domingo, 28 de fevereiro de 2010

Achados interessantes pela internet

Acho que uma coisa interessante que existe na internet é o compartilhamento. Vai aqui o link de algumas coisas que achei legal. Sejam eles achadas por mim ou indicadas por alguém. Agradeço aos amigos loucos que compartilham dos seus achados e fiquem com 3 links interessantes.










Comportilhar é algo que engrandece.


É apenas o que eu acho...


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Orquestra Filarmônica Mário de Andrade


Minha intenção hoje é apenas repassar um trabalho maravilhoso que classifico como "Resgate Social". Um projeto da Associação Amigos da Música com apoio da Cooperativa Cultural Brasileira que junto à sociedade apresenta um trabalho que visa o jovem iniciado na música erudita, mas que se vê sem perspectivas de trabalhar com a música. Existem algumas iniciativas, onde trabalham-se crianças até chegarem à adolescência. Depois sem a menor infra-estrutura, são largados justamente na hora em que começam a se preocupar com o seu primeiro emprego. Desistir da música acaba sendo um caminho óbvio.

Não foi caso isolado durante o processo de seleção para os músicos da orquestra casos como a de Carine Ribeiro Santos. Iniciou seus estudos aos 9 anos e através do Projeto Guri, teve aulas até os 13 anos e desde então, a estudante que hoje tem 15 anos estuda de maneira improvisada com amigos que fez nesses projetos e conta de caso de amigos que tiveram que desistir por pura falta de perspectiva ou mesmo de professores que tiveram que deixar de ministrar aulas por problemas de gestão política onde um governo passa de um partido para outro, que assim boicota determinados serviços. O professor, acaba também sendo uma vítima nesse processo. 

Casos, ou descasos aparte, essa é uma iniciativa que visa dar continuidade aos jovens e talentosos instrumentistas que surgem por todos os lados. O público alvo inicial é trabalhar com músicos entre 16 e 24 anos. Dessa forma, essas promessas musicais podem continuar estudando e sonhando com uma oportunidade de ingressar futuramente uma respeitada orquestra e dignamente trabalharem com o que gosta. Ou seja, um caminho bonito para trilhar que é viabilizado pela Associação Amigos da Música e a Cooperativa Cultural Brasileira e que contará com a participação de regente convidados, entre eles, Júlio Medaglia.

Só posso desejar toda a sorte do mundo e vida longa para esse projeto, por acreditar que ações como essa são extremamente eficazes para a cultura de nosso combalido país.


É apenas o que eu acho...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Expressionismo Alemão


O expressionismo alemão tem sua nascente pautada no cinema alemão. Seu ápice foi atingido por volta de 1920 e tinha a característica de dar uma visão alterada do mundo, segundo essa visão, distorções eram feitas nos cenários e personagens e logo foi abraçada por outras artes como a pintura e a poesia.

Nascido em pensamentos do sub-consciente ou mesmo do inconsciente, de Freud, da filosofia de Nietzsche, ela tem uma forte crítica ao mundo burguês, ao racionalismo moderno e ao trabalho mecânico.

Devemos entender também que ela nasceu num período pós-guerra mundial e foi uma espécie de resposta do mercado nacional que boicotava o cinema alemão. Seu período foi inclusive curto, mas o seu legado deixou marcas até hoje e com certeza ainda influenciará muita coisa do que virá.

Na pintura, temos uma tela muito conhecida que é The Scream (O grito) de Edvard Munch.


Vai aí um exemplo da influência do expressionismo alemão com um apelo pop e atual que me permito nem citar qual é:


Daí vem aquela velha máxima que nada se cria, tudo se copia. 


É apenas o que eu acho...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Faça como os playmobils




Qual o segredo destes nobres seres? Como eles conseguem passar toda a sua existência com um sorriso no rosto? Seria uma opção consciente por sorrir custe o que custar?

Evidentemente que é muito fácil sorrir quando tudo vai bem em sua vida. Algumas pessoas conseguem ter uma pré-disposição para encarar a vida com bons olhos mesmo em momentos difíceis. E alguns poucos, seres iluminados conseguem sorrir, custe o que custar. Mesmo quando o seu trabalho não é o que ele sonhou para a vida.


 

Algumas pessoas, mesmo quando postas a prova conseguem manter a calma e a serenidade. Seria segurança em sua capacidade? Confiança por saber que são capacitados para as provas mais difíceis da vida?




Só sei que você precisa ter definitivamente um espírito elevado para não se abater mesmo quando a vida parece lhe apresentar um revés. Quando tudo parece conspirar contra você.



Parece que quando Charles Chaplin escreveu o seu conhecido poema intitulado Smile (vale a pena procurar), ele o fez diante de um playmobil. 

Minha conclusão é que os playmobis são as criaturas mais evoluídas por terem essa atitude perante a vida, que é optar por ter uma postura positiva aconteça o que acontecer.


É apenas o que eu acho...


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Caminhos tortuosos



Existem caminhos belos e fáceis de caminhar
Existem uns não tão belos, mas fáceis de caminhar também
Uns lindos e das quais você simplesmente não consegue caminhar
Os feios dos quais não se anda nem precisamos falar

O importante é caminhar

Não é de meu feitio julgar atos e caminhos de ninguém, apenas quero dar forças aos amigos que trilham os caminhos difíceis. Minha admiração por cada pessoa que se encontra em uma situação financeira, menos favorável, por seguirem os seus sonhos é TOTAL. Vocês são uns heróis. Outra vez esclareço que não estou desmerecendo o caminho de quem tem toda a condição do mundo dada de mãos beijadas. Eu certamente teria aproveitado (ou não) essa oportunidade, mas o que quero é apenas falar para cada uma dessas pessoas que os respeito e admiro demais e sigam em frente. Existe espaço para todas as artes.

Para tentar dar uma fortalecida nos espíritos de vocês meus bravos guerreiros, lembrem que tem gente que nem com todo o caminho aberto e de mão beijada conseguem trilhar esses caminhos. Acredito que acima de tudo, precisamos ter um material consistente no final das contas. Produzam, mas se mostrem. 


É apenas o que eu acho...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sesta



Em matéria publicada pelo site da Band na rede mundial, a sesta é benéfica aos seus adeptos.

Não vou ficar repetindo o que está na matéria, mas apenas defender o que eu acho que obviamente é apenas o que eu acho. 

Imaginem todos se levantando e indo ao trabalho ao mesmo momento. Nem precisa imaginar. Basta olhar o trânsito das grandes cidades ou os nossos sistemas de transporte que simplesmente não dão conta do verdadeiro tsunami humano que acontece. Por incrível que isso possa parecer, o caos acaba dando-se até na hora de você curtir o seu lazer. Basta ver que algumas pessoas perderam inacreditáveis 10 horas para chegar em cidades próximas como Santos que em um dia normal, você consegue perfazer em 40 minutos. Bom, em São Paulo, temos 900 carros novos por dia e se todos os carros de São Paulo estiverem na rua ao mesmo tempo, não haveria rua suficiente para todos os carros. Tenso demais para mim isso. 

Principalmente em meios publicitários ou mesmo em alguns coletivos de arte, existe uma tendência de flexibilização do tempo e cada um simplesmente torna-se responsável por sua produção. É algo na qual só vão se enquadrar pessoas comprometidas, afinal, você passa a não ter mais trabalho de horário e sim metas. Você tem que produzir. Simples assim...

Bom, como sempre, alguns serão acusados de vagabundos. Eu apenas acredito que fazer algo quando você esteja bem é sempre uma ótima solução, mas consuma a sua liberdade com moderação...

Conversava com o amigo, músico, produtor Daniel Ganjaman que falou que isso acaba sendo um perigo na vida dos artistas que não tem disciplina ou cabeça para trabalhar isso. Mas se tiver, pode apostar que dá jogo.

Estou saindo para almoçar e vou fazer a minha sesta ok? 


É apenas o que eu acho...


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cheio de vazio

Por que não?











Preciso sempre ter o que dizer?










Por que algumas pessoas tem tanto medo do vazio?










Preciso perder meu tempo para não ser vazio?










Preciso sempre ser o foco?










Preciso sempre estar presente?










Preciso conhecer sempre o caminho?










Quem disse que eu quero ter essas respostas?










Para onde irei assim?










Acho que hoje não vou sair de casa, mas...


É apenas o que eu acho...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A mente não te mente


A mente está mais intimamente ligada com o nosso interior do que os nossos próprios corpos. 


Sigmund Freud dividiu a mente humana em 3 partes, por assim dizer;
1. O inconsciente
2. O Consciente
3. A Consciência
 







Freud deu a estas três partes da mente nomes técnicos específicos, chamando o Inconsciente de Id; o Consciente de Ego e a Consciência de Superego. 

De uma forma mais didática, ele comparou a mente com uma casa. Poderíamos chamar o Inconsciente de porão (andar subterrâneo), o Consciente de andar principal (parte da casa onde realmente vivemos e nos entretemos), e a Consciência de sótão (o censor). Quem sou eu para discorrer sobre Freud? Nem me atrevo...


Entre nós, é disseminada a idéia de que usamos apenas 10% de nosso cérebro. “Esta idéia não faz o menor sentido. Usamos o cérebro todo, o tempo inteiro. Para afirmar que o homem utiliza 10% do cérebro, é preciso determinar claramente o que são os 100%, e ninguém cometeria a insensatez de estabelecer um referencial para o outro”, sustenta Suzana, neurocientista formada pela Case Western Reserve University (EUA), Universidade Paris VI (França) e Instituto Max-Planck para a Pesquisa do Cérebro em Frankfurt (Alemanha), além de ser graduada em biologia pela UFRJ. Outra vez, quem sou eu para optar sobre neurociência? Nem me atrevo...parte 2


Deixa eu ir para as minhas "teorias sem o menor fundamento científico".  


A mente é a única coisa que nos sobra quando nos sobra algo, afinal de contas, o que adianta eu ganhar uma mega herança e não precisar nunca mais trabalhar se eu não tiver uma sanidade para poder gozar  desse benefício? Nossa mente é a nossa maior arma e ela deve ser nutrida acima de tudo.  Ela é o único refúgio das pessoas que por algum motivo sofra uma solidão profunda. Seja por um naufrágio, por estar preso ou qualquer outra coisa. Temos o famoso caso de Jean-Dominique Bauby que aos 43 anos sofre um derrame cerebral, passa 20 dias em coma para finalmente acordar e dar-se conta que estava sofrendo uma rara paralisia no qual restou-lhe apenas o movimento do olho esquerdo. Ele era editor da revista Elle e vivia uma vida regada a festas, confortos e alegria de um homem rico e de sucesso. Quando  Bauby recobra a consciência, recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória. Para quem se interessar, é só procurar: O escafandro e a borboleta.


Não sei nem se posso considerar isso uma dica literária ou de cinema...
Nem me atrevo...parte 3


A mente não te mente
Não tente me entender
Não me tente


É apenas o que eu acho...





quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Death from Above 1979

Bom, proponho uma "brincadeira": Que tal você simplesmente deixar essa música rolar antes de ler o restante? Mas apenas escute a música. Não veja o clip por hora.





Se você fez o proposto, continue lendo esse parágrafo. Se não fez, pule para o próximo parágrafo. Você não deve ter achado nada demais não é mesmo?  Que tal você agora assistir o vídeo para tentar ver se muda alguma coisa? 


Você poderia me dizer qual a instrumentação dessa dupla? Isso mesmo, uma dupla de 2 composto por um e outro? Essa dupla canadense tem o mérito de soar como uma banda convencional, contendo apenas baixo e bateria. Enquanto Sebastien Grainger desfere seus golpes de bateria, somado à difícil tarefa de unir esse instrumento aos vocais,  Jesse F. Keeler enlouquece em seu baixo e seus inúmeros pedais de efeito que deixariam muitos guitarristas invejosos. Ele simplesmente reconstrói o instrumento.

Você pode dizer que viu um tecladinho solto ali em algum lugar. Eu diria que você então deveria me dar mais uma chance...posso? Procure então vídeos da dupla tocando ao vivo e você poderá tirar as suas próprias conclusões.



O mais incrível é tocar com esses instrumentos. Você não acha? 


É apenas o que eu acho...



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Nós gatos já nascemos pobres

Porém, já nascemos livres...


                            Maria Liliblina


Li "Come As You Are - A História do Nirvana" e Kurt Cobain dizia se identificar com as tartarugas. Elas parecem seres resistentes e fechados em si por sua carapaça, mas são extramente frágeis na verdade. Talvez seja exatamente o que acontece comigo. Uma identificação com os pequenos felinos. Vai aí a transcrição da "Ode aos gatos" 

Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez
por isso. Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O
só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.
O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor,
reverência, obediência. O 
gato não satisfaz as necessidades doentias
do amor. Só as saudáveis.

Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos
me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a
eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau
de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor?
Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin,
soprando-me o artigo?

Já viu 
gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens
de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante
veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo
compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por
ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. 
Gato não. Ele só aceita
uma relação de independência e afeto. E como não cede ao
 homem, mesmo
quando dele é dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado,
espertalhão ou falso.

"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto
com troca e respeito pela individualidade. O gato
 não gosta de alguém
porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que
lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

O gato
 devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte.
Sábio, é espelho.
O gato
 é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação.
Nada pede a quem não o quer.

Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se.
Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.

Sim, o gato
 não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente,é
capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato
 é um
italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta
como um lorde inglês.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o
gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação
precária do homem com o (próprio) mistério. O gato
 não se relaciona
com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso.
Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou
substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão,
o gato
 sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está
oculto, guardado, e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por
isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou
manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser
desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois
significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato
, mas o gato sabe ver o homem. Se há
desarmonia real ou latente, o gato
 sente. Se há solidão, ele sabe e
atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito
mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas
de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem
não o sabe "ler" pensa que ele não está ali. Presente ou ausente, ele
ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver,
ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos
traduzir.

O gato
 vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos,
auras, fantasmas amigos e opressores. O gato
 é médium, bruxo,
alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a
nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato

é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.

Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos
devolver as perguntas medrosas, esperando que encontremos o caminho na
sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O
gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa
permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo
contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações,
infinitas, entre as coisas.

O gato
 é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas
manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega,
atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o
que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do
verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza
aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato
!

Lição de sono e de musculação, o gato
 nos ensina todas as posições de
respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição
recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais
completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se
os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato
, os
jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se
aquecendo para entrar em campo. O gato
 sai do sono para o máximo de
ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso
e milimétrico de cada parte do seu corpo, o qual ama e preserva como a
um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade.
Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias.
Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e
território pessoal.
Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular.
Lição de salto.
Lição de silêncio.
Lição de descanso.
Lição de introversão.
Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.
Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte.
Lição de bom gosto e senso de oportunidade.
Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada,
sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
O gato
 é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério
à disposição do homem.

Esse "estudo" é da autoria de nosso finado senador  Arthur da Távola que destoava da maioria dos políticos brasileiros. Ele era escritor, poeta, professor, jornalista e apresentador do excelente programa "Quem tem medo da música clássica". Depois de seu texto e sua descrição, não sobra nada para eu falar. Melhor você perder apenas 17 segundos da sua vida, mas aproveite e aumente o som para curtir.





É apenas o que eu acho...



P.S.: As patas, com a suave textura

De borracha, e as unhas

Violentas de renhuras, escondem

A dupla face de um caráter

Tranquilo mas astuto.

por Tércia Montenegro

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Jeff Buckley



Jeff é desconhecido do grande público, mas freqüentemente citado entre artistas como Thom  Yorke (Radiohead) ou mesmo de músicos que vieram antes dele como Jimmy Page (Led Zeppelin) e são dois nomes dos quais nem preciso mais citar inúmeros outros para no mínimo termos uma curiosidade lançada.

O nosso californiano nasceu em 17 de novembro de 1966, mas deixou-nos muito cedo no dia 29 de maio de 1997 quando desapareceu nas águas do Wolf River e foi encontrado uma semana depois. Quem me conhece de perto sabe de minhas "teorias sem o menor fundamento científico" e uma delas é que a morte anda de braços dado com o mito e aposto todas as minhas fichas que ele será mais reconhecido no futuro e não resistindo, vou  dar mais nomes para sustentar a minha crença: Paul MCcartney (Beatles), Chris Cornell (Soundgarden e Audioslave), Bono (U2) e Robert Plant (Led Zeppelin).

Discorrendo sobre as minhas inúmeras "teorias sem o menor fundamento científico" que podemos carinhosamente chamar de "teorias sem futuro" acredito que a expectativa gerada sobre algo pode atrapalhar a percepção de algumas coisas, ou por acaso você não se recorda daquele filme que todo mundo falou que era demais e você viu e nem achou? Expectativa demais. Assim como é freqüente o caso em que você não dá nada por algo e gosta quase que gratuitamente, afinal de contas, não havia expectativa alguma.

O que quero dizer com isso? Apenas deixe o som rolar. Jeff Buckley lançou oficialmente um único trabalho intitulado Grace em 1994 e causou esse estardalhaço todo. Obviamente que após sua morte, foram lançados discos ao vivo, ou com sobras de estúdio e coisas que ele começava a gravar para o seu próximo trabalho. Não é um som completamente diferente quando você ouve pela primeira vez, mas parece te envolver cada vez que você escuta novamente. 

A música é a que dá nome ao seu disco, Grace. Eu poderia ter apelado para a melhor interpretação que já ouvi de Hallelujah, mas optei por não ser tão óbvio e preferi ver o homem em ação, ou seja, ao vivo. Sabemos como é muito fácil ser bom no estúdio e nem tanto ao vivo. Você já confere o cara ao vivo e pronto.





Vale lembrar que tenho compromisso algum com tema algum. Falo simplesmente o que passa na minha cabeça.Falo de um som que me transporta para outro estado.




É apenas o que eu acho...