motivos, parece que sou mais lido pelas mulheres e se eu não tivesse apenas um compromisso de tentar ser coerente com o que acredito, não teria me exposto com um tema polêmico como esse. Pode ser que agora sim, mais pessoas reclamem comigo algo, por isso, digo que não darei continuidade nesse assunto. Isso é apenas um blog. É apenas o que eu acho. Nada mais do que isso e como não é um fórum, não quero polemizar mais.

Adoro o dia das mães, dia dos professores, dia das crianças e lembrando dos meus queridos avós, penso que poderia ter o dia dos avós e muitos dias podem haver, mas não gosto dos dias que tentam amenizar distorções. Simples assim...


É apenas o que eu acho...

terça-feira, 9 de março de 2010

Atitude pós erro


"Errar todo mundo erra. É como você lida com seus erros que revela seu caráter".  Li essa frase entre as milhões de frases que são postadas por dia no Twitter e ela é uma forma polida de dizer o que eu digo de forma desbocada que é : " O problema não é a cagada, mas a sua ação após a cagada". Nada poético, é verdade, mas é o que eu penso.

O que quero falar resumidamente é que certas atitudes me incomodam. A hipocrisia ou falta de educação que muitas pessoas tem após determinados atos, ou mesmo a justificativa que se dá por certas pessoas que fazem algo que te prejudica e justificam por suas crenças, suas posições políticas, sociais ou pela força bruta que seja. Penso que por mais que você tente, você comete algum vacilo contra alguém em dado momento, como esbarrar em alguém andando distraidamente. Custa pedir desculpas? E se eu sem querer fechar alguém? Peço desculpas...pronto. Simples assim.

Só não me venham com desculpas para ferrar o próximo por isso ser o melhor, ou por que a sua crença é a correta. Se for para chegarmos nesse nível de sutileza sarcástica de evolução, prefiro que eu seja colocado de lado pela conta bancária que você possa ter e eu não, ou mesmo pela sua ameaça física.

Sou, sempre fui e FELIZMENTE sempre serei um ser que erra, mas que tenta aprender com os meus erros. A única coisa que tento ter como algo que norteie-me é ser coerente com as coisas que falo. Se eu conseguir isso, me dou por satisfeito.


É apenas o que eu acho...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Quero o meu dia


Não estou dizendo que sou contra, apenas sempre fico pensando nesses dias.
Temos o dia internacional das mulheres, mas e o dia dos homens? Sem aquela piada que todos os outros dias... Temos o dia do orgulho gay. Nada contra eles. Defendo o direito de igualdade para todos, mas e o dia do orgulho hetero? Isso já não passa por uma desigualdade? Poderia reivindicar o dia da consciência branca visto que meus irmãos de raça tem o dia da consciência negra? Um dos maiores elogios que já recebi na minha vida foi durante uma apresentação do percussionista  Marcos Melo, em um palco em que este ser quase translúcido era o único representante da etnia branca e fui apresentado como um branco de musicalidade negra. E olhe lá se no fundo isso já não tenha uma leve pontada de desigualdade...

Você já deve ter visto umas camisas com a inscrição 100% negro (da qual eu inclusive usaria sem o menor problema), mas imagine do que eu poderia ser acusado se aparecesse com uma camisa 100% branco. Isso realmente pode gerar muita polêmica, mas já vi uma estudante de medicina de uma faculdade que sendo negra e tendo passado em segundo lugar tinha que ouvir que estava dentro da faculdade por causa das cotas raciais. Absurdo isso, mas você já parou para pensar que não temos cotas para albinos ou ruivos nas universidades? Se os negros são minoria perante o branco (o que estatiscamente não é no Brasil), o que dirá dos albinos e ruivos?

Acho que no dia em que não tivermos mais dia de raça, sexo, religião ou qualquer outra coisa que me torne diferente de cada pessoa, poderemos ser melhores.


É apenas o que eu acho...



P.S.: Antes que eu me esqueça, feliz dia das mulheres pelo que vocês são e não pelo dia em si. Feliz semana, mês, ano, décadas e décadas de alegrias e felicidades. Feliz e plena existência e vida para cada uma de vocês.

domingo, 7 de março de 2010

Identidade

Não me interessa tanto que você seja o melhor do mundo, ou o mais popular. Apenas que a sua obra tenha identidade e é assim que classifico essas trabalhos de Gil Duarte que é um excelente músico também (experimente buscar os seus trabalhos sonoros na net). 


O que dizer de um homem que além de vender o peixe, o faz?



E se ele também faz a propaganda?



Se você ficou curioso...
Use o famoso clique aqui


No mínimo diferente é seu trabalho e olha que o cara ainda me retratou em sua arte me zoando...esses jovens...

Mas vai lá, vale a pena.


É apenas o que eu acho...

sábado, 6 de março de 2010

Expectativas


Quem me conhece de perto (e podem apostar que são poucos), sabe que eu sou o "rei das teorias sem o menor fundamento científico". Aliás, existem aqueles como o meu amigo Marcos Maia (arquiteto, poeta, baterista do 4º Elemento entre outros), que acreditam que eu deva escrever um livro e olhe lá se eu também não acredite nisso. Uma das minhas inúmeras teorias é que a expectativa é fator determinante para a sua percepção de algo.

Muitas são as vezes em que determinado livro ou filme(ou qualquer outra coisa) nos é apresentado, e com uma empolgação tão grande daquele que o apresentou que você pensa: Só isso? E aquelas vezes em que você está caído na frente do seu televisor e começa um filme em que você não tem a menor expectativa e o acha bárbaro...lógico, você não esperava nada e dessa forma, suas expectativas só poderiam ser ultrapassadas. 

Certa vez conversava com o amigo Reynaldo Bessa (músico e escritor) que acabou dizendo que não lê as resenhas dos livros que lhe são oferecidos. Lê-os ao fim, apenas para discordar do que leu. Eu já tive uma experiência em que descartei por completo a possibilidade de ouvir um disco após ler uma exasperada crítica de um trabalho e qual não foi a minha surpresa ao ouvir o disco e pirar alguns meses depois. Será que isto aconteceu por eu já não mais ter expectativa alguma?

Dessa forma, adquiri o costume de entrar em um cinema sem saber muitas informações do filme e assim também leio os livros que o acaso me coloca no caminho. Gosto de descobrir coisas interessantes ao acaso. Gosto de sair andando pela rua sem saber onde vou parar. Posso dizer que hoje em dia eu não consiga fazer tanto quanto eu gostaria, mas estar com a possibilidade do novo sem expectativas é bom demais...


É apenas o que eu acho...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Opinião sobre opinião


Por algum motivo, de alguma forma estou relacionando o que escrevo hoje com os dois dias anteriores. Mesmo que possam parecer completamente descolados um dos outros e podem sim ser lidos separadamente, um raciocínio nasceu do outro. Apenas isso.

Sou tido como uma pessoa teimosa e pelo simples fato de ser mesmo, mas essa minha teimosia está muito mais relacionada com a crença no que deve ser feito do que por ser o dono da verdade. Chego a travar quando fico na dúvida e não pensem que não tenho dúvidas. De certa forma, até posso dizer que sinto-me agraciado pelas dúvidas que me fazem pensar e  ser uma nova pessoa. Creio que no dia em que eu não tiver mais dúvida das, não mudar mais as minhas opiniões, serei um homem pior...

Gosto de ler James Joyce, ou um simples blog. Gosto de cinema não hollywoodiano, gosto de ir ver o meu time jogar. Não quero ir quando todos querem, mas provavelmente quererei ficar quando todos voltarem. Gosto de ficar brincando de briga com os pequenos felinos que me cercam. Gosto de ir ao supermercado 3:00h da manhã. De ficar jogado na cama, mas gosto principalmente da liberdade de poder mudar o que quero.


É apenas o que eu acho...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Redes sociais


O que são redes sociais em primeiro plano? Esse blog pode ser considerado uma rede social? Se basearmos nosso raciocínio que uma rede social é ponto de encontro entre pessoas, sejam eles por interesses diversos que passam por questões afetivas, profissionais ou simples interesse em comum por um determinado assunto, sim. Mesmo que nesse caso seja por um número muito restrito, e existe os campeões de visibilidade como Facebook, Orkut, Twitter e por aí vai. A questão que quero externar hoje é muito parecida com a de ontem. Preciso ter todas as redes sociais para ser um cara moderno e esclarecido?

Conversava com uma amiga jornalista (Débora Beraldo) sobre essa imposição das pessoas que nos cercam sobre o meu caso em de não querer adentrar o Facebook quase que por birra. Tudo bem, pode ser o mais popular de todos, interativo e o que for, mas e daí se eu não quiser entrar? No caso dessa amiga, nem sei se ela encontra-se nessa rede ou não, a questão não é essa, e mesmo que ela esteja, ele entendeu o que eu quis dizer e demonstrou essa atitude "não vou só por que você acha que devo ir". Longe de mim, afirmar que nunca mudarei a minha opinião. Ou seja, posso sim daqui a 15 dias entrar nessa rede, ou qualquer outra que eu queira, mas por hora, penso que existem redes mais atrativas...


É apenas o que eu acho...


quarta-feira, 3 de março de 2010

Acesso ao excesso



Esse termo não é meu e sim do filósofo e economista Paulo Vaz em que resumidamente  descreve o momento que temos passado com o excesso de informação disponível na internet, ou mesmo em celulares ou televisões que possuem conexão com a rede. Sabe-se lá onde chegaremos com isso. A geração de hoje não sabe ainda falar, mas sabe ligar um computador. Fato! Já vi que existem geladeiras conectadas que avisam o dono da falta de determinado produto e por aí vai. Sabe-se lá onde vai parar.

 A questão é que o fato de termos muito mais informações, não significa que estamos mais informados. Ao contrário disso, as informações captadas pela maioria das pessoas é apenas superficial. O mundo é o retrato do Twitter e parece se resumir em apenas 140 caracteres. Felizmente existem iniciativas como o ETC (Encontro de Twitteiros Culturais) que está se disseminando pelo país. Neste sábado passado ocorreu em nove capitais brasileiras. Belo Horizonte teve a sua segunda edição, no Espaço de Convívio do Uni-BH (rua Diamantina, 567, Lagoinha), com entrada franca.

Contrário a isso, temos pessoas que parecem não se importar de forma alguma em "perder o seu tempo" com algo que realmente vai acrescentar algo ao seu processo cultural pessoal, e longe de mim querer ser "o cara" por que eu também tenho preferências por algo que muitas vezes não é bem visto com os olhos dos ditos intelectuais. Eu assisti ao primeiro BBB, No Limite e por trabalhar com música, vi inclusive programas como Ídolos, mas ver hoje, pessoas que após a 10ª edição do BBB fazem qualquer coisa para não perder um episódio e começo a me sentir um alienígena. Tenho um amigo que relatou-me que em sua faculdade de jornalismo existe uma garota que está com a tv ligada (via celular), acompanhando o BBB. Bom, ela pode  dizer que está pesquisando o seu ramo de trabalho...

Não estou aqui recriminando ninguém. Sou favorável a liberdade de expressão e ao seu direito de ver o que quiser. A única coisa que me deixa desanimado é que o fato de você não  saber quem é Dourado ou Cacau, te torna uma pessoa desinformada. Entre outras coisas, sou professor e quando estou dando aula (socorram-me meus alunos...) sempre digo para eles que peneirem todas as informações que passo e que saibam como utilizar elas, afinal de contas, existem informações inúteis dependendo o setor que você escolha trabalhar. Imagina o que eu acho de programas como esse...mas creio que vocês sabem o que eu acho.

Vou finalizar com um a transcrição de um cordel de Antonio Barreto:

Big Brother Brasil, um programa imbecil






Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’..

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude..

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…


Outra coisa que penso é que a crítica pela crítica também não leva a nada. Essa é uma saída muito simples. O importante é pensar no por que chegamos nisso, ou na influência comportamental que isso vai gerar em nossas vidas.


É apenas o que eu acho...