sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Charles Mingus








Li alguns meses atrás sua autobiografia que no Brasil teve o título de"Saindo da sarjeta". O livro começa com Mingus se definindo de tal forma: 




"Em outras palavras, eu sou três. Um homem fica sempre no meio, despreocupado, sem se emocionar, observando, esperando que lhe permitam expressar o que ele vê para os outros dois. O segundo homem é como animal assustado que ataca por medo de ser atacado. E, então, há uma pessoa gentil e super amorosa que acolhe as pessoas no templo mais sagrado do seu ser, aceita insultos, confia, assina contratos sem ler, cai na conversa dos outros e acaba trabalhando barato ou de graça, e quando percebe o que lhe fizeram, tem vontade de matar e destruir tudo ao seu redor, inclusive a si mesmo por ter sido tão estúpido."


Eu particularmente penso que existe o jazz com uma forma que normalmente é simples, onde depois abre-se espaços para as improvisações, onde deve haver uma fluência muito grande de raciocínio para que se consiga tal proeza satisfatoriamente. Numa outra ponta existe uma música erudita com uma complexidade de formas que normalmente não permite improvisação alguma (normalmente). O primor de execução é almejado de uma forma quase torturante aos seus executantes, mas entre esses dois extremos, existe Charles Mingus. Sua complexidade de composição está mais para a música erudita do que o jazz, mas além de possuir a liberdade de improvisação do jazz, possui conceitos de difícil execução como é o caso de você sentir o "beat" da música, mas não necessariamente acentuar tal tempo. Ele dizia que preferia gravitacionar em volta. Para não ficarmos nos detendo em conceitos mais técnicos, paro apenas lembrando que mudanças de andamento em sua música também era algo natural e executado com uma maestria que até parece fácil. Lembrando que na época de nosso gênio das 4 cordas, as gravações não sofriam edições. Ou você tocava mesmo, ou partia para outra.


Sua audição para os não iniciados não é exatamente fácil e creio que você deve ouvir algo se isso de alguma forma te toca e não por que precisa ouvir. Lembro-me de quando comecei a ouvir jazz e não entendia nada do que estava acontecendo ali. A música na verdade é uma linguagem e quando não entendemos o que acontece, fica muito complicado sua absorção, conseqüentemente nos agradar com aquilo. Por isso escolhi algo mais simples para ouvir. Vale lembrar que ele tem peças complexas como Epitaph, uma peça orquestral com 2 horas de duração. Acho que começar com cinco minutos por hora basta.

É apenas o que eu acho...
                                                             

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Criatividade




Não viu o vídeo ainda?

Assista porque ele tem tudo haver com o que tenho para falar.

Definitivamente esse comercial é uma obra de arte e grandes artistas encontram formas sensacionais de falar o que querem mesmo na hora de vender um produto como é esse o caso. Você simplesmente quer ver de novo, e mostrar aos amigos. Ver os detalhes como o pássaro assoviando a canção de um clip, o relógio onde sai um homem e por aí vai. Eu mesmo já vi várias vezes esse comercial ou mostrei para alguém e estou aqui, uma vez mais mostrando para algumas pessoas.

Um grande artista se beneficiará demais ao trabalhar pensando no resultado final e na satisfação que isso pode lhe proporcionar. Dinheiro? Pode apostar quem por conseqüência.

Isso é apenas um estimulo à criatividade. Simples assim...


É Apenas o que eu acho...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Zappa





Zappa ficou conhecido como grande satírico pelas suas composições e performances. Seu visual surreal, descompromisso com esse ou aquele gênero musical, mais viagens pelo mundo literário e cinematográfico marcaram a vida desse visionário errante.

Em 1964, em Los Angeles, fundou seu grupo, Frank Zappa and the Mothers Fuckers e mais para frente acabou utilizando apenas o seu nome. Diferente do que algumas pessoas imaginam, a arte de Zappa, assim como de vários outros artistas que estiveram, estão e estarão ainda por vir, não é coisa de pessoas sem nada na cabeça ou seqüelados de um mundo lisérgico. Muitas vezes é apenas a forma que o artista encontra para expressar o seu descontentamento com o mundo que o cerca. Obviamente que por trás de cada artista, existe um ser humano e cada um tem uma forma de abordar a vida e conseqüentemente uma forma de dar a sua resposta ao mundo. O maestro Júlio Medaglia que conheceu-o pessoalmente relata que ele era extremamente aplicado nos seus estudos e os músicos que com ele trabalhavam, relatam que ele, além de não permitir o consumo de drogas por seus músicos durante ensaios e shows, não fazia uso delas em sua vida. Ou seja, ele era um cara extremamente consciente do que estava fazendo e sabia aonde queria chegar. Vale lembrar que não são todos os artistas que se preocupam apenas com números de fãs e sua conta bancária. Algumas pessoas ficam mais felizes com a satisfação pessoal e um pouquinho menos de reconhecimento alheio. 

Sua discografia é vasta e possui muita identidade, tendo inclusive lançado nomes como Jean-Luc Ponty, Steve Vai, Bob Martin e muitos outros. A quantidade de artistas que citam sua obra como referência então é impossível de ser listada. Obviamente que não me canso de dizer que apresento pessoas que chacoalham com a percepção convencional de determinada arte. Não julgo que você precise conhecer e gostar das pessoas que apresento. Só penso que deva pelo menos conhecer para poder ter a certeza de que não gosta. Vou colocar um vídeo para você poder ouvir seu trabalho, mas saiba que ele consegue se metarmofosear constantemente, por isso acho que ouvir uma única música não seja suficiente: Vou começar com uma ao vivo e mais relax: Caso se interesse, a internet está diante de seus olhos.


Lembre-se que ele não é dos tempos em que todo artista tinha clip. Quanto mais um errante como ele e aí vai uma apresentação ao vivo na tv. Uma música bem simples para ser dele até, mas fica aí a canção:




Não existe unanimidade, sendo assim, sempre uns vão gostar e outros não. Na real não estou preocupado com isso. Apenas acredito que exista público para qualquer som e sons diferentes precisam ser divulgados e pode ser que você goste. O que acho continua e continuará como sempre:


É apenas o que eu acho...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Yes, nós somos bananas



Para quem me conhece um pouquinho que seja, sabe que não costumo escrever sobre o que é a notícia do momento, tipo a morte de Michael Jackson, o escândalo político do momento e por aí vai e não faço isso por que não teria muito o que acrescentar. Quando o faço, trato o tema por uma outra ótica e uma pulga atrás da orelha fica em relação a tudo que está acontecendo com o Haiti nesse momento.

Algumas considerações sobre o acontecido. Um terremoto daquela magnitude, querendo ou não é coisa natural e poderia atingir qualquer país. Infelizmente atingiu aquele país. Mas e toda a mazela presente ali antes desse fato? O terremoto era inevitável, a balbúrdia governamental não. O grande problema é a disputa que está acontecendo ali para quem vai "reerguer", "salvar" o Haiti. É necessário ajuda no momento? Óbvio que é, mas agora todos querem fazer isso por que sabem que no final das contas vai entrar muito dinheiro ali. Quando eu digo muito, são bilhões de dólares. Agora pense comigo. Se o país tal presidir a reconstrução desse devastado país, de onde você acha que serão as empreiteiras que ganharão muito dinheiro com a reconstrução de praticamente o país inteiro? Você já parou para pensar em quanto de dinheiro existe ali para ser administrado? Haja cuecas e meias.

Vejamos um certo país tropical que teve tragédias recentes e que tem em sua maior cidade, 34 dias seguidos de chuvas com a população desprovida de socorro. Ontem foi divulgado que o Brasil (aquele mesmo país que não tem dinheiro para fazer quase nada que melhore o padrão de vida das pessoas), irá doar R$ 375 milhões. Lindo, louvável, mas é triste ver que só assim as coisas funcionam. Ver notícias no jornal como a que "10% dos doadores de campanha ganharem contratos na Câmara" ou que "sites vendem projetos a vereadores". Simplesmente imoral, ou no mínimo amoral. Isso poderá inclusive ser usado como desculpas posteriormente para que não se receba um determinado benefício, mas será completamente justificável.

Segundo Lobão, uma pesquisa apontou o Rio de Janeiro como a cidade mais feliz do mundo. Essa felicidade brasileira é a melhor coisa que um político pode ter. Imagina a festa e alegria no meio do ano por causa da copa. Imagine então se o Brasil vence essa copa. Será tanta alegria que o brasileiro não vai lembrar que está desempregado e com fome. E olhe que gosto demais de futebol e copa do mundo, mas não creio que o mundo se resolva com isso.

Como sempre, é tudo apenas o que eu acho. Acho que somos trouxas mesmo para com essa classe que nos governa e certamente uns 75% dos que lá estão, se reelegerão. Vai entender. Infelizmente sofremos ainda talvez perpetuamente com isso. Mas outra vez fica aqui que isso:



É apenas o que eu acho...





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

X da questão



O grande x da questão, é que não existe  x da questão quanto ao que é certo, ou errado. A busca pela verdade é muito relativa e é individual. Volto a falar aqui que o que eu acho é apenas o que eu acho. Não é verdade absoluta, mas se você concorda comigo nesse ponto, deveria entender que o que você acha, é apenas o que você acha. Impressionante como existem pessoas que procuram forçar a sua vontade sobre as nossas e acabo pensando que essas pessoas não entenderam nada sobre a liberdade.

Recordo-me de um acontecido com uma amiga minha alguns anos atrás, que me fez pensar muito sobre isso. Ela não tinha uma religião definida, enquanto sua mãe e irmã eram extremamente devotas, mas de religiões diferente, fazendo com que vivessem tentando mostrar qual era a religião certa e essa minha amiga pensava ser muito irracional nenhuma tentar apresentar o seu deus para ela, visto que ela não teria de fato um deus para ser seu guia. Na lógica de sua mãe e irmã, era melhor gastar sua energia tentando provar que seu deus era melhor do que o da outra, do que simplesmente apresentar o seu para uma pessoa que estava ali sem nenhum.

Até aí, não falei novidade alguma, ou coisa que a maioria das pessoas não concordem, mas com o passar do tempo desenvolvi um outro raciocínio que é que as "importâncias também são relativas". Por algum motivo, por alguma escolha feita em nossas vidas, por alguma particularidade que aconteça, algo que nos marcou quando criança, ou mesmo pelo simples acaso, um determinado assunto aparece em sua vida e algo te desperta uma curiosidade que o faz querer saber mais e mais. Algo em que você se sente motivado a fazer o algo a mais e o nosso erro passa a ser achar que isso que é extremamente importante para mim, seja para os outros também. Em outras palavras: se eu acredito que ter uma alimentação saudável é importante para mim, isso não necessariamente é para quem prefere sentir o prazer dos sabores culinários. Se para uma pessoa é extremamente importante ser espiritualizada, ela está correta em seguir tais caminhos, mas se uma acha que não precisa de religião, ela também está correta. Algumas pessoas pensam que se a pessoa não conhecer o deus "tal" está desperdiçando a sua vida, mas me diga, e aquela tribo isolada da amazônia que nunca ouviu falar desse deus? Ele está perdendo o tempo dele, sendo uma pessoa perdida ou infeliz? Acredito que o simples fato de não se ter conhecimento sobre tal, faz com que simplesmente  isso seja irrelevante.

Algumas pessoas acham que a coisa mais importante na vida é ter dinheiro e trabalham com o foco apenas nisso. Estão corretos. Tem os que acreditam que viajar e conhecer o mundo é a melhor coisa para se fazer. Um aluno que tenho, piloto de avião, trabalha viajando e por isso tudo o que quer é ficar dentro de casa. Ambos não estão corretos?

O ser humano é de uma complexidade tão grande, que é natural existir infinitas variantes sobre os comportamentos e predileções de cada indivíduo. David Grossman, escritor judeu israelense e completamente relacionado com o conflito na faixa de Gaza, tendo inclusive um filho morto nessa guerra, também defende a idéia de que ambos os lados estão certos e só podem conseguir reverter a situação se os dois lados entenderem isso e abrirem mão de alguma coisa. Não espero que a maioria das pessoas passem por situações tão complicadas como essa, mas isso é apenas o reflexo das cabeças das pessoas que ali estão.
Finalizando, escrevo por que de alguma forma isso é importante para mim e pode ser uma perda de tempo absurda para você. Creio que isso está correto para os dois lados, e como sempre:

É apenas o que eu acho...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Weather Report



Se você achou que eu ia falar do tempo, pode ser que eu fale de tempo caso eu tenha tempo ao final dessa matéria. Na verdade vim dar continuidade ao assunto de ontem: vanguarda

Essa imagem que ilustra o blog hoje é a capa do cd Heavy Weather originalmente gravado em 1977. A vanguarda dessas criaturas fizeram com que esse cd fosse o pai de um novo gênero musical. O jazz fusion, ou simplesmente fusion. Gênero do qual hoje tendemos a torcer o nariz por ter virado algo meio estapafúrdio de músicos virtuoses sem outra preocupação que seja a não ser inflar seus egos mostrando toda a sua habilidade circense. Nesse caso específico existe sim uma virtuosidade, mas outras preocupações passam por suas cabeças. Vale ainda lembrar que essa banda não possuía guitarrista e gerou o gênero preferido dos guitarristas jazzistas virtuoses de hoje em dia. Aliás, foram vanguarda Bach, Beatles, Tom Jobim, Picasso e todos os artistas que foram eles mesmo. Weather de certa forma teve que pagar preço por serem eles mesmo.Eles eram uma banda que só se preocupava em fazer o que eles queriam e foram extremamente criticados pelos jazzistas da época.

Nesse vídeo com quase 10 minutos, vemos a formação clássica com Joe Zawinul (austríaco), Wayne Shorter e Jaco Pastorius (americanos), Alex Acuna (peruano) e Manolo Badrena (porto riquenho). E toda a diversidade que essas nacionalidades juntas podem gerar. Se você pesquisar, encontrará mais nacionalidades em outras formações. Pena que algumas pessoas nunca ouviram uma música sequer com 10 minutos. A superficialidade reina em nossos tempos.




Não quero dizer que você precisa gostar desse som para ser culto, afinal eu também não gosto de algumas coisas que são quase unanimidade entre artistas. Jorge Tupiniquim disse-me o mesmo ontem sobre determinado artista, mas temos nossos argumentos pautado por algo mais do que "nunca ouvi". No entanto, vi-me empolgado quando Eric Barbosa (Fóssil) veio conversar comigo sobre o TriMatch-King. Ou seja. Faça o seu som, seja você e acredito que você tenha chances reais de fazer algo que perdure.



E enfim, sobre o tempo, teremos mais chuva (heavy weather). Fonte: Weather Report.






É apenas o que eu acho...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Vanguarda





Em primeiro lugar. Qual o significado dessa palavra?
Pesquisando em um dicionário, encontrei:

1. Primeira linha de um exército, de uma esquadra, etc., em ordem de batalha ou de marcha.retaguarda;
2. Parte da frente. = dianteira, frente;
3. Agente, grupo ou movimento intelectual, artístico ou político que está ou procura estar  à frente do seu tempo, relativamente a ações! Ações, idéias ou experiências.

Bizarro?

Creio que muitas vezes falta essa atitude aos artistas. Definitivamente não sou fã dos artistas bonzinhos e legais. Não gosto de artistas que preocupam-se apenas em ser conhecidos. Gosto dos undergrounds e dos que tomaram caminhos tortuosos. Dos que tem uma inquietude em sua arte que os fazem procurar novos caminhos. Eles parecem com soldados mesmo, afinal, muitos sucumbem e não resistem essa resistência ao novo que a maioria das pessoas tem (e não quero dizer que isso é errado). Não quero dizer que o simples não possa ser interessante e vez por outra, aponto para coisas simples. O que quero dizer é que não gosto das pessoas que fazem o que querem que ela faça, ou que faça pensando unicamente em dinheiro.








O artista tem que ser egoísta no sentido de fazer aquilo que toca o seu coração. O resto vem por consequência. Tom Jobim dizia jamais ter feito qualquer coisa por dinheiro, apenas pelo coração. 








E se o primeiro que você viu fosse esse? Resumidamente, seja que arte for, faça o seu eu interior e não cópia do eu de alguém. Estudar e entender um artista que veio antes é interessante, mas quem entra para a história nas artes é egoísta. Pode ser até estranho ou bizarro sobre um primeiro olhar, mas terão o respeito da classe artista, como no caso desse capa de disco do Michael Jackson. Quer exemplos? Tom Zé, Zé do Caixão, Andy Warhol, Tim Burton, Jorge Amado, Mike Patton, Frank Zappa e óbvio, Mark Ryden que ilustrou esse espaço hoje (a capa do Michael também é dele antes que você se pergunte).




Goste ou não, esses bizarros entram para história, enquanto acho que muitos perdem tempo querendo ser a bola da vez. Como sempre...




É apenas o que eu acho...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Unidos pela música.

Bárbara Eugênia, Juliana R. e Edgard Scandurra unidos em suas diferenças em prol da música.



Houve-se tempos em que as tribos eram muito mais radicais. Se você pertencia à um nicho específico, teria dificuldade de transitar por outros e lembro-me por experiência própria o quanto sofria e sofro (bem menos hoje em dia) com esse tipo de comportamento. Para quem não me conhece, fiz faculdade de música e estava interessado apenas em estudar música e por isso transitava entre os jazzistas, eruditos, rockeiros e da mpb. Se por um lado isso me trouxe uma bagagem musical muito grande, trazia também a crítica de todos os segmentos por considerarem o seu o melhor. Graças a Deus, isso é um pouco mais comum hoje em dia e é o que vemos nessa sexta.

Bárbara Eugênia que já falei por aqui (veja matéria anterior) é uma carioca radicada em São Paulo que está em processo de finalização de seu cd de estréia, recheada de participações para lá de especiais. Fica aí mais uma amostra dela com Scandurra para ver se você se anima:



Já Juliana R., a menina do interior de São Paulo com apenas 22 anos desponta no cenário com uma sonoridade que acima de tudo possui a tal identidade que sempre defendo. Também com cd de estréia na boca do forno. Um vídeo dela com Scandurra também:








Scandurra dispensa comentários. Nosso verdadeiro guitar hero tupiniquim que mostra que tem ainda muito vigor para suas produções. Sempre se reinventando e mostrando novas direções musicais. Tem um DVD recém-lançado de sua carreira solo e vem fechar com chave de ouro o trabalho de nossas belas. 










Acho que você pode gostar da junção dessas preciosidades, mas,




É apenas o que eu acho...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

TriMatch-King

Quando defendo que o artista deve ter identidade, não digo que ele não possa ter influências.




Aliás, nesse caso, algo me lembra Jethro Tull ou David Bowie resgatando as ditas referências, mas flerta com o atual e poderia dividir um palco com Björk e descolados do ambiente vintage que anda em alta na música fora do eixo radiofônico. A timbragem nesse trabalho é muito bem pensada, criando uma atmosfera interessante que mescla instrumentos acústicos que podem ter seu timbre alterado (ou não), com sintetizadores. Melhor ouvir e chegar as suas próprias conclusões: 

As músicas são um pouco maior das veiculadas nas rádios. Alguém que passou dos 30 e já ouviu   coisas como Yes ou Emerson Lake and Palmer tira de letra, mas para os menos acostumados fica a dica. Deixa lá no  "repeat" e você verá que ao ouvir 3 ou 4 vezes, você sente-se muito familiarizado. As músicas parecem fluir naturalmente...

Existem vários artistas que sou fã, mas que todo mundo é. Seria fácil falar das "unanimidades". Falar de outros não tão conhecidos, mas que de alguma forma fazem parte do meu universo por tocar ou conhecer também é natural. Apenas quis falar sobre uns não tão conhecidos do qual não tenho a menor ligação. Uma de explorador mesmo que encontrou uma pedra preciosa. E acho que todo mundo gostaria de encontrar uma. 



É apenas o que eu acho...



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Salvador Dalí



… Estou pintando quadros que me fazem morrer de alegria, estou criando com absoluta naturalidade, sem a menor preocupação estética, estou fazendo coisas que me inspiram com uma profunda emoção e estou tentando pintá-los com honestidade.




Embora Dalí tenha uma combinação de imagens bizarras e oníricas em sua obra, sua excelente qualidade plástica ou domínio da técnica não pode ser questionada. Dali freqüentou cursos convencionais de arte e tem trabalhos realistas como "Cesta de pão" que desarma qualquer possível argumentador sobre a sua capacidade. 


Este excêntrico artista surrealista bebeu de várias fontes e correntes artísticas das quais fizeram-no perceber que o importante era pintar o que havia dentro de si e que lhe desse essa alegria. Na verdade, falta muitas vezes isso nos artistas. Essa busca pelo novo, a contestação, a inquietação proposta que nos faz pensar. Suas obras são intrigantes e promovem isso no telespectador. Nunca passa despercebido e não estão ali para ser pano de fundo. Ela é uma obra que exige sua atenção.






Goste ou não, ela te provoca.




  


Não sou o salvador de cá. Muito menos Salvador Dalí pode mudar a sua percepção. Apenas você pode procurar novas formas de enxergar.



É apenas o que eu acho...




P.S.: Quer saber um pouco mais? Visite o site http://www.salvadordalimuseum.org/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Recicle-se

Nem tenho plena convicção de que estamos de fato em processo de aquecimento global. Já vi cientistas, geólogos e estudiosos do meio argumentando o contrário. Até do lado financeiro, os países do "dito" 1º mundo parecem apenas querer diminuir o crescimento dos países emergentes para poderem exercer sua hegemonia sem preocupação. Também não vou ficar aqui especulando sobre possível teoria da conspiração. Deterei-me apenas em dados concretos:




Uma pessoa consome em média 66 sacolas plásticas dessas adquiridas nos mercados. Mesmo fazendo um esforço para pegar o estritamente necessário, depois de um mês, eu havia pego 30 e eles inevitavelmente poluirão o planeta. Estou pensando naquelas sacolas retornáveis...

Grandes cidades possuem um trânsito cada vez maior, mas você já reparou na quantidade de carros com apenas o motorista? Você sabia que se todos os carros de São Paulo estivessem ao mesmo tempo na rua, não haveria ruas suficientes para comportá-los? Inacreditável, mas é verdade. Vá de metrô, ônibus, promova um rodízio com os conhecidos que você tem e utilizem menos carro. Promova novos hábitos como andar de bicicleta. Meia hora andando para o trabalho? Estou pensando em caminhadas...


Não vou ficar falando aquilo que todo mundo já sabe. Faço apenas um pedido. Tome uma atitude. Use menos papel. Demore menos no banho. Faça algo concreto pelo mundo, mas se der, não use concreto. Reinvente o lixo.Falar sobre o assunto, todo mundo fala. Estou pensando em tomar uma atitude real...


Ou aproveite esse material para produzir.






Pelo menos acho que não vai faltar material. É apenas o que eu acho...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Quarto Elemento

Apenas 3 sujeitos reunidos na despretensiosa vontade de tocar. Em outras palavras, 4º Elemento. Sinto-me completamente a vontade para falar, afinal esse é o primeiro trabalho meu que apresento. Algumas pessoas (poucas) já escreveram ou disseram que é diferente, genial ou sei lá, alguns outros não gostam. Sem problemas. Queremos apenas nos divertir.





Um ensaio pode ser simplesmente trocado por uma mesa de bar, visto que a liberdade vagueia esse trabalho. Mas pode-se sim também trocar a mesa de bar por umas horinhas de ensaio. Essa é a grande vantagem de se trabalhar com amigos.


Talvez o som represente um pouco o meu humor também. Vai aí uma versão da "Pequena Serenata Noturna" de Mozart em que os eruditos nos descem a lenha. Estamos preocupados com isso? Nem sei...vou passar um e-mail para eles perguntando enquanto vocês escutam aí (ou não):





Na verdade, você pode conhecer um pouco mais em: http://www.myspace.com/quatroelemento


Vish, nem me responderam ainda...talvez não respondam.Isso é apenas o que eu acho...





P.s.: acho que eles nem vão responder o e-mail...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Palmeiras...

Ano novo, vida nova...campeonato novo e paixão antiga. Bom, nesse caso não deu tempo de ser antiga, mas é uma história apaixonante protagonizada por nosso querido Marcos Vinícius Budroni Moura – 7 anos – Palmeirense de coração, que acompanhará nesse sábado, o glorioso Verdão como parte de seu presente de aniversário.



 Nosso pequeno torcedor brinda-nos com a seguinte história:




Ainda bebê usava camisas do São Paulo (coitadinho), mas por influência da mãe e principalmente da tia (são paulina roxa). A mãe lembra que ele mesmo usando o uniforme do time, nunca se dizia são paulino.
Certa vez estavam em uma loja de artigos esportivos, quando ele, então com 3 aninhos de idade, viu uma camisa do Palmeiras e disse:
- É essa mamãe!!!
A mãe: - Essa o quê?
- É essa camisa que eu quero!
- Mas essa camisa é verde, do Palmeiras e, você é São Paulino, olha aqui a do São Paulo!
- Não!É  a verde que eu quero, eu gosto dela, porque meu coração sempre foi verdinhoooo!
Bem, desde esse dia...a família teve que se conformar a ter um palmeirense entre os São Paulinos e Vitória (time do pai que é Baiano).
Os pais até usam a camisa, vão ao estádio, torcem pelo Palmeiras,  só pra agradar o filho que sempre teve o coração VERDINHO!..



Tenho um pai santista e identifiquei-me por completo com tal relato. Lembro-me claramente o dia em que via um jogo do Palmeiras na tv e soube naquele momento, inexplicavelmente que era palmeirense. Algo tocou-me e eu soube. Uma história parecida com a de nosso pequeno personagem.Simples assim e sem a menor lógica (lógica do tubarão?). Nunca sobrou-me a menor dúvida. Agora é hora de irmos aquecendo a garganta para mais um ano de paixão:











Acho que a maioria das pessoas acostumadas ao blog não esperavam esse assunto, mas isto...




É apenas o que eu acho...


P.s.: Experimente o google do palmeirense, eu por exemplo tenho ele em minha tela inicial: http://www.porcoogle.com.br/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O ócio criativo

Ode à vagabundagem? Não, é uma linha de raciocínio. Uma filosofia pensada e difundida por Domenico de Masi. Sociólogo italiano. Algo realmente sério.Eis o seu pensamento:




"Contudo, a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo. (...) É o que eu chamo de "ócio criativo", uma situação que, segundo eu [penso], se tornará cada vez mais difundida no futuro."










Até aí, rolou o velho control c, control v que você conhece. Mas deixe-me agora destilar minhas próprias conclusões. Não é exatamente fácil fazer o proposto por nosso ítalo pensador. Você tem que já possuir um mínimo de estabilidade e conforto para trabalhar o seu ócio. Coisa que não dá para fazer se você estiver com a corda no pescoço, mas não o estou desanimando e creio que se você não conhece o livro, deveria...




Acredito que algumas profissões possam tirar maior proveito dessa filosofia e quem trabalha com arte tira muito proveito com as dicas. Em suma, ele defende que você precisa de um tempo calmo, tranqüilo e sereno onde a sua cabeça e não o seu corpo trabalhe. Isso, se em um ambiente que te traga prazer e ainda provoque a sua criatividade e você terá novos caminhos estabelecidos em sua mente. Eu particularmente vivencio esse ócio criativo ao escrever aqui, ou ao ir ao museu do futebol nessa manhã em que escrevo. Isso me faz ter uma cabeça revigorada quando pego meu instrumento. Na verdade, depois de 2 décadas com um instrumento, eu necessito de estímulos diferentes para ir para a música, sendo ele um filme, museu ou qualquer outra coisa que me dê o prazer em que o meu trabalho por ele mesmo não consegue tão facilmente dar. É como se fosse droga. Preciso de mais para sentir a mesma coisa. Isso é natural em qualquer profissão e se você trabalha sem o entusiasmo pelo que você faz, você acaba minando a sua felicidade.


Esse livro pode ser caminhos propostos para novas perspectivas e acima de tudo, entusiasmo pelo que se faz, aumentando quantitativa e qualitativamente o seu trabalho.




Boa pedida de leitura para quem anseia novidade.




É apenas o que eu acho....






P.S.: Hoje eu achei R$ 0,10 no chão quando estava chegando no museu...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Na faixa...









Ok. Isso seria ótimo...Beatles na faixa (de pedestre?)...mas não é isso que venho hoje dizer. Na faixa costuma ser a expressão usada para dizer que algo é de graça. Pois bem, uma programação para você que nunca foi em um museu, justificando os valores cobrados. Mesmo se você procurar nos museus e exposições cobradas, existem alguns dias em que a visitação é gratuita. E pode apostar, mesmo que você não esteja acostumado e estranhe essa "arte moderna", é questão de começar a freqüentar e entender um pouquinho do ponto de vista dos artistas e você começa a se acostumar. O ser humano se acostuma até com coisa ruim, como no caso da nossa cambaleante política brasileira.


14/01 Quinta - Museu do futebol - Pacaembu
15/01 Sexta - Acervo do MAM - Museu de Arte Moderna
16/01 Sábado - Pinacoteca - Estação da Luz
17/01 Domingo - Eternamente  Agora - Instituto Tomie Ohtake
18/01 Segunda - Abelardo da Hora - Masp (vão livre)
19/01 terça - Graphias - Memorial da América Latina
20/01 Quarta - Paradas em movimento - Centro Cultural São Paulo

Obs.: Programações sujeita a alterações. Sempre bom entrar em contato e conferir.

Isso é apenas uma pequena amostra do que podemos encontrar se tivermos um pouquinho de paciência para procurar. Uma semana inteirinha para só para você. Quer dizer, pra mim também...diria para todos, mas o que interessa é que é na faixa. Vai vacilar? Queria ir em todos, mas infelizmente não dá. Fui em alguns e irei em outros, mas não ir em nenhum para você que nunca foi ou não conhece os espaços é um pequeno vacilo. Vai em pelo menos um....please.  


Mas se você achava que na faixa era outra coisa, fica aí as minhas opções para você.

                                    
                                        Playmobil na faixa  
                                                                           

                                    
                                        Red Hot Chili Peppers na faixa


                                  
                                      Star wars na faixa
                                        

                                          Simpsons na faixa



                                          Pocoyo na faixa
                                        

                                      
                                          Você e sua família na faixa?





E lembre-se de prestar sempre muita atenção. Passe sempre na faixa e preste atenção se uma dessas pessoas não está atravessando também. Na pior das hipóteses, prestar atenção na faixa pode salvar a sua vida.




E se salvar a sua vida, essa matéria pode ter sido útil....É apenas o que eu acho...




terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Morphine

Falando de drogas? Sei lá...pode ser...se você achar essa banda uma droga então estou, mas estou dando continuidade ao que falei ontem sobre identidade. Sobre como existe espaço para todo mundo. Você apenas tem que conseguir chegar ao seu público potencial. Esse trio, nada convencional formado por baixo, bateria e sax, somado a voz do baixista Mark Sandman, imprime uma sonoridade única e possui uma legião de fervorosos seguidores.


Essa banda chega a ser estranha quando você os escuta pela primeira vez, mas você vai se acostumando e percebe canções consistentes. Quanto ao baixista, ele também não parece nada demais de cara, mas se você perceber a independência que ele tem do que toca para o que canta, somado ao bom gosto que ele imprime em suas linhas e você começa a considerar aquilo sobre outra ótica. O sax precisa em vários momentos se colocar numa situação diferente para fazer a banda ser musical. Hora ele faz o que seriam riff's de guitarra, hora linhas graves dando sustentação ao baixo que saiu do convencional e tudo isso muito bem amarrado por um baterista que tenta sutilmente preencher possíveis brechas deixadas.


O melhor que é escutar não é mesmo?







Vale a observação que nessa versão de estúdio, existe um acompanhamento de piano feito pelo vocalista. Aliás, ele tocava vários instrumentos, mas chama a atenção por sua escolha por um baixo com slide e apenas 2 cordas




Não bastasse tudo isso, nosso vocalista morre da melhor forma possível para se criar um mito: No palco. Isso mesmo. Quer uma forma mais poética para um músico morrer? Durante uma apresentação de sua banda em 1999, Sandman teve um ataque cardíaco fulminante. Esse show ocorreu na Itália, mais especificamente na cidade de Palestrina. Ele tinha 46 anos de idade.


Para terminar, existe a Mark Sandman Music Education fund que é uma organização dedicada a promover abordagens inovadoras e criativas para a música infantil.


Como sempre, minha única intenção é mostrar algumas coisas que acho interessante. Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o trio, temos aí a internet que é um grande facilitador para os tempos de hoje, mas está aí a discografia deles:


Good - 1992;


Cure for pain - 1993;
Yes -1995;
Like swimming - 1997;
The night - 2000.

Esse último disco foi lançado após sua partida por sinal e óbvio que existem compilações e gravações ao vivo dos rapazes.





Definitivamente esse é um som que gosto (e estou ouvindo no momento).
Pode ser que você goste, pode ser que não,mas isto, vocês já sabem...


É apenas o que eu acho...